Por que preciso planejar?

Sabia que nem todas as pessoas precisam planejar sua vida? Afinal, se você não sabe o que deseja alcançar, o que quer fazer em seu futuro (mesmo que esse futuro seja amanhã), o que e por que você planejará? Nem faz sentido…

Apenas aqueles que possuem suas metas, podem e devem fazer um planejamento, pois facilitará (e muito) no alcance de tudo o que deseja. Vamos fazer uma analogia para facilitar o entendimento.

Você deseja fazer uma viagem para Porto Seguro de carro, saindo de São Paulo. Nesse momento preciso estabelecer a melhor rota para chegar lá, saber quantos quilômetros preciso superar, quantos pedágios existem e valores, quanto de combustível irei gastar e onde existem postos para abastecer, quais são as melhores paradas para descanso, se existem pontos turísticos interessantes no meio do caminho e assim, faço um roteiro (planejamento) dessa minha viagem para evitar problemas durante o trajeto.

Agora, se pego o carro e saio sem rumo, não tenho como fazer um roteiro porque seguirei a música “Deixa a vida me levar… vida leva eu…”. Enfim, não tenho como realizar um planejamento e posso ter que parar em lugares que não desejo e aí não adianta reclamar.

Pode ser que mesmo fazendo um roteiro bem elaborado pode ocorrer uma queda de barreira, uma estrada interditada, mas como sei onde desejo ir, buscarei um outro caminho. Mas se pego um obstáculo e não sei para onde ir, irei parar em qualquer lugar.

Existem várias ferramentas para fazer um bom planejamento e um deles o Plano de Negócios que tratarei em um próximo post.

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Filme: “O Céu de Outubro”

O Céu de OutubroQuer saber exatamente o que é formar uma visão de futuro? Assista a esse filme.

Um clássico, de grande magia que nos faz pensar nos sonhos de adolescentes que deixamos para trás, dos conflitos familiares, da aceitação do grupo, do incentivo de professores.

O personagem central do filme carrega vários comportamentos empreendedores: visão de futuro, proatividade, não tem aversão aos riscos, planejamento, autoconfiança, qualidade, eficiência, persuasão, busca de informações, persistência e comprometimento.

E como todo empreendedor, consegue transformar a vida de toda a comunidade que vivia à sua volta, gerando novas oportunidades, esperança e ação. Não só atinge seus sonhos, mas permite que outras pessoas por meio deles possam buscar os seus, obtendo uma maior autoconfiança.

É um filme baseado em uma história real e por isso se torna muito mais emocionante.

Assista… você não se decepcionará e talvez, fará com que você veja e reveja alguns de seus sonhos e crie coragem de ir em busca deles.

A vida solitária de um empreendedor

Ser empreendedor é sinônimo de solidão? Muitas vezes, sim.

Estamos constantemente rodeados de pessoas: funcionários, fornecedores, concorrentes, clientes, parceiros; porém a solidão aparece, principalmente, nos momentos de tomada de decisões que permeiam todos os nossos dias.

Porque essa hora é crucial no que ocorrerá com a empresa e as pessoas que dependem dela de uma forma ou outra. E infelizmente, principalmente, quando você não tem um sócio, a responsabilidade é toda sua. Mesmo que você compartilhe os fatos com um amigo, seu marido ou esposa… a decisão é apenas sua.

E às vezes, parece sem lógica, confusa, mas só você sabe o que passou para chegar a uma conclusão que pode não ser o fim, mas o início de outras decisões.

Quantos empreendedores já esmurraram mesas, falaram sozinhos, se aplaudiram, comemoraram, choraram ou riram dentro de suas salas sem alguém para compartilhar os acontecimentos e ao saírem de suas salas, independente do fato ocorrido se mantêm em uma postura como se nada houvesse ocorrido, mesmo que internamente, seu coração palpite e seu sangue esteja em ebulição.

Por isso, gosto de encontrar meus amigos empreendedores para trocarmos idéias a fim de oxigenar nossa mente para buscar novas soluções e inovações para os negócios.

Que tal criarmos a Confraria dos Empreendedores Solitários? Acredito que teremos fila de espera!!

Para que serve o fluxo de caixa?

O Mateus em seu comentário sugeriu que eu tratasse de três tópicos: planejamento, fluxo de caixa e plano de negócios; sendo assim, sugestão aceita… vamos lá!

Todo mundo fala que é importante, mas poucos fazem? E pior, alguns fazem, mas não sabem por que fazem.

O fluxo de caixa é uma previsão de entradas e saídas em um determinado período para que algumas decisões sejam tomadas antes que ocorra um problema. Vamos exemplificar:

Você realizou uma compra de materiais e o pagamento será realizado em 2 parcelas (24/03 e 24/04), pois você tem um cliente muito bom que faz um crédito em sua conta todo dia 20.

