Texto: “A Vida”

Encontrei nos meus arquivos este texto fabuloso de Henfil e gostaria de compartilhar com vocês, pois a vida empreendedora é cheia de obstáculos, mas são eles que fazem nossa vida ter mais sentido.

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

Até que você volte para a faculdade

Até que você perca 5 quilos

Até que você ganhe 5 quilos

Até que você tenha tido filhos

Até que seus filhos tenham saído de casa;

Até que você se case;

Até que você se divorcie;

Até sexta à noite;

Até segunda de manhã;

Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

Até o próximo verão, outono, inverno;

Até que você se aposente

Até que a sua música toque;

Até que você termine seu drink

Até que você esteja sóbrio de novo;

Até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que… AGORA MESMO…!

Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.

 

 

 

A diferença entre querer e fazer

Estive neste último mês fazendo várias palestras para o Sebrae-SP para apresentar o Desafio Sebrae para universitários. Gosto muito de interagir com as pessoas para que possa conhecê-las melhor e modelar a palestra conforme o público.

Sempre faço a seguinte pergunta: “Quem gostaria de abrir sua própria empresa?”. Muitos levantam as mãos. Em seguida, faço outra pergunta: “Quem desses que disseram que gostariam de abrir sua própria empresa, vai realmente abrir essa empresa?”. Poucos se atrevem a levantar as mãos e ouço risinhos constrangidos em meio à surpresa geral.

E é isso a vida empreendedora, muitos sonhadores, poucos corajosos. Muitos preferem ficar em seus devaneios do tipo: “Ah! Um dia vou ter meu próprio negócio!”. Poucos, decidem enfrentar obstáculos, serem chamados de loucos para concretizarem seus sonhos em realidade.

Muitos preferem encontrar inúmeras desculpas com medo de enfrentarem a realidade, culpando economia, governo, falta de dinheiro e tempo, outras pessoas; passam a vida toda QUERENDO fazer algo, mas não sabem o quê. Passam a vida, remando no barco de outras pessoas para chegarem a um destino de não escolheram e com certeza, passarão a vida toda reclamando das oportunidades que não apareceram, das coisas ruins que aconteceram.

Poucos encontrarão uma forma para alcançar o que desejam, mesmo sem dinheiro, com uma economia instável, com um governo que não auxilia os empreendedores. Encontrarão oportunidades, pois estarão atentos, afinal são decididos, corajosos, sabem onde almejam chegar, FAZEM sua vida ter sentido, mesmo errando, transformarão todos os percalços em aprendizados para a construção de sua vida. Serão os condutores de sua vida e se permitirão construir seu próprio destino.

Enfim, amigos empreendedores, a vida não é fácil para aqueles que decidem seguir o caminho que escolhemos, pois muitos nos consideram loucos, irresponsáveis; teremos altos e baixos, conheceremos nossos verdadeiros amigos e inimigos; podemos errar e acertar. Porém, garanto uma coisa, o prazer dessa jornada empreendedora é só nossa!

Filme: “O Diabo veste Prada”

O Diabo veste PradaA estória se passa no mundo glamouroso da moda onde Miranda Priestly é a editora poderosíssima de uma revista de moda, a Runway Magazine. Ela é temida e admirada ao mesmo tempo, altamente exigente, ditadora e centralizadora, para alguns o próprio diabo. Nunca agradece, nunca reconhece, acredita que as pessoas que trabalham com ela devem adivinhar seus próximos passos.

Andrea Sachs é uma jovem jornalista que deseja uma oportunidade em Nova Iorque e apesar de ser totalmente fora dos padrões vigentes da moda, não é magérrima, não se importa com o estilo de roupas que veste e não conhece nada sobre os grandes estilistas, consegue um emprego como assistente de Miranda.

Andrea sofre muitas humilhações, mas com a ajuda de Nigel, o diretor de moda da revista, acaba se transformando em uma profissional elegante e bem-vestida e assim, unindo à sua competência acaba despertando a admiração de Miranda, que vê a assistente como a si própria e dá a ela a oportunidade de se tornar sua assistente principal e ir para a Semana de Moda em Paris para assessorá-la.

Porém, nem tudo é alegria para Andrea, pois passa a ficar à disposição de Miranda 24 horas por dia, tanto para trabalhos profissionais quanto pessoais, por exemplo, fazer a lição de casa das filhas gêmeas de Miranda. Com isso, começa a ter conflitos com seu namorado e amigos que acreditam que Andrea mudou muito e não a reconhecem mais. Acaba em pró do trabalho, matando seu próprio eu.

