Desenho: “Tudo pelo leite”

JakersHoje não farei a analogia de um filme, mas de um desenho que por acaso assisti na quarta-feira, pois estava com minha filha e foi espantoso como tudo tem a ver com o mundo empreendedor. 

O desenho é Jakers! A Aventura de Piggley Winks e passa na TV Cultura. Piggley é um porco que gosta de contar aos seus netos suas aventuras quando tinha 8 anos de idade e seus melhores amigos eram Dannaa (uma patinha esperta) e Ferny (um tourinho medroso). 

A estória foi a seguinte: Os três estavam brincando, como se fossem personagens de uma estória. Enquanto isso, chega o pai do Piggley em sua carroça com um monte de leite que não havia conseguido vender na cidade e a mãe chega e meio entristecida diz que se continuar desse jeito vão ter problemas e o pai diz que hoje ninguém quis e a mãe disse que há dias que ninguém quer. 

O pai, carinhosamente, diz que precisa vender para construir o castelo para a esposa. 

Piggley, em seu mundo cheio de fantasias, não entende isso de forma conotativa, acredita mesmo que o pai quer construir um castelo para sua mãe e assim, decidiu tomar algumas decisões para ajudá-lo a vender o leite. 

Pensou e pensou e disse aos amigos: “Vamos tomar todo o leite da cidade, aí faltará e as pessoas comprarão o leite”. Porém, isso não durou muito, pois mesmo nem o Ferny não conseguiu tomar tanto leite assim. 

Então, teve outra idéia, Piggley diz que se o pessoal não quer comprar o leite da forma usual é porque precisam inovar, então teve uma idéia. Dar amoras para a vaca para que saia leite azul. Mas, apesar da vaca ter comido muitas amoras, o leite não ficou azul. 

Ferny toda hora cantava um jingle de um chocolate e disse que isso não saia de sua cabeça e estava com uma vontade de comer chocolate. Tanto de cantar, Dannaa começa a cantar também e diz que também não consegue parar e está com vontade de comer chocolate. 

Nesse momento, Piggley tem a idéia… produzir um jingle para que as pessoas sejam contagiadas e tenham vontade de beber mais leite. 

Então os amiguinhos, seguem na carroça com um monte de leite e a vaquinha. Vão cantando o jingle e todos da cidade param para ouvi-los e ficam encantados. Além disso, Dannaa faz um monólogo sobre os benefícios do leite, fazendo com que as pessoas se empolguem e comprem o leite. 

O leite acaba, mas Piggley não esmorece, já que a vaca está lá, resolve tirar o leite direto. 

Voltam para a fazenda muito felizes e até com encomendas para que o pai entregue diariamente. 

Pois é, isso foi um desenho infantil, mas o que tem a ver com o mundo empreendedor? 

O empreendedor quando tem um propósito (Piggley queria ajudar o pai a construir o castelo da mãe), resolve buscar soluções e não ficar preso nos problemas. 

Estava com um amigo que disse, no dia anterior a esse desenho, que existem duas formas de ganhar dinheiro: ou você atende um mercado antigo com um produto ou serviço novo ou você atende um mercado novo com um produto ou serviço antigo. 

E o que o nosso Piggley inicialmente quis fazer ao tentar fazer o leite sair azul? Atender um mercado antigo com um produto novo. 

E como está o seu plano de marketing? Como você tem divulgado seu produto? Ele está na cabeça dos seus clientes? Piggley e seus amigos fizeram um jingle que fez com que o produto não saísse da cabeça das pessoas. 

Depois desse desenho inocente que possui este contexto empreendedor, comecei a entender porque as crianças estão tão desenvolvidas e espero que nossos filhos se tornem muito mais visionários e construam seu futuro com muito mais oportunidades do que nós.   

Venha fazer parte da Sociedade Secreta dos Sócios Sacanas

Há exatamente 10 anos, desde que entrei no mundo empreendedor, venho procurando os sócios que “sacanearam” seus sócios porque em todos os locais que estive, principalmente, ministrando treinamentos, encontrei apenas os sócios “vítimas”. 

Essas “pobres vítimas” dizem que tiveram sócios que as roubaram, puxaram seu tapete, traíram sua confiança, não trabalharam da forma como deveria ser e várias outras acusações. 

Sempre ouvi esse lado e nunca teve alguém para defender a posição do sócio “sacana”, afinal nunca encontrei um, por isso, passei a acreditar que esses sócios se reúnem em uma sociedade secreta para armarem suas estratégias nefastas contra outros “coitadinhos”. 

Será que existe realmente essa posição unilateral, “bonzinho” versus “mauzinho”?  

Pela minha experiência, posso afirmar que realmente existem pessoas que utilizam da boa vontade do outro e agem de forma pouco ética, porém gostaria de posicionar que tudo o que acontece em nossa vida, tem uma parcela de responsabilidade nossa. 

Como normalmente se formam as sociedades? Quais os critérios utilizados? 

A maioria por uma relação familiar ou de amizade, pois como dizem alguns: “já que conheço “bem” a outra pessoa, fica mais de confiar”. Será? 

Ou então, as pessoas dizem que seu sócio pensa muito igual, “almas gêmeas” e fica tudo mais fácil. Vamos explorar melhor esses pontos? 

Primeiro, você já viu ou ouviu casos de filho que roubou o pai, amigo que passou a perna no amigo, irmãos que acabaram com o negócio da família, o primo não fez o que deveria ser feito? Pois é, as histórias são muitas (e pior, verdadeiras), por isso o critério de amizade ou relação familiar não pode ser levado tão em conta em relação à sociedade, afinal existem vários interesses individuais que muitos se esquecem do coletivo. 

Segundo, em relação a pensar igual, isso é terrível, pois às vezes um sócio tem uma idéia terrível e o outro por ser tão “igual” acata e não há discussões, talvez levando ao fracasso.

A diversidade em uma sociedade ou em um grupo é excelente, pois são geradas mais idéias, as reflexões são mais constantes, a ansiedade é contida e as decisões podem ser muito mais corretas. 

Os “sócios vítimas” que encontro por aí, têm sua parcela de responsabilidade na sociedade em que houve problemas, pois: 

  1. Se foram roubados, é porque em algum momento se descuidaram da análise de relatórios e monitorar a empresa como um todo
  2. Se o sócio é displicente, não cumpre os horários, falta às reuniões e ao trabalho, não faz o que deveria fazer, provavelmente, as funções e atividades não estavam claras

 Afinal, fica a pergunta: quem escolheu ou aceitou ser sócio desse “mala”? VOCÊ!!!! 

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado!!! Se você já desfez a sociedade… bola “pra” frente, se você ainda está com ele, azar é seu? Vai esperar o que para se livrar dele? Então, como deve ser feita a escolha de um sócio? 

  1. Pense nos seus pontos fortes e fracos
  2. Liste pessoas que possam ser fortes onde você é fraco
  3. Faça uma entrevista de seleção com essas pessoas para verificar se elas realmente te complementarão
  4. Divida as funções, descreva as atividades para deixar claro que cada um cumprirá seu papel
  5. Coloque tudo por escrito e assinado por todos, assim ninguém poderá dizer que não sabia
  6. Apesar de cada um ter sua função, todos precisam saber o que o outro e você estão fazendo

 Não tenha medo de ter sócios, tenha medo da forma que você faz suas escolhas. Por isso, da próxima vez, faça da forma correta, utilize a razão e não a emoção.  

Como escrever um Plano de Negócios (Parte 4)

Grande parte das pessoas que conheço e que desejam montar um negócio, começam normalmente pelo produto ou serviço. Quando sei que alguém desejar empreender eu pergunto: “qual o tipo de negócio você quer montar?” e sabe qual a resposta? “Venderei comida congelada ou farei serviço de segurança” ou qualquer outra coisa do gênero.

Verificou que não falou do negócio, mas do produto ou serviço? E o que acontece, normalmente?

Isso faz com que as pessoas fechem o leque de oportunidades e pior, quando questionadas como surgiu essa idéia, no caso da comida congelada, elas dizem que é ou porque todo mundo precisa comer ou ainda porque a pessoa adora cozinhar. E será assim que se abre um negócio?

Posso até ter uma idéia, mas preciso verificar se realmente atenderá ao mercado que desejo, afinal só será uma boa idéia se tiver alguém que pague por isso.

E como fazer a prospecção de negócios?

1. Verifique a necessidade do mercado que você quer atingir. O que falta na região? O que as pessoas precisam? Pergunte… não fique “achando”, converse com possíveis clientes.

2. Você tem algum recurso subutilizado? Um imóvel, uma máquina, um automóvel? Ou tem alguém que tenha e que você possa utilizar? Uma escola com salas vazias em um determinado período, um local público, um prédio?

3. Pegue a necessidade da região e verifique se pode ser utilizado algum recurso subutilizado para a montagem do negócio. Vamos exemplificar?

Na sua pesquisa com algumas pessoas, todas afirmam que faltam programas culturais na região e precisam se deslocar para muito longe para poder ter um entretenimento deste tipo. Só que programa cultural ainda é algo amplo, nesse momento você consegue obter dessas pessoas que gostariam muito de ver peças teatrais e espetáculos musicais.

Você verifica que existem alguns lugares que ficam ociosos em sua região, tipo o salão de uma escola ou de uma igreja, o espaço de exposições do shopping e nesse momento, você verifica a viabilidade de um convênio, de locação ou de concessão para a realização de peças e espetáculos.

E aí, que tal montar uma empresa de entretenimento cultural, trazendo vários artistas para a cidade? Provavelmente, você começará de uma forma mais estruturada e com um índice de acerto maior do que outras pessoas. A equação para se começar um negócio da forma correta é a seguinte:

Problemas e/ ou necessidades + Recursos subutilizados = NEGÓCIO

Porém, a maior parte das pessoas faz o quê?

Por exemplo, a pessoa decide montar uma tabacaria porque acha “chique”, pois ela foi no shopping e achou lindo, porém nem tudo que é lindo dá certo, nem tudo que dá certo em um lugar dá em outro. Aí, lembra que tem uma casa de uma tia que está desocupada e que poderia utilizar (porém esquece de um fator primordial que é a localização, a casa fica em uma área residencial). Enfim, gasta um dinheiro enorme e aí começam os problemas, pois tudo está errado, não fez um estudo com os clientes, localização inadequada. A equação para qualquer negócio começar errado é:

Negócio + Recursos subutilizados = PROBLEMAS

E você? Vai querer fazer a coisa certa ou será guiado por sua ansiedade e fazer da forma que poderá te trazer muitos problemas? Pense nisso ao abrir ou expandir sua empresa.

Tudo na vida tem seu preço…

Encontrei essa parábola e acredito estar muito ligada à nossa vida empreendedora.

“Era uma vez um rei, que vivia bastante inquieto e constantemente se questionando onde residia o verdadeiro sentido da vida. Convocou os sábios e súditos do seu reino e deu-lhes a seguinte missão:

– Pesquisem, estudem, leiam, escrevam, sintetizem, no tempo que lhes for necessário, e tragam pra mim qual o verdadeiro sentido da vida de um ser humano.

Sentindo o peso da responsabilidade que o rei lhes havia incumbido, isolaram-se, durante vários anos e, finalmente, retornaram, levando-lhe vários livros. O rei sequer pegou nos livros e disse:

– Certamente, o sentido da vida não pode ser assim, tão complexo. Voltem e tragam algo mais simples, mais objetivo.

Desolados, eles saíram da presença do rei e, poucos meses depois, retornaram. Desta feita, trazendo apenas um livro. Mais uma vez, o rei disse que queria algo mais objetivo, direto.

Decepcionados, mais uma vez foram tentar cumprir a missão que o rei lhes havia designado. Uma semana depois, retornaram, todos felizes e entusiasmados, trazendo apenas um pedaço de papel, que estava escrito o seguinte:

NÃO EXISTEM ALMOÇOS GRÁTIS!

O rei disse:

– Finalmente, vocês acertaram! Nada na nossa vida é de graça; tudo tem um preço, um investimento, uma parcela de dedicação e sacrifício. O sentido da vida de um homem, portanto, reside nele buscar e conquistar as suas realizações, os seus objetivos e, com isso, ser motivado, produtivo e feliz.”

Quando decidimos empreender, encontramos muitos obstáculos que precisamos superar porque nossa motivação para a realização é muito maior.

Hoje, conversando com um amigo, ele me disse que muitas pessoas dizem: “Nossa, você tem tão pouco tempo com essa empresa, mas está tão bem!”. Porém, o que as pessoas esquecem que há 10 anos ele vem construindo tudo o que está colhendo hoje e isso exigiu e exige muita dedicação e persistência, pois nada vem fácil, mas traz uma grande satisfação quando se alcança seus sonhos.

O que é realmente o network?

