História empreendedora: Amerikan Estofados

Amerikan Estofados

 

Recebi a história empreendedora de Ronald Fernandes da Veiga, mineiro de 38 anos, casado e pai de Ronaldo, proprietário da Amerikan Estofados que é uma empresa que fabrica estofados e revende móveis e mostra a luta, os sonhos, a persistência e a vontade de um verdadeiro empreendedor.

 

Curta essa história e envie a sua!

 

Começei em 1992,  com apenas a CORAGEM e nada de dinheiro, tinha apenas conhecimento de uma área muito parecida com a que eu iria atuar, ou seja, a parte mais interessante é  justamente essa.

 

Trabalhava com meu pai em uma capotaria que pertencia a ele, só que eu não via futuro em continuar com ele pelo que eu conseguia ver do crescimento do negócio, então nasceu a idéia de eu trabalhar para mim mesmo, só que eu me tornara na minha cidade o melhor capoteiro que já havia passado por lá. Por isso,  cheguei para meu pai e perguntei a ele o que não gostava de fazer e ele me disse: “não gosto de reformar sofás”.

 

Então, decidi que a minha profissão seria reformar sofás, pois eu tinha convicção de que se fosse mexer com capotaria iria arruinar meu pai. Comecei com uma reformadora num canto de um bairro, pagava aluguel e não tinha quase ferramenta e nem carro para entregar. Quando meu pai podia, me emprestava seu carro e aí eu entregava os sofás e às vezes os carregava sozinho.

 

Em pouco tempo, tive a necessidade de aprimorar a minha reformadora que ficou conhecida e eu comecei ganhar mais depois de uns 4 anos. Sempre procurava um jeito de melhorar, de conquistar mais clientes até que realmente me tornei o melhor reformador da cidade e todos queriam reformar seus estofados comigo.

 

As coisas não iam ainda tão bem, mas eu queria mais. Resolvi convidar meu querido irmão Robson para sermos sócios de uma fábrica que eu tinha idealizado e ele aceitou. Começamos com sofás populares, não tínhamos conhecimento e nem dinheiro para ajudar na caminhada e acabamos rompendo a sociedade, infelizmente. Afinal, éramos jovens imaturos e sem preparo nenhum, causando uma inimizade que perdura até hoje pelas coisas que eu falei a respeito de meu irmão sem pensar, na hora de muita raiva, e como se não bastasse, comprei a parte dele financiada e logo após a fábrica pegou fogo.

 

Mas continuei, emprestei dinheiro, comprei novas máquinas e recomecei. Após esse acontecimento, tudo foi muito rápido e mudei os rumos da fábrica, comecei a fabricar e reformar apenas produtos de primeira linha. Os meus sofás ficaram famosos rapidamente depois que a fábrica pegou fogo. Todos começaram a falar de uma tal fábrica que havia incendiado, fiquei famoso, mudei o nome da fábrica para Amerikan Estofados. Coloquei esse nome porque gostava de mudar os sofás das pessoas para um estilo americano.

 

Quando cheguei com esse nome em casa minha esposa e sua prima riram, mas uma semana depois estavam placas e caminhão pintados com a marca.

 

Passaram-se alguns anos e eu montei uma loja de sofás com 70 metros quadrados,  mas eu queria sempre superar e melhorar.  Resolvi abrir uma loja de móveis, juntei uns 70 mil e fui à Uba sem conhecer ninguém e nenhum fornecedor. Chegando lá, busquei informações sobre os melhores fornecedores e comprei uns móveis para abrir minha loja.

 

Tenho uma filial em Ipatinga que está se tornando um sucesso maravilhoso depois de muita luta e agora estou com um projeto de tornar isso uma rede de lojas de primeira linha. Já tenho capital para mais uma e estou estudando possibilidades de abrir em Timóteo e Valadares para aproveitar o trajeto do caminhão para fazer as entregas.

 

Acredito que o meu maior erro foi não ter lido muito quando comecei. Agora me tornei um leitor assíduo e quase posso dar aulas, pois li os melhores livros do mercado relacionados a empresários. Fiz o Empretec, aprendi absurdos lá, indico a qualquer pessoa que quer se aventurar no mundo dos negócios.