Andrea sempre se desculpa com todos dizendo que “não tenho opção” e por isso tem que fazer coisas que não gostaria, até que a própria Miranda lhe diz que tudo é uma opção, seguir ou não, já é uma forma de opção. Nesse momento, Andrea toma uma decisão… agora acho que é melhor você assistir ao filme.

Já cansei de encontrar executivos e empreendedores muito parecidos com Miranda, autoconfiantes até beirando à arrogância, competentes, focados e reconhecidos como padrão de sucesso profissional. Porém, fora desse ambiente são pessoas solitárias, tristes, que há muito mataram seu próprio eu para se dedicarem totalmente à sua empresa.

Essas pessoas, normalmente, têm uma visão muito clara de futuro para a empresa, um planejamento maravilhoso, uma equipe dedicada para atingir os resultados.

Mas quando questionadas o que desejam para seu futuro, elas conseguem apenas se referir à empresa, esquecem que são pessoas que um dia já tiveram seus sonhos pessoais. E se um dia elas acordarem e se depararem com o fato de que a empresa não as quer mais? O que será de suas vidas?

Saber o que você deseja para si é o que dá sentido para seu trabalho, mesmo que seja árduo. Não adianta trabalhar tanto se você não sabe o que isto lhe trará a longo prazo para sua vida pessoal. Até porque conheço muito pouca gente que diz que trabalha porque ama trabalhar, grande parte trabalha para conquistar seus sonhos, tais como, uma viagem, uma casa, um carro, um curso.

Também como Andrea que sempre dava a desculpa de que tinha que fazer tudo aquilo, pois não tinha opção; muitas pessoas sempre se desculpam da mesma forma, são levadas pelas metas de outras pessoas, não dirigem sua própria vida, se deixam guiar, até que um dia se deparam com um grande vazio, pois quando sozinhas, não sabem o que fazer, afinal precisam de que outras pessoas digam o que deve ser feito.

Em um momento do filme, Nigel espera uma grande oportunidade profissional, porém Miranda para não perder seu posto de editora, consegue fazer uma troca com o posto que Nigel assumiria e ele apesar de frustrado diz que ela saberá recompensá-lo no momento certo.

Existem muitos Nigels pela vida que são super competentes, porém ficam a espera de uma recompensa, pois acreditam que um dia virá e o tempo passa e nada acontece, pessoas se desenvolvem, são promovidas e os “bonzinhos” Nigels vão ficando pelo caminho.

E você? É mais parecida com uma Miranda, uma Andrea ou um Nigel? Reflita e busque traçar seu destino e jornada!

 

Parábola: “O Anel”

Quem faz a opção de empreender, sabe que existem dias terríveis, de inúmeros problemas e obstáculos, mas isso não faz com que o empreendedor desista, pois sabe que precisará enfrentar a tudo para alcançar o sucesso.

E quando alcança o sucesso, não pode relaxar, deve continuar a luta diária para não ser ultrapassado por seus concorrentes, por isso deve estar sempre alerta.

Enfim, o mundo não é estático, tudo passa e é disso que trata a parábola abaixo:

“Houve certa vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.

Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, e do dedo tirou um anel.

– Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.

O rei morreu e o filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara.

Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.

À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e nele leu a inscrição:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

E ele continuou sua luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.

Retornou então ao seu reino e, coberto de glórias, entrou em triunfo na cidade. O povo o aclamava.

Nesse momento de êxito, ele se lembrou de novo de seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ”

Talvez você tenha um jovem empreendedor em casa

Quantos de nós quando crianças somos incentivados a empreender? Acredito que muito poucos e pelo que vejo, apesar da disseminação da importância do empreendedorismo, o quadro não se reverteu.

Sou uma das palestrantes contratadas pelo Sebrae-SP para divulgar o Programa Desafio Sebrae que é um jogo de empresas virtual, por isso nas últimas semanas tenho percorrido algumas universidades e quando pergunto quem gostaria de ser dono de sua própria empresa, poucos levantam a mão; quando pergunto quem quer ser empregado, a maioria; mesmo sabendo, da dificuldade na obtenção dos empregos dos sonhos.

E a história é sempre a mesma, pais que insistem em dizer para seus filhos: “estude bastante para conseguir um bom emprego ou passar em um concurso público”.

