Vídeo: “Ormie the Pig wants a cookie”

Esse vídeo mostra como é desgastante uma vida sem planejamento.

Qual a sua base motivacional?

Segundo o psicólogo David Mclelland, as pessoas são guiadas em sua vida por três necessidades ou motivos. Essa teoria ele chamou de Teoria da Motivação pelo Êxito e/ou Medo.

As necessidades detectadas foram: Realização, Afiliação e Poder.

Todas as pessoas possuem traços de todas elas, porém sempre uma é a mais preponderante.

As pessoas que são motivadas pela Realização são aquelas que buscam construir algo desafiante e que seja importante para si, que traga uma completa realização, independente do que as outras pessoas possam achar. Normalmente, pessoas dessa base motivacional são as empreendedoras. Sempre buscam inovar, olham para o futuro, têm iniciativa e após uma nova conquista, estão em busca de outra. Não se deixam abalar pelos fracassos, são eternos aprendizes.

Seu grande medo, é a possibilidade de não construir algo de que se orgulhe; de acordar todos os dias sem ter um desafio que o faça ir atrás de novos conhecimentos, de cair em uma vida de rotina. Por isso, sua alta energia, muitas vezes torna seus relacionamentos difíceis, pois nem todas as pessoas conseguem acompanhar seu ritmo e não compreendem essa busca incessante pela construção.

As pessoas que são motivadas pela Afiliação são aquelas que precisam ser aceitas em grupos, na sociedade em que vivem. Precisam ser acolhidas, de se relacionarem afetuosamente com as outras pessoas. Tendem a seguir as regras que o grupo impõe para continuar a fazer parte dele.

Seu medo reside no fato de ficar sozinho se não fizer o que o grupo deseja. Por isso, muitas pessoas acabam vivendo uma vida dos outros e não a sua para se sentirem queridas e incluídas no meio. Precisam frequentar os locais que o grupo vai, comprar nas lojas que o grupo indica, ter os objetos que o grupo possui e isso gera um custo que alguns não têm condições de arcar.

Outras pessoas são motivadas pelo Poder e podemos dividi-las em dois subgrupos: as que são motivadas pela Persuasão e outras pela Autoestima.

As que são motivadas pela Persuasão são aquelas que precisam convencer as outras pessoas a fazer o que desejam. Adoram exercer sua influência para atingir seus objetivos, pois sabem que podem conseguir mais recursos utilizando outras pessoas.

Que fique bem claro que essas pessoas “utilizam” pessoas, isto é, as tornam úteis. Pessoas que “usam” pessoas podem até ter um sucesso no início, porém, ao longo do tempo, perderão sua credibilidade e consequentemente, seu poder.

Um grande exemplo, segundo estudiosos, é Madre Teresa de Calcutá. Ela tinha um objetivo muito claro que era ajudar os mais necessitados, sendo assim, construiu uma rede de relacionamentos com as pessoas mais influentes do mundo para conseguir recursos para sua causa.

Essa personagem quebra o paradigma do Poder que normalmente, é relacionado a políticos, governantes e também a algo obscuro, de corrupção e trapaças. Madre Teresa mostrou que podia utilizar o Poder para causas nobres.

As pessoas que são motivadas pela Autoestima são aquelas que precisam mostrar para os outros: o que são, onde chegaram, o que estão fazendo. Precisam se sentir importantes, desejam estar na capa de revistas, em jornais, enfim, querem estar em evidência.

O grande medo dessas pessoas é serem esquecidas, o que trará um grande sofrimento.

Ao trabalhar com pessoas ao longo de mais de 20 anos, percebo que essas bases podem ser o remédio para algumas e o veneno para outras. Seria bom se tivéssemos em equilíbrio essas bases, mas a realidade nos mostra que não é assim.

E você? Qual sua principal motivação? Quais seu medos? E principalmente, quais os resultados que está obtendo para sua vida?

Funcionário precisa também ser empreendedor

Já fui funcionária de grandes empresas por anos e durante esse tempo tive um grande crescimento profissional e avaliando os motivos pelos quais isso se deu, percebo que pelas características empreendedoras que já possuía na época, mas as utilizava empiricamente, sem saber do que se tratava.

E quais são essas características?

Buscar informações, analisar riscos, aproveitar oportunidades, ter iniciativa, planejar, estabelecer metas, persuadir, trabalhar com qualidade e eficiência, ter persistência, comprometimento e autoconfiança.

Todas essas características são comportamentais (e podem ser desenvolvidas) e aliadas ao conhecimento técnico bem embasado pode ser o diferencial para um funcionário se destacar dentro da empresa onde trabalha.

Não basta ser alguém que apenas vá ao seu local de trabalho, cumpra o solicitado e vá embora, acreditando que sua missão foi cumprida. O funcionário empreendedor deve ter uma visão a longo prazo do que pode oferecer para a empresa, desenvolver produtos e serviços inovadores, vestir verdadeiramente a camisa.

Não quero dizer que funcionário comprometido é aquele que não tem hora para sair da empresa, mas é aquele que proporciona o melhor resultado que pode para a companhia utilizando bem todos os recursos que possui.

O Brasil nunca teve um índice de desemprego tão baixo, em dezembro, a taxa foi de 4,7%, segundo a Revista Exame de 21/03/2012. Nunca houve a oferta de tantos empregos Brasil, porém temos ainda alguns problemas quanto à retenção de profissionais.

Tenho percorrido várias empresas de todos os segmentos pelo Brasil todo e percebo que algumas empresas estão retendo alguns profissionais tecnicamente muito bons, porém com comportamentos inadequados porque não encontram outros para substituí-los nesse mercado aquecido.

Encontro gestores reclamando de funcionários e dizem que gostariam de demiti-los, mas nesse momento é melhor ficar com um “mais ou menos” do que ficar sem ninguém.

Sendo assim, funcionários que hoje acreditam que estão imunes e não precisam ter “algo a mais” para manter seus empregos, cuidem-se porque o futuro será construído por aqueles que sabem exatamente onde querem chegar e como, enfim, os funcionários empreendedores.

 

Buscar conhecimento e informação é essencial para o empreeendedor

Uma das características de um empreendedor de sucesso detectada por uma pesquisa feita para a Unctad por Marina Fanning, é a Busca de Informações.

E como podemos fazer isso?

Conversando com clientes, fornecedores e concorrentes; lendo publicações e livros sobre negócios, visitando feiras do setor e empresas; consultando especialistas e também estudando.

Quanto mais informações o empreendedor tiver, melhor para que possa realizar o planejamento estratégico de seu negócio. Afinal, poderá analisar melhor os riscos e tomar melhores decisões.

Na Revista Exame de 21/03/12, há uma excelente matéria sobre os Empreendedores brasileiros onde vi alguns fatos que me chamaram bastante atenção.

Muitas pessoas ainda acreditam que para ser empreendedor precisa ter um “dom” ou “dar sorte” com uma ideia e para isso não é necessário ter muita instrução. Já que temos exemplos aos montes de empreendedores de sucesso que não estudaram ou tiveram pouco estudo.

Isto é um mito que está sendo derrubado. Em 2002, apenas 12% dos empreendedores tinha mais de onze anos de estudo; em 2010, esse número dobrou, chegou a 25%.

Segundo, essa matéria, melhoramos muito na questão da formação acadêmica dos empreendedores, mas precisamos nos aperfeiçoar ainda mais. Pois, segundo Mariarosa Lunati (diretora de empreendedorismo da OCDE), “quanto maior a educação que ele (o empreendedor) tem, maior sua chance de sucesso”.

Outro ponto que também melhoramos, mas que ainda podemos ir mais longe são os treinamentos para o empreendedor.

Atualmente, percebo que muitos empreendedores estão buscando cursos para gerir melhor seus negócios. Assim, como os futuros empreendedores buscam cursos para minimizar os erros na montagem de um novo negócio.

Porém, apesar desse aumento, vejo ainda muita gente dando a grande desculpa dos valores dos cursos. Mas se você não investir em si, quem fará? Afinal se seu negócio for bem, quem ganhará? Mas, também se ele for mal, quem perderá?

E outras velhas desculpas são a “falta de tempo” e a distância dos melhores cursos de sua residência. Acredito que isso, poderia até ser verdadeiro há alguns anos. Atualmente, temos várias opções de Cursos Online de qualidade para que o empreendedor possa se atualizar.

Como empreendedores, precisamos estar antenados com o mundo para que possamos desenvolver produtos e serviços inovadores. Por isso, nunca podemos deixar de estudar para adquirirmos novos conhecimentos a fim de aplicar na gestão de nossos negócios.

Vídeo: Duailibi fala sobre propaganda

Recebi a indicação desse vídeo de um seguidor do Twitter, o Marcelo Augusto @MGuto_83 e gostei bastante da simplicidade e objetividade.

Assistam:

http://www.somostodosresponsaveis.com.br/2012/02/23/duailibi-mostra-o-papel-da-propaganda-na-promocao-de-mudancas-na-sociedade/

Conhecimento é o recurso mais valioso e o único verdadeiramente renovável do mundo atual – Thomas L. Friedman

Recebi um link do meu amigo Galdino Iague Neto sobre esse artigo e achei super interessante em compartilhar, pois sempre fui uma defensora da busca do conhecimento, mas principalmente da boa utilização dele.

Esse artigo foi publicado na Uol em 13/03/2012 e foi escrito por Thomas L. Friedman, colunista de assuntos internacionais do New York Times desde 1995, Friedman já ganhou três vezes o prêmio Pulitzer de jornalismo. Vamos lá:

De vez em quando alguém me pergunta: “Qual é o seu país favorito, tirando os Estados Unidos?”.

Eu sempre respondo: Taiwan. “Taiwan? Por que Taiwan?”, as pessoas questionam.

Muito simples. Porque Taiwan é uma ilha pedregosa situada em um mar varrido por tufões, e que não possui recursos naturais para sustentá-la – ela teve que importar até mesmo areia e cascalho da China para construções – e, mesmo assim, esse país é dono da quarta maior reserva financeira do mundo. E isso se deve ao fato de Taiwan ter utilizado o talento, a energia e a inteligência dos seus 23 milhões de habitantes, tanto homens quanto mulheres, em vez de escavar a terra e explorar o subsolo. Eu sempre digo aos meus amigos de Taiwan: “Vocês são o povo mais sortudo do mundo. Como foi que tiveram tanta sorte? Taiwan não tem petróleo, minério de ferro, florestas, diamantes ou ouro, e possui apenas algumas pequenas reservas de carvão mineral e gás natural. Devido a isso, o país desenvolveu o hábito e a cultura de aperfeiçoar as habilidades do seu povo, e essas habilidades acabaram se revelando o recurso mais valioso e o único verdadeiramente renovável do mundo atual. Como foi que vocês tiveram tanta sorte?”.

Pelo menos essa era a minha impressão. Mas agora há uma prova disso.

Uma equipe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acabou de divulgar um pequeno e fascinante estudo que mostra a correlação entre o desempenho no exame Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) – que a cada ano avalia o nível de proficiência em matemática, ciência e leitura de alunos de 15 anos de idade de 65 países – e a renda total proveniente de recursos naturais como percentagem do produto interno bruto em cada um dos países participantes. De forma resumida, a questão é a seguinte: qual é o desempenho dos estudantes de segundo grau de um determinado país quando se leva em conta a quantidade de petróleo ou de diamantes que esse país produz?

Os resultados indicaram que há “uma relação significativamente inversa entre o dinheiro que os países obtêm com os seus recursos naturais e o conhecimento e a capacitação dos seus alunos de segundo grau”, diz Andreas Schleicher, supervisor dos exames do Pisa para a OCDE. “Esse foi o padrão global encontrado nos 65 países que participaram do último exame Pisa”. Em suma, petróleo e Pisa não se misturam (para ver os dados visite o site).

Schleicher acrescenta que, conforme diz a Bíblia, “Moisés conduziu arduamente os judeus durante 40 anos pelo deserto – apenas para levá-los para o único país do Oriente Médio que não possui petróleo. Mas Moisés pode ter, na verdade, feito a coisa certa. Atualmente Israel é uma das economias mais inovadoras, e a sua população usufrui de um padrão de vida que a maior parte dos países produtores de petróleo da região não é capaz de oferecer”.

Portanto, fique com o petróleo e me passe os livros. De acordo com Schleicher, nos últimos resultados do Pisa, Cingapura, Finlândia, Coreia do Sul, Hong Kong e Japão se destacaram por terem apresentado notas elevadas no Pisa e serem países com poucos recursos naturais, enquanto Catar e o Cazaquistão chamaram atenção por apresentarem as maiores rendas derivadas do petróleo e as notas mais baixas no Pisa.

A Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Argélia, Bahrein, Irã e Síria apresentaram a mesma tendência em um teste similar, o Tendências em Estudos Internacionais de Matemática e Ciência (TIMSS, na sigla em inglês), enquanto que, de forma interessante, os estudantes do Líbano, da Jordânia e da Turquia – que também são países do Oriente Médio com poucos recursos naturais, se saíram melhor.

Também tiveram um desempenho ruim no Pisa os alunos de vários países ricos em recursos naturais da América Latina, como Brasil, México e Argentina. A África não foi avaliada. O Canadá, a Austrália e a Noruega, que também são países de grandes riquezas naturais, tiveram boa classificação no Pisa. Segundo Schleicher um dos principais motivos para isto é o fato de estes três países implementarem políticas no sentido de poupar e investir a arrecadação proveniente dessas reservas, em vez de simplesmente consumirem tais recursos.

Ao somarmos todas essas variáveis, os números nos dizem que se nós realmente quisermos saber qual será o desempenho de um país no século 21, não devemos nos basear nas suas reservas de petróleo nem nas suas minas de ouro, e sim na qualidade dos seus professores, no envolvimento dos pais e no entusiasmo dos alunos. “O nível de aprendizado atual na escola se constitui em um poderoso instrumento para a previsão da riqueza e dos indicadores sociais dos países no longo prazo”, explica Schleicher.

Os economistas há muito conhecem a chamada “doença holandesa”, que ocorre quando um país torna-se tão dependente da exportação de recursos naturais que o valor da sua moeda dispara e, como resultado, a sua produção industrial é destruída por uma inundação de produtos importados baratos, e as suas exportações tornam-se muito caras. O que a equipe do Pisa está revelando é uma doença similar: as sociedades que ficam viciadas nos seus recursos naturais parecem gerar pais e jovens que perdem parte dos seus instintos, hábitos e incentivos para fazer deveres de casa e aprimorar as suas habilidades.

“Por outro lado, em países que possuem poucos recursos naturais – Finlândia, Cingapura ou Japão – a educação tem grandes resultados e é valorizada, pelo menos em parte devido ao fato de a população em geral ter entendido que um país precisa basear o seu sustento nos seus conhecimentos e na sua capacitação, e que isso depende da qualidade da educação. Todos os pais e crianças nesses países sabem que a capacitação será o fator decisivo para as oportunidades na vida da criança e que nada mais poderá socorrê-las, de forma que os indivíduos constroem uma cultura inteira e um sistema educacional em torno dela”, diz Schleicher.

Ou, conforme gosta de dizer o meu amigo norte-americano de ascendência indiana K.R. Sridhar, o fundador da companhia de células de combustível Bloom Energy, situada no Vale do Silício, na Califórnia: “Quem não tem recursos naturais acabe se tornando uma fonte individual de recursos”.

É por isso que os países estrangeiros que possuem o maior número de companhias na Nasdaq são Israel, China/Hong Kong, Taiwan, Índia, Coreia do Sul e Cingapura. Nenhum deles vive dos seus recursos naturais.

Mas há também neste estudo uma mensagem importante para o mundo industrializado. Neste período econômico difícil, elevar o nosso padrão de vida atual com a transferência de dívidas financeiras ainda maiores para o futuro é uma verdadeira tentação. Na verdade, os estímulos financeiros podem ser úteis durante uma recessão prolongada, mas “a única maneira sustentável de sair desta situação é crescendo, ao proporcionarmos a uma quantidade maior de indivíduos os conhecimentos e as qualificações para que eles possam competir, colaborar e se conectar de forma a impulsionar os seus países adiante”, argumenta Schleicher.

Em suma, diz Schleicher, “o conhecimento e a capacitação tornaram-se a moeda global das economias do século 21, mas não existe nenhum banco central que imprima essa moeda. Todo mundo tem que decidir por contra própria o quanto irá imprimir”.

É verdade que é ótimo possuir petróleo, gás e diamantes; estes produtos podem comprar empregos. Mas no longo prazo eles enfraquecem a nossa sociedade, a menos que sejam utilizados para construir escolas e uma cultura de aprendizado por toda a vida. “Aquilo que o próprio indivíduo colocar por esforço próprio na sua mesa é o que vai fazer com que ele continue progredindo”, conclui Schleicher.

Vídeo Oportunidade

Já que falei sobre oportunidade no blog essa semana, resolvi postar esse vídeo que mostra muito bem o que ela é, porém para aproveitá-la é necessária informação e planejamento.