 

Se fosse para começar hoje, investiria mais em rede de contatos, pois descobri que vendas é relacionamento.

 

Hoje tenho 3 casas, 3 empresas, 5 carros e muito sucesso, mas ainda quero mais, abrirei uma rede de lojas, estou para abrir uma loja de peças e retífica e desejo abrir uma rede, com as mesmas idéias que tenho para a loja de móveis.

 

Quem quiser trocar idéias com o Ronald, o e-mail dele é: ronald.veiga@bol.com.br

http://www.amerikan.com.br

 

 

Como escrever um plano de negócios (Parte 7)

No plano de negócios devemos dedicar uma parte especial às pessoas que estarão em nossa empresa, o chamado Recursos Humanos.

Quando uma empresa é pequena, normalmente, os sócios acabam sendo o “faz tudo”, porém devemos nos organizar para o crescimento e assim nos preocupar com a seleção, recrutamento, remuneração, avaliação e desenvolvimento dos nossos funcionários.

Vamos verificar com o que devemos nos preocupar em relação aos funcionários:

1. Determinar as funções na empresa. Quais e quantos profissionais preciso para que a empresa caminhe, qual a estrutura do organograma, descrever as responsabilidades e atribuições de cada um, determinar o salário por meio de uma pesquisa salarial.

2. Determinar como será realizado o processo seletivo. Se for interno, elaborar um roteiro de testes e entrevista. Se for externo, passar todas as informações necessárias para a captação via agências de emprego.

3. Plano de carreira e benefícios oferecidos. Elaborar um plano de como poderá ser o crescimento do funcionário dentro da empresa em relação a cargos ou salários e também os benefícios que serão oferecidos.

4. Avaliação de desempenho. Determinar períodos e instrumentos para que o funcionário receba um feedback de seu desempenho na empresa para que possa se desenvolver.

5. Treinamento e desenvolvimento. Verifique quais competências seu funcionário precisa desenvolver e assim proporcionar cursos internos e/ ou externos.

Tudo isso serve para que você tenha uma empresa mais profissionalizada, com “cada macaco no seu galho”, fazendo com que você possa captar e reter talentos para que sua empresa possa prosperar cada vez mais.

Texto de Raúl Candeloro: “O poder da disciplina”

Encontrei este texto no meu arquivo e achei interessante compartilhar com vocês, afinal quando optamos por uma vida empreendedora, a disciplina é fundamental.

Tem um pensador e palestrante norte-americano chamado Jim Rohn que aprendi a respeitar com o passar do tempo. É dele, por exemplo, a seguinte frase: “Tenho pena das pessoas que têm um restaurante favorito, mas não tem um autor ou livro favorito. Pois elas sabem onde alimentar seu corpo, mas matam de fome sua alma”.

 

Gosto também da visão dele sobre o fracasso. Rohn diz que o fracasso não é um evento isolado, um cataclisma. Raramente falhamos da noite para o dia. Na verdade, para ele o fracasso é geralmente o resultado inevitável de um acúmulo de pensamentos e decisões erradas. Simplificando, o fracasso não é nada mais do que alguns erros de julgamento repetidos todos os dias.

 

Mas porque alguém faria isso?, você pode se perguntar. Fácil. Porque a pessoa acha que aquilo não fará diferença. Pequenos erros, uma hora desperdiçada aqui, outra ali, etc., não parecem ter grande efeito imediato. É a mesma lógica dos fumantes – um cigarro não mata, então vou fumar outro mais. Já sabemos como vai terminar esta história.

 

Por exemplo, se você não leu pelo menos um livro nos últimos 30 dias, essa falta de disciplina não parece afetar sua vida. E como nada de ruim aconteceu, parece que podemos repetir isso por mais 30 dias. Nada acontece novamente, e quando você vai ver passou um ano inteiro sem ler. Ou sem fazer exercício. Ou sem prospectar novos clientes. Ou sem dizer a uma pessoa importante o quanto a ama. Aliás, pior do que não fazer alguma coisa é não notar como isso pode fazer diferença!