Quando estava elaborando a palestra, fiquei pensando em como incentivar esses jovens a se tornarem empreendedores, seguir uma opção de carreira diferente: empreender; já que eu apesar de ser dona do meu próprio negócio, nunca tive incentivo para isso nem durante minha infância, nem em minha adolescência. É claro que, quando decidi, já adulta, oficialmente abrir minha própria empresa, meus pais foram os maiores incentivadores, apesar de temerosos em relação ao meu futuro, torceram pelo meu sucesso.

Fiquei sentada em meu computador, relembrando minha história e de minha família. Lembro que muitas pessoas me perguntam se vim de família empreendedora e sempre respondi que não, baseada na vida de meus pais. Meu pai foi funcionário de uma empresa por 35 anos e minha mãe, dona de casa. Mas, comecei a resgatar a história de meus avôs e avós e vi o quanto empreendedora foi a vida de minha família.

Meus avôs vieram do Japão, um foi taxista, uma micro empresa de um funcionário… nunca teve carteira assinada e assim, cuidou de sua família. Meu avô paterno trabalhou na roça, comprava insumos, plantava e vendia, enfim, uma empresa familiar de agronegócio. Minhas avós eram filhas de japoneses, porém nascidas no Brasil; uma teve uma quitanda, a outra um barzinho. Lembrei que minha mãe, apesar de depois de casada, nunca ter tido um emprego, foi uma empreendedora.

Foi costureira, fez salgadinhos e docinhos para festas (como minha irmã e eu esperávamos sobrar algo para saborearmos), fez bolos maravilhosos e por último, montou uma pequena confeccção de lingerie (meu pai até aprendeu a costurar, pois como ela não dava conta das encomentas, ele voltava da empresa e a ajudava) e até deu aulas de como confeccionar as lingeries.

Enfim, hoje posso afirmar que vim de uma família mais que empreendedora. Pessoas de coragem e lutadoras que trilharam seu próprio caminho.

Também existe outra pergunta que me fazem: “quando você resolveu empreender?”. E sem titubear, eu respondia: “quando estava com 25 anos de idade”. Pois é, mas eu descobri que, na realidade, comecei a empreender muito cedo.

Com 7, 8 anos, minha irmã e eu montamos nossa primeira empresa, produzíamos pulseiras personalizadas com o nome do cliente. Fomos uma empresa inovadora, já nos preocupávamos com a reciclagem de materiais, utilizávamos como base o plástico do potinho de iogurte e linhas que minha mãe não utilizava mais. Mas, acredito que sobrecarregamos o mercado formado por tias, primas e coleguinhas da escola e chegou o momento de encerrarmos nossas atividades.

Quando tinha entre 13 e 14 anos, fui convidada para participar de uma empresa de Tradução e Editoração pelo meu amigo Altamir. Ele foi o comercial que captou a oportunidade de um grupo de estudantes de Medicina da UMC que precisavam que fosse traduzido um texto enorme e depois fosse datilografado, o termo Editoração ainda nem existia, pois computador era algo pouco acessível, então, utilizei minha velha máquina de datilografar. Foi uma empresa de um único cliente, até hoje não sei se foi porque não ficaram satisfeitos ou não tiveram outros trabalhos.

Depois, na época do curso técnico com 16 anos, algumas amigas e eu abrimos uma empresa de Comércio Alimentício, nossos carros-chefe eram os bombons Sonho de Valsa e as balas Skate, precisávamos de dinheiro para a formatura. Nesse momento, conheci o que se chama de concorrência, era a tia da cantina que ficou muito brava por vendermos nossos produtos dentro da escola. Além disso, também conheci o que depois vim a ter maior intimidade, a inadimplência, como eu era do financeiro e de compras, eu tive que aprender a cobrar.

Na mesma época, abrimos mais um negócio, uma empresa de eventos. Promovemos um dos primeiros bailes pró-formatura da cidade e que foi um sucesso, afinal como empreendedores ousados e inovadores colocamos o nome de NOITE DA ALTA TEnSÃO. Talvez, você nem possa imaginar a repercussão que teve com esse nome, faltaram convites e ganhamos um monte de dinheiro. Foi um negócio tão bom (só que ninguém disse isso para nós e nem tivemos essa percepção) que alguns professores assumiram o negócio e deram continuidade.

Mas, tinha chegado a hora de fazer escolhas, e meus pais, como tantos outros, me incentivaram a estudar, cursar a universidade e não sei se por sorte ou azar, consegui no primeiro ano da faculdade, o emprego dos sonhos de vários jovens na maior empresa da região.

Depois de 5 anos, passei no processo de trainee da Brahma e fiquei por lá por mais 2 anos. Em 1997, meu noivo que hoje é meu marido abriu uma empresa de informática e fui trabalhar com ele e nesse momento, acabei resgatando minha veia empreendedora que nunca mais abandonei e que tanto me orgulho.

É claro que em alguns momentos, penso o quanto vale a pena o que escolhi, mas no final de 2006, tive a certeza de minhas escolhas. Meu pai que já estava aposentado há alguns anos, sabia que ao completar 60 anos, deveria sair da empresa onde trabalhou por 35 anos, apesar de sua competência e vitalidade e foi nesse ano que foi dispensado com festas e homenagens, mas com uma profunda lembrança de que com 60 anos é considerado velho para as empresas.

Nesse momento, tive a consciência de que tomaram a decisão pela vida de meu pai e prometi que não deixaria que ninguém fizesse isso por mim. Espero que com 60 anos, eu esteja trabalhando menos, mas ainda ativa ou então, se eu decidir apenas curtir a vida, a decisão será apenas minha.

Também sou mãe e acredito que está nas nossas mãos em incentivar os jovens empreendedores que muitas vezes se encontram dentro de nossa própria casa para que possam tomar melhores decisões, guiando sua própria vida e se tornando pessoas mais completas e felizes.

Visão de futuro

Recebi este artigo da HSM e gostaria de compartilhar com vocês, pois é muito interessante e trata de um assunto fundamental na vida de um empreendedor, a sua visão de futuro. O título do artigo é “Visão futura, um caminho para o sucesso” e foi escrito por Lourival Mariano que  é diretor da Petink, empresa especializada em impressões de grandes formatos.

Antes de abrir meu próprio negócio, conversei com muitas pessoas que já tinham seguido esse caminho e percebi que existem dois tipos de empreendedores: os que gerenciam a empresa de acordo com as necessidades que surgem ao longo do tempo e aqueles que planejam as ações que vão tomar. Na maioria dos casos, os que traçavam planos e objetivos precisos conseguiam obter mais sucesso. Por isso, resolvi aprender mais sobre como planejar e quando me aprofundei nos estudos descobri que existia uma prática chamada “visão futura”, que permitia produzir mais do que um “mapa” a ser seguido, mas concretizar nossos objetivos na esfera do pensamento, para depois tornar isso realidade.

Esse tipo de planejamento não está ligado somente ao ato de estabelecermos objetivos a serem alcançados, mas, sim, a uma reflexão maior, que nos permite realmente enxergar aquilo que vamos passar no futuro. Pode parecer estranho no começo, como já ouvi de alguns colegas “isso está mais para conversa de gurus do que para estratégias de gerenciamento de empresas”, mas de fato funciona.

Um bom exercício para desenvolver essa habilidade, além de treinar e ampliar a capacidade mental de visualizar o que se quer obter, é o de criar o hábito de colocar nossos sonhos no papel. Escrever tudo o que queremos. E o mais importante: como pretendemos conseguir isso. No início, podemos nos fixar em um ponto não muito distante, cerca de um ou dois anos à frente. Quanto mais detalhado for a descrição feita no papel, maior é a possibilidade de tudo acontecer na “vida real”. Nessa fase de adaptação à visão futura, é importante se comprometer em analisar como você está se saindo em relação àquilo que escreveu, para que possa corrigir suas ações e chegar ao sucesso.

Na empresa de comunicação visual que dirijo há dezoito anos, costumo deixar tudo anotado para os próximos cinco anos. Com a ajuda do sócio, desenvolvi uma ferramenta que permitiu sistematizar as tarefas que temos que cumprir para tornar nosso sonho de crescer em algo concreto. Hoje, vivemos a realização de uma dessas “visões”, com a ampliação do nosso parque produtivo, que permitirá aumentar nossa produção em quantidade e diversidade e, ainda, explorar novos mercados.