Porém, 3 dias após você ter realizada a compra, seu cliente liga e diz que atrasará em 15 dias o pagamento do mês de março e agora? O que você fará?

Opção 1 – Briga com o cliente e diz que problema é dele?

Opção 2 – Busca soluções para o problema?

Opção 3 – Empurra com a barriga e no dia que tiver que pagar a fatura verifica o que fará?

Não adianta brigar com o cliente, ainda mais se sempre foi bom. Problemas acontecem e ele não te avisou no dia 20 que não pagaria, nem deixou de dar satisfações; agiu de forma que você pudesse se precaver.

Se você empurrar com a barriga e no dia não pagar a fatura, poderá ter um grande problema com seu fornecedor, por isso é melhor se antecipar.

As prováveis soluções são:

1. Conversar com o fornecedor para solicitar alteração da data do pagamento.

2. Fazer outras vendas que sejam pagas no dia 20.

3. Negociar com outros clientes a antecipação do pagamento.

O fluxo de caixa serve para que você se livre do stress do dia-a-dia e possa tomar decisões de forma racional, pois quando você está sob pressão, as decisões são baseadas na emoção e normalmente, acarretam mais problemas. Lembre-se daquele dia que você acordou e verificou que tinha uma fatura para pagar e aí viu que não tinha dinheiro… como foi seu dia? Provavelmente, terrível! Correu para limpar o caixa, pediu “pelo amor de Deus” ao gerente do banco para liberar um “dinheirinho”, pediu emprestado para quem passasse pela frente.

Deixe de ser um “kamikaze” nos negócios, utilize o fluxo de caixa para te ajudar a administrar o negócio e planejar o seu crescimento e sustentabilidade.

Pessoas que querem fazer a diferença…

Equipe do Colégio Brasilis em treinamento

Em outubro de 2007 , iniciei um trabalho de quatro encontros com a equipe de funcionários do Colégio Brasilis em Mogi das Cruzes e tive o prazer de conviver com pessoas que desejam fazer a diferença em suas vidas, na vida de outras pessoas e na empresa em que atuam.

Os encontros tiveram como temas: Motivação, Comunicação, O perfil do novo profissional e Trabalho em equipe.

Não era obrigatória a presença e ainda mais sendo aos sábados, pensei que talvez não teria muitos participantes, porém me deparei com pessoas que sabem da importância da capacitação e estiveram presentes em nossos encontros.

Pessoas que aproveitam as oportunidades para se desenvolverem como pessoas e profissionais, melhorando seu PCA (Popularidade, Credibilidade e Atratividade).

Pena que acabou… mas fica a foto do nosso último encontro no dia 23/02/2008 que foi sobre Trabalho em Equipe com várias dinâmicas de grupo e lá estão Bárbara, Dolores, Marília, Eliana, Viviane, Tatiane, Maria do Socorro, Niltom e Alessandra.

Valeu galera e já estou com saudades!!

Responsabilidade social X Assistencialismo

“Brasileiro é muito bonzinho!!” Quem tem mais de 35 se lembra que esta era a frase dita por uma americana “fake” de um programa de humor na década de 70/ 80 (acho que estou ficando velha… percebi depois de ter essa lembrança!).

 E apesar do passar dos anos, a frase continua atual. Vivemos em um país que adora o paternalismo e o assistencialismo. Quantos de nós não conhecemos pessoas que até se vangloriam de fornecer cestas básicas para os “coitadinhos” ou então de dar uma “ajudinha” financeira para determinada instituição.

Quando vejo esses fatos ocorrerem, meu sangue começa a entrar em ebulição, pois no meio empresarial isto não é diferente só que hoje esse assistencialismo se esconde sob o termo “Responsabilidade Social”. Bonito, não é?

Essa mentalidade paternalista não vem só de pessoas mais velhas, mas de jovens como nós que ainda cultivam essa forma de pensar.  Empreendedores que ganham dinheiro e se envergonham disso, como se não fosse seu mérito por seu trabalho e por desencargo de consciência dizem: “Ah! Acho que preciso devolver um pouquinho para a comunidade. Talvez fazer um trabalho voluntário ou dar algo para tal instituição”.

Porém, o que não se percebe é que nós, empreendedores, fazemos nossa responsabilidade social em nosso dia-a-dia que é dar e gerar cada vez mais empregos para que as pessoas dignamente possam ir ao supermercado e comprarem o que quiserem, possam construir suas casas, pagar seus estudos e de seus filhos, enfim, ser um cidadão.

Se não temos empresas sólidas e em busca de desenvolvimento, não podemos fazer com que a economia cresça, não pagamos impostos, não geramos emprego e nem renda e aí quem vai fazer a responsabilidade social conosco?