 

As conseqüências raramente são instantâneas. Ao contrário – elas se acumulam até que inevitavelmente o dia do juízo finalmente chega e devemos pagar pelo preço das decisões erradas que tomamos. Decisões que, quando tomadas, pareciam pouco importantes. Mas que somadas com o passar do tempo, transformam-se numa bola de neve imparável.

 

O problema é justamente a sutileza. No curto prazo pequenos erros realmente não parecem causar efeito algum. Na verdade, nem parece que estamos fazendo algo errado. Como nada acontece imediatamente, vamos navegando pela vida, achando que está tudo bem, mas por baixo da superfície uma grande onda, um verdadeiro “tsunami” (onda gigante) de conseqüências está se formando. Como  o céu não caiu na nossa cabeça ontem, achamos que hoje também não vai acontecer. Simplesmente  porque repetimos os mesmos erros, pensamos os mesmos pensamentos errados, escutamos as vozes e conselhos errados e fazemos as escolhas erradas.

 

Quando somos crianças, aprendemos rapidamente a não colocar a mão na tomada. Ou você coloca e leva um choque que nunca mais vai esquecer, ou escuta tantos gritos dos pais que acaba aprendendo. Mas na vida raramente isso acontece. O fracasso poucas vezes dá gritos de alerta.

 

Felizmente podemos transformar essa fórmula do fracasso na fórmula do sucesso. É simples: um pouco de disciplina praticada todos os dias.

 

Para começar, você tem que entender, de uma vez por todas, que o futuro é o que você colhe do que plantou hoje. Você pode se arrepender ou ser premiado amanhã, e quem vai decidir isso é você mesmo, fazendo o que fizer hoje. O problema é que a maioria das pessoas está tão mergulhada no presente que esquece de pensar e planejar seu futuro. Não mede as conseqüências (inevitáveis) de tudo o que fazem ou deixam de fazer.

  

De acordo com Jim Rohn, uma das coisas mais formidáveis sobre essa fórmula do sucesso – um pouco de disciplina praticada todos os dias – é que ela já traz resultados imediatos. Ao trocarmos voluntariamente erros diários por disciplina diária, experimentamos resultados positivos em curto espaço de tempo. Quando mudamos nossa dieta, nosso corpo, pele e cabelo  melhoram junto. Quando começamos a fazer exercícios, nosso nível de energia melhora imediatamente. Quando começamos a ler, um mundo novo se abre imediatamente na nossa frente. Quando prospectamos clientes, novas vendas começam imediatamente a surgir.

 

Por isso lembre-se: troque os pequenos erros pelos pequenos acertos, e com o passar do tempo isso se transformará numa grande onda de prosperidade na sua vida.

 

O fim de um sonho… o começo de outro…

No dia 23 de maio, folheando o jornal O Diário de Mogi das Cruzes, como sempre parei para ler com mais atenção à pagina de gastronomia, pois adoro cozinhar, apesar de não chegar aos pés de um verdadeiro chef de cozinha.

Nesse dia, me chamou muito a atenção o título da coluna Diário de um Cozinheiro escrito pelo chef Fábio Watanabe “Por que o Coronel fechou?”. E o que era o “Coronel” afinal?

Era o restaurante que Fábio, sua esposa e seu irmão abriram há 3 anos em Mogi. Infelizmente, não conheci sua casa e comida, pois, para quem tem uma filha de 2 anos como eu, determinados locais não são apropriados para uma figurinha como a que tenho em casa, que não pára um segundo e acaba até perturbando outras pessoas e uma boa comida é feita para ser saboreada com tranquilidade.

Mas sempre que passávamos em frente, meu marido comentava “parece ser um lugar bem bacana!”.

O artigo que o Fábio escreveu neste dia foi quase que um desabafo e a mostra de uma grande tristeza de encerrar algo que com certeza foi um sonho alimentado com muito tempero e carinho.

Toda vez que vejo um ponto sendo reformado, uma loja e escritório sendo montados, torço para que tudo dê certo, pois sei o quanto as pessoas depositam ali suas esperanças, de uma vida melhor, de realizações, de anos de dedicação e estudo.