O mais interessante é que quando vemos as coisas acontecerem conforme desejamos, a sensação de realização é ainda maior do que se tudo tivesse acontecido ao acaso, na base da improvisação. Tenho um amigo que costuma dizer uma frase muito interessante sobre isso: “os amadores improvisam e os profissionais planejam”. Acredito que visualizar o futuro é uma ótima maneira de fazer o presente ser como desejamos.

Para quem pretende começar a praticar a visão futura, posso dar dicas rápidas:

  • sonhe com tudo aquilo que deseja para sua empresa. Imaginar objetivos que podem ser alcançados é um ótimo começo.
  • escreva tudo o que sonhou e dê maiores detalhes. Por exemplo, se imaginou um galpão maior para sua empresa, busque descreve-lo como se ele já existisse. Escreva o lugar onde gostaria de construí-lo, seu tamanho, detalhes de sua sala e o que você irá fazer para conseguir isso.
  • estude o mercado de sua atuação e busque as melhores maneiras de concretizar seus desejos. É nessa hora que é preciso avaliar se o seu sonho cabe no seu bolso e quanto tempo levará para se concretizar. É o momento em que se cruzam informações, inclusive, financeiras.
  • operacionalize o que havia escrito com base nas informações levantadas pelo estudo de mercado. Essa é a parte de por a “mão na massa”, por isso é muito importante ter foco e fazer tudo da melhor maneira possível e evitando ao máximo os improvisos, procure seguir o roteiro que criou na etapa anterior.
  • analise os resultados após ter iniciado a operacionalização do seu projeto. Veja se está se aproximando ou se afastando daquilo que havia traçado na fase de escrever. Saber como você está se saindo é tão importante como saber aonde quer chegar.
  • volte a traçar suas ações a partir das informações que colher com a análise de seus resultados. Quanto mais conseguir se alinhar aos objetivos iniciais, menor será a mudança de planos. Mas é preciso reconhecer os erros ao longo do caminho, o que pode trazer correções que garantirão o sucesso do projeto.

Como escrever um plano de negócios (Parte 6)

Hoje, vamos tratar de uma etapa essencial nos negócios que é o Marketing.

Como você pretende levar sua empresa para seus clientes? Como você pretende ficar conhecido e mais, como você pretende vender seus produtos e serviços?

Vamos por partes:

1. Como você quer que sua empresa, produtos e serviços sejam lembrados pelos seus clientes? Crie uma mensagem que identifique sua empresa, pode ser um logotipo, um nome escolhido cuidadosamente ou um slogan. Por exemplo, quando falamos “A número 1” nem precisamos mencionar qual produto nos referimos. Sua empresa precisa ser lembrada para que as pessoas possam comprar cada vez mais.

2. Pense em quais técnicas ou veículos de marketing que utilizará. Existem vários que você pode optar, tais como, panfletos, jornais, revistas, rádio, TV, mala-direta, feiras, outdoors, cartazes, merchandising, degustações, promoções, e-mail, blogs. Porém, você deve adequar ao seu orçamento e seu público-alvo. Não adianta gastar uma fortuna no horário nobre da TV, se seu público não estará ligado nesse momento. Atualmente, a Internet é uma ferramenta importantíssima e com um custo muito baixo, se bem trabalhado o marketing viral faz com que em pouco tempo, sua empresa seja conhecidíssima pelas pessoas.

3. E sua equipe de vendas? Como está estruturada? Muitos empresários ainda acreditam que vendedor é uma subraça e não dão o valor a esses profissionais essenciais nos dias de hoje. Assisti a uma palestra da Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza e ela disse que as pessoas acham que vendedor é aquele que não encontra outra ocupação e aí se torna um e é nesse aspecto que reside um grande engano. Afinal, ele é a porta de entrada de sua empresa, que traz o resultado das vendas, que tem a capacidade de persuadir o cliente a comprar de você e não de seu concorrente. Sendo assim, merece nossa atenção.

Por isso, selecione muito bem sua equipe de vendas,  treine-a sempre que possível, oriente-a, essa é sua função, reconheça seu trabalho. São seus vendedores que estarão em contato direto com seus clientes, são eles que formam uma carteira de clientes que é valorizada pela mercado, seu passe está atrelado a isso, se você não valorizar, alguém vai! Lembre-se que você, em vários momentos também é cliente, quantas vezes foi atrás do seu vendedor predileto quando ele mudou de empresa?

Enfim, o marketing deve ser uma ferramenta bem utilizada para que seus resultados aumentem, por isso, planeje bem para que seja um investimento e não um custo de sua empresa.