NetworkEsse é um instrumento fundamental no mundo dos negócios, pois por meio dele você pode abrir portas para novas oportunidades e soluções de problemas, porém muitas pessoas utilizam o network de forma completamente equivocada. 

Fazer o networking é estabelecer uma rede de relacionamentos onde todos possam ganhar e se sentir úteis.

Já vi muita gente acreditar que para aumentar sua rede de contato deve participar de todo e qualquer grupo que for convidada, pois pode aparecer alguma oportunidade ou pessoa interessante.

Tenho amigos e conhecidos que sua agenda é formada apenas por reuniões dos grupos que participa: segunda – Associação dos Empresários, terça – Associação dos Voluntários, quarta – Associação dos Amigos do Bairro, quinta – Associação dos Pais Desesperados, sexta – Associação dos Amigos do Curso Técnico, sábado – Associação dos Jogadores de Futebol do Final de Semana e domingo – Associação dos Desempregados, afinal depois de tantos encontros, só resta no domingo encontrar esse pessoal para pensar no que fazer na segunda.

Ah! E nos períodos vagos, faz parte dos grupos virtuais (Orkut, Facebook, LinkedIn etc).

E para quê? Às vezes, pergunto para os participantes da AVRG (Associação dos Viciados em Reuniões de Grupos) porque gostam tanto desse tipo de coisa e pelas respostas percebi alguns sintomas.

1. Carência ou Super Proteção – são pessoas extremamente carentes que precisam estar com outras ou gostam de se sentir úteis em relação aos desamparados. 

2. Autoconfiança baixa ou ego inflado – precisam perceber que outras pessoas têm tantos ou mais problemas que elas e isso é um grande alívio… ou então, precisam mostrar para ou outros o quanto é bom, têm poder, dinheiro e prestígio.

3. Fuga – fogem de seus problemas e lá, vão se deparar com problemas dos outros e esquecem dos seus (pelo menos por um tempo).

4. Odeiam sua casa – não gostam de casa… ou casaram com a pessoa errada ou os filhos são uns pestinhas.

5. Solidão – quem sabe encontra alguém para levar para casa.

O problema não é participar desses grupos, mas por que você quer participar? Por isso, a primeira coisa a fazer é buscar um foco, pensar em qual resultado deseja obter com esse gupo, pois vários benefícios existem, tais como:

  •  Aprendizado
  • Troca de experiências
  • Troca de informações
  • Transformar a rede de contatos em uma rede de influência e proteção
  • Detectar talentos no mercado
  • Detectar novas oportunidades e ameaças
  • Gerar negócios 

E o que você deve fazer para alimentar sua rede de contato? 

  • Transmitir confiança
  • Ser cortês
  • Estar disponível
  • Ser transparente e verdadeiro
  • Gostar de pessoas
  • Manter a lista de contatos atualizada
  • Manter contato com as pessoas
  • Ensinar e estudar
  • Personalizar o contato
  • Conhecer seu interlocutor

Saiba construir uma verdadeira rede, caso contrário você pode virar um grande arroz de festa e seu passe não será tão valorizado!

Filme: “De porta em porta”

De porta em portaMais uma história real de um homem com paralisia cerebral que apesar de todos os problemas e preconceitos recebeu o prêmio de melhor vendedor dos Estados Unidos.

Bill Porter, incentivado por sua mãe que sempre o tratou como qualquer outra pessoa, foi em busca de um emprego, ser vendedor. Inicialmente, foi recusado, mas não desistiu e ganhou uma área que ninguém queria atuar pela dificuldade em realizar vendas.

E lá foi Bill, batendo de porta em porta, recebendo “nãos”, sendo discriminado por uns, até que consegue fazer sua primeira venda.

Foi a primeira de inúmeras e qual a receita de Bill? Entender as necessidades dos clientes, ouvir legitimamente, quebrar todo e qualquer tipo de preconceito, tornando-se com o passar do tempo, o “amigo” vendedor que dava conselhos, era o ombro amigo que aparecia nos momentos de tristeza e angústia.

Apesar da deficiência, Bill não se sentia diferente e não gostava que o tratassem como um deficiente, ele era uma pessoa que podia trabalhar e se desenvolver, mesmo com a perda da mãe não se deixou abater.