E toda vez que vejo algum negócio sendo fechado, fico muito triste, pois sei o quanto isso faz com que as pessoas se questionem em relação à sua capacidade, seus erros e culpas; sua auto-estima e autoconfiança são minadas e poucas pessoas permanecem para apoiá-las.

Porém, acredito que essas pessoas que não tiveram o sucesso almejado são vencedoras, pois tiveram coragem em buscar seus sonhos, ao contrário de muitos que passam a vida inteira desejando, mas não agem e nunca saberão se chegarão lá.

Que os erros cometidos sejam vistos não como fracassos, mas como aprendizado para que se possa fazer melhor da próxima vez, afinal há muito para se construir pela frente.

Normalmente, ficamos presos nas coisas ruins que aconteceram. O Fábio relatou vários incidentes que aconteceram com clientes e acho que daqui a algum tempo ele rirá disso tudo, por exemplo, o cliente que achou que o Petit Gateau estava cru, a senhora que pediu um risotto e disse que aquilo não era risotto (as pessoas acham que risoto é o arroz misturado com um monte de legumes).

O que devemos lembrar são daqueles que fizeram parte dos melhores momentos, a equipe, os clientes que sabem apreciar um bom prato, um bom atendimento; que acabaram se tornando verdadeiros amigos e fãs.

Não tive a oportunidade de conhecer o Fábio, mas tenha certeza que este sonho terminou para que possa começar outro com muito mais força, coragem e determinação.

Boa sorte e continue alimentando seus sonhos!

Ah! O Fábio tem um blog muito apetitoso, leia http://www.diariodeumcozinheiro.blogspot.com/

Filme: “Tá dando onda”

Tá dando ondaHoje, trago, na realidade, um desenho que assisti neste fim de semana por causa da minha filha de 2 anos. Fomos à locadora e ela é alucinada por pinguins, quando viu a capa do DVD ficou maluca e resolvi trazer.

Eu, particularmente, adoro desenhos, mas como tinha muitas coisas para resolver, decidi não assistir, porém como estava no computador e a TV nas minhas costas, acabei ouvindo alguns diálogos que me interessam e… muito!

A estória é de um pinguim chamado Cadu que queria ser um surfista muito famoso como seu ídolo que se chamava Big Z, principalmente porque quando era criança, Big Z foi até onde morava, lhe deu uma corrente e disse para ele correr atrás do que desejava, pois era isso que um vencedor fazia.

Cadu depois de muita luta conseguiu ser levado por um caça-talentos, um pássaro aparentemente durão, porém todo emotivo, chamado Mike; para o campeonato de surf.

Na viagem, Cadu faz amizade com João Frangão que curte a vida como poucos.

Cadu encontra Big Z que todos consideravam como morto e verifica que seu ídolo não seguiu o que um dia lhe disse: “corra atrás do que deseja” e isso o frustra muito.

Porém, Cadu resolve buscar seus sonhos, precisa competir com o desleal Tanker e acaba descobrindo que ser vencedor é muito mais que ganhar uma competição.

Em uma parte do filme, alguns integrantes do filme são entrevistados e questionados o que é ser um vencedor? Mike diz que é alguém que estabelece uma meta e vai à luta, não faz isso nem pela grana e nem pela glória, mas faz pela alegria, pela emoção.

Lani, uma pinguim salva-vidas diz que é o surfista que curte mais quando tá no mar.

Os pinguins bebês dizem que é alguém que não os derruba quando estão pegando onda e Tanker (o pinguim do mal) diz que é ter perdedores, pois sem eles não existe um vencedor.

O que eles disseram, apesar de se referirem ao campeonato de surf, tem tudo a ver com o mundo empresarial, pois como já tratei em vários momentos em meu blog,  o empreendedor precisa ter uma meta estabelecida para saber onde deseja chegar.

É uma pessoa persistente, pois nem sempre as coisas são fáceis, busca a realização acima de tudo que lhe dá prazer e satisfação. Normalmente, curte cada etapa cumprida e cada meta alcançada.