Não adianta ficar querendo bancar “bonzinho” para as outras pessoas, temos que ser realistas, devemos buscar prosperidade sim, pois por meio dela é que poderemos tornar as pessoas que estão ao nosso redor mais prósperas. Vamos buscar melhorar o mundo em que vivemos sim, mas não dando coisas para as pessoas como se elas fossem inúteis e incapazes.

Vamos planejar, buscar informações, gerir nossas empresas de forma profissional, crescer; apenas dessa forma poderemos praticar a verdadeira Responsabilidade Social, onde todos ganhamos!

Qual negócio dá mais dinheiro?

Nessas minhas andanças, essa é a pergunta que mais me fazem, como se eu tivesse uma receita infalível (com certeza, se soubesse já teria montado… é como perguntar quais são os números que serão sorteados na mega-sena).

Minha resposta sempre é, qualquer negócio pode dar lucro ou prejuízo, depende de vários fatores e principalmente, de muito planejamento e uma excelente execução.

Mas, parece que as pessoas não acreditam e continuam a buscar atalhos para ganhar dinheiro de forma fácil, sem trabalhar, sem pensar. É muito comum, acreditarem que “a galinha do vizinho põe melhores ovos do que a nossa”, isso quer dizer, o negócio dos outros sempre “parece” melhor do que nosso.

Digo “parece”, pois as pessoas observam apenas as aparências, mas não param para analisar os detalhes que envolvem os negócios. Contarei um fato que ocorreu comigo.

Tive uma papelaria por 10 anos e tenho um amigo que sempre foi funcionário, mas vivia me perguntando “qual negócio dá mais dinheiro?”. É louco para sair do emprego, mas não tem coragem de correr os riscos de um negócio, assim, fica buscando algo excelente e seguro (espero que um dia ele descubra e me conte).

Durante a semana, ele não passava na loja devido ao seu horário de trabalho, mas aos sábados ele “dava uma passadinha” para bater um papo e parado na porta ele observava o comércio de um vizinho que possui uma espécie de “rotisseria, mercado, açougue” e me dizia “Esse negócio é bom, olha o movimento, não pára, o cara deve ganhar uma boa grana. Se eu fosse você, fechava a papelaria e montava um negócio igual ao dele, mas faria diferente… melhoria isso… colocaria aquilo…”.

Enfim, acho que você já sabe como era a conversa. Vamos tratar dos pormenores dessa questão.

1. Por que no sábado o meu vizinho estava lotado e minha papelaria vazia? Aos sábados, muitas pessoas acordam um pouco mais tarde e depois de tanto trabalho durante a semana, querem a praticidade de comprar pratos prontos na rotisseria, outras que não conseguiram fazer compras no supermercado, precisam comprar alguns itens faltantes para fazerem o almoço da família. E a papelaria neste dia? Aos sábados, os alunos não vão à escola, os escritórios e empresas não funcionam em sua maioria, enfim, quem compra material escolar e de escritório nesse dia? Entretanto, durante a semana (quando meu amigo não aparecia), o movimento era inverso e isto ele nunca observou.

LIÇÃO 1 – Ao analisar um negócio, procure estar presente em vários dias e momentos, pois existe o que chamamos de sazonalidade.

2. Quantos funcionários meu vizinho precisava manter durante a semana, cujo movimento era menor, para atender à demanda de sábados, domingos e feriados? Já pensou no que isso representa em salários, impostos, adicionais, 13o. salário e férias? E em relação ao estoque, produtos perecíveis que se não forem vendidos, são jogados no lixo.

LIÇÃO 2 – Não olhe apenas o faturamento, mas pense nos custos que estão presentes no negócio. Às vezes, um grande faturamento não representa um grande lucro.

3. Meu vizinho trabalha de segunda a segunda, mesmo quando não está em seu comércio e tira um dia para descansar, ele não se desliga completamente de seu negócio, pois sempre está em busca de novas oportunidades e diferenciais, enfim, a cabeça de um empreendedor nunca descansa. Será que as pessoas estão preparadas para trabalhar tanto?

LIÇÃO 3 – Não existe facilidade e descanso no mundo dos negócios, você respira 24 horas sua empresa.

4. Conheço muitas pessoas que dizem para outras: “abra isso, monte aquilo, pois tem muita gente ganhando dinheiro”, mas elas não tem a coragem de tomar a iniciativa em fazer, querem que outros se arrisquem para que depois entrem no negócio. E o que acontece? Essas que ficam apenas observando ou “urubuservando” chegam ao mercado quando este já está completamente saturado e aí reclamam que o ramo está ruim, mas se observarem verificarão que aqueles que foram os pioneiros já estão em outros negócios ou construíram uma marca tão forte que não se importam com a concorrência.

LIÇÃO 4 – Quem não arrisca, não petisca. E isso vale para o mundo dos negócios!