Os anos passam e com a vinda da tecnologia, o sistema de vendas muda e Bill não consegue se adaptar, pois acredita que a venda é uma arte, que deve ser feita olho no olho. Sendo assim, Bill resolve deixar a empresa. Mas, por pouco tempo…

É uma grande história de superação e persistência que nos faz refletir que muitas vezes temos todos os recursos necessários e nos deixamos abater por pequenas coisas, mas além disso trata de um assunto relevante para qualquer empresa, como tratar nossos clientes e transformá-los em nosso fãs.

Primeiro, temos que ouvir os clientes para conhecê-los melhor, pois muitas vezes eles não nos dizem claramente sobre suas necessidades, mas se prestarmos atenção no que dizem, podemos buscar novas oportunidades de negócios, afinal ofereceremos produtos e serviços mais adequados.

Segundo, não devemos nos preocupar em apenas fazer uma única venda, mas em manter essa relação comercial ao longo do tempo. E como fazer isso? Ligue para o cliente apenas para bater um papo. Passe apenas para dar um “olá”, mesmo sabendo que ele não comprará nada. Deixe a porta sempre aberta. Não seja aquele vendedor que quando seu cliente compra, fica com um grande sorriso e se ele não compra nada, fica emburrado. Quem é que gosta de um ser desse jeito?

Transformar clientes em fãs, é fazer com que eles te indiquem a outras pessoas, é fazer com que você faça parte do seu dia-a-dia, é te transformar em referência para outras pessoas. 

Como escrever um Plano de Negócios (Parte 3)

Uma das grandes desculpas é a de que Pesquisa de Mercado é cara e só pode ser feita por empresas especializadas, sendo assim, é algo impossível para o pequeno empresário.

Mito!!! Qualquer pessoa pode fazer uma excelente pesquisa de mercado, é só querer e utilizar a técnica TBC (“tirar o bumbum da cadeira”). O que isso quer dizer?

Não adianta ficar horas e horas na Internet, dias e dias lendo livros e revistas especializados. Isso é importante, é claro que sim, mas não é só… o principal é você ver, conversar, sentir o tipo de negócio que você deseja.

E também não adianta mandar alguém fazer por você, afinal seu olhar é mais crítico, pois seu foco é maior do que qualquer outra pessoa, detalhes serão tratados com especial atenção.

E como partir para a ação?

Vamos exemplificar com um negócio… um restaurante (em todos os treinamentos que ministro, sempre existem inúmeras pessoas que desejam montar algo na área de alimentação, já que é assim… vou dar algumas dicas).

Não comece a pesquisa com idéias pré-concebidas ou pré-conceitos, vá de cabeça vazia para que possa ser muito mais rica a coleta de informações.

Primeiro, vá conversar com os clientes de restaurantes, o que gostam, o que não gostam, o que gostariam de encontrar, preços que pagariam ou que pagam, tipo de ambiente, localização, atendimento, quantas vezes freqüentam, pratos preferidos. É um bate-papo e não simplesmente, perguntas de Sim ou Não, pois em uma conversa, você pode conseguir informações que não imaginou obtê-las. Ah! Pergunte também sobre os concorrentes, pontos fortes e fracos e tudo mais que você quiser investigar.

Depois, pesquise seus concorrentes. E como fazer? Você pode conversar com eles, se você se sentir constrangido, vá aos restaurantes como um cliente. Experimente a comida, analise o cardápio, veja o movimento, quanto tempo você leva para ser atendido, como é o atendimento, o uniforme dos funcionários. Faça perguntas ao garçom, ao barman, do tipo: “quantos chopps se tira por noite, qual o melhor dia, qual o ticket médio dos clientes”. Não precisa ser direto, mas de uma forma que a outra pessoa se sinta como em um bate-papo.  Você verá quantas informações terá!!

Também tire informações com os fornecedores, eles poderão te dizer o que vende mais, prazos de validade, até como utilizar determinados produtos, e pasme… você poderá ter até informações de seus concorrentes. Sem querer, os vendedores acabam te falando cada coisa (não se esqueça que eles falarão de você também!!).

Além disso, consulte especialistas das mais variadas áreas, tais como: contador, advogado, nutricionista, cozinheiro, garçom, tirador de chopp e todos que você achar necessário para estruturar seu negócio.

Deixe de preguiça, vire um Sherlock Holmes dos negócios. É melhor você ter um grande trabalho antes de abrir a empresa do que ter um trabalho maior ainda em ter que lidar com coisas que você não pesquisou.