Ao contrário do que Tanker diz, não precisa tornar as pessoas perdedoras, sua competição é interna, quer mostrar para si mesmo que pode alcançar o que deseja e não precisa derrubar seus concorrentes e nem humilhar seus fornecedores.

Enfim, vencer é buscar uma constante melhoria dos processos e pessoas, realização, prazer e resultados.

Assista ao filme, acho que você vai gostar!!!

Seminário Empretec SP maio de 2008

foto 1 zl maio 2008

foto 2 zl maio 2008

De 10 a 18 de maio de 2008, realizei mais um seminário Empretec para mais 25 empresários e futuros empresários que compartilharam durantes esses 9 intensos dias seus sonhos, medos, realizações e aprendizados.

Pessoas diferentes, de vidas diferentes, com situações diferentes, porém possuem algo em comum: a vontade de vencer.

Meus empretecos queridos: Alexandre, Alessandra, Carlos, Artero, Clécio, Daniela, D. Henrique, R. Henrique, Filipe, Gicelmo, Juliana, Luciano, Baratella, Luzia, Marcelo, Marcão, Maria Antonia, Michel, Paulo, Renato M., Renato T., Sandro, Mendes, Thiago e Vânia; nunca desistam de seus sonhos, mesmo com os inúmeros obstáculos que a vida traga, tenham com clareza o que desejam para ninguém tirá-los a vontade de vencer e ser melhores a cada dia.

Um grande beijo no coração de cada um.

 

 

Filme: “Poder além da vida”

Poder Além da VidaDan Millman é um jovem ginasta, cuja especialidade são as argolas. Ousado, arrogante, popular entre as garotas, rico, enfim, acredita que pode fazer tudo o que quiser em sua vida.

Porém, algo o angustia, fazendo perder noites e noites de sono até que encontra um homem misterioso que trabalha em um posto de gasolina a quem começa a chamar de Sócrates, pois pela forma como fala, parece um filósofo.

Dan apesar de se sentir atraído pelos ensinamentos de Sócrates, não quer seguir o que lhe é solicitado até que sofre um grave acidente que muda sua vida e até pode mudar a forma como você enxerga seu dia a dia.

Será que para mudarmos nossa vida, precisamos que algo muito sério aconteça?

Esse filme faz com que possamos refletir sobre isso, enquanto está tudo bem, Dan continua a desafiar o mundo, a fazer coisas sem pensar, arrisca-se pelo simples prazer da adrenalina.

Quantos empresários fazem a mesma coisa em suas empresas? Até que acontece uma quebra ou resultados muito ruins que os fazem parar para pensar e buscarem uma mudança.

No filme, Sócrates diz para Dan que “temos muito a aprender e muito para esquecer” e o que isso tem a ver com nosso mundo empresarial?

Muitos empresários ao invés de buscarem saídas para seus problemas, ficam cada vez mais imersos neles. Nesse momento, o passado só serve para verificarmos o que podemos aprender, mas o sofrimento por ele, nada adiantará. Devemos buscar sim, o aprendizado, pois ele é eterno, ele é o futuro que nunca acabará; enquanto o passado é finito, já acabou e não retornará. Por isso, sair dos problemas é buscar novas oportunidades, soluções para seu desenvolvimento.

Sócrates também diz que “conhecimento é saber fazer e sabedoria é fazer, agir”.

Em todos os treinamentos, nas expectativas, as pessoas, normalmente, dizem que vieram buscar conhecimento, porém quando começo a aprofundar suas expectativas, o que elas querem na realidade é aprender a fazer, isto é, chegar à sabedoria.

Os empresários sempre dizem que querem conhecer sobre financeiro, marketing, gestão, pessoas, mas na realidade, eles já conhecem tudo sobre esses aspectos por meio de livros, cursos etc. O grande problema é como colocar em prática o processo de execução nas empresas e a grande dica é: experimente, coloque a mão na massa, pratique, erre, conserte, refaça e nesse momento alcançará o que tanto deseja.

Quer um exemplo simples para isto? Qualquer pessoