Mulheres empreendedoras

Mulheres empreendedorasComo nesta semana comemoramos o Dia Internacional da Mulher, resolvi postar sobre essas mulheres que decidiram como opção de carreira a vertente do empreendedorismo.

Há 10 anos, poucas mulheres decidiam abrir sua própria empresa, ainda preferiam a vida mais “segura” como funcionárias de empresas e mesmo assim, poucas funcionárias chegavam a posições de comando. Quando ingressei como trainee da Brahma em 1995, era eu e mais três homens e tínhamos uma única mestre cervejeira no Brasil inteiro.

Nos seminários para empreendedores, a presença de mulheres era muito pequena e muitas se sentiam inseguras, tímidas e quase não participavam com perguntas e colocações porque diziam que estavam ali para aprender com àqueles empresários que tinham anos de janela e não tinham nada para ensinar.

Puro engano, pouco a pouco, mesmo sem falarem, nas atividades práticas e dinâmicas de grupo mostravam uma grande energia e perspicácia e principalmente, resultados.

Os anos foram passando e vemos cada vez mais, mulheres enveredando por caminhos até então absolutamente dominados por homens. Nos treinamentos que ministrei já encontrei dona de oficina de caminhões, metalúrgica, transportadora, revenda de automóveis, fábrica de sucos, serviço de motoboy, enfim, de todas as áreas possíveis.

Essas empreendedoras ainda encontram tempo para serem mães, esposas, voluntárias, amigas e acima de tudo, MULHERES, femininas, delicadas, sensíveis, vaidosas, emotivas.

Em 2004, ministrei juntamente com outras duas facilitadoras (Ivana e Liana), o I Seminário Empretec só para Mulheres no Brasil (quem quiser maiores informações, entre em contato com o Sebrae) e foi um grande desafio.

Primeiro, pelo meu próprio preconceito, inicialmente acreditei que seria um verdadeiro Clube da Luluzinha, pois sempre fui absolutamente contra a qualquer forma de segregação e  imaginei que seria um grande festival de lágrimas.

Segundo, fazer com que aquelas mulheres voltassem a acreditar em si e utilizassem sua força interna para realizar as mudanças que tanto desejavam, pois no início do seminário pelos discursos, muitas vieram muito desgastadas emocionalmente, com a autoconfiança muito baixa e além disso, diziam em alto e bom tom: “Vim aqui para aprender a me tornar um homem na minha empresa, pois sou muito emotiva e isso tem me atrapalhado.”

Bem, posso afirmar que foi uma das experiências mais ricas que vivi durante 9 dias com essas mulheres, pois pude rever alguns conceitos e preconceitos, aprendi mais do que ensinei, enfim, guardo com muito carinho esse momento.

Não foi um seminário de lágrimas, mas de muito esforço, trabalho e superação, fizeram coisas que nunca imaginariam ser capazes de fazer. Deram e receberam feedbacks, discutiram, fizeram as pazes, se chacoalharam e foram chacoalhadas… foi um seminário intenso, à flor da pele, como tudo o que nós mulheres, fazemos.

Essas mulheres verificaram que elas não precisariam se tornar homens para serem excelentes empreendedoras, mas também deveriam tomar o cuidado de não cair na armadilha de usar armas que nós, mulheres, sabemos usar bem que são a sedução e/ ou o que chamo de “vitimismo” (se tornar vítima da situação, do tipo “ninguém me ama, ninguém me quer”).

Podemos utilizar nossas competências para fazer bons negócios e que as empresas estão buscando até mesmo nos homens para obterem melhores resultados que são: integração do racional com o intuitivo, sensibilidade, emoção, multidisciplinaridade, abertura, receptividade, vontade de aprender, transparência, organização, criatividade, capacidade de delegar, harmonização de ambientes, integração e jogo de cintura.

Uma pegunta sempre surge nas palestras: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”

E a minha resposta é:

Seria a união dessas pessoas, com suas características próprias, seus defeitos, suas virtudes. Em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Porém, quem souber fazer uso disso, com certeza, se sairá melhor. Vemos no mundo dos negócios, homens e mulheres que dão certo, como outros que fracassam.

Sou mulher, mas não sou de levantar bandeira feminista, não sou do tipo que diz “vamos tomar os lugares dos homens”, pois acredito que todos possuem seus próprios lugares e todos podemos nos ajudar, se complementando entre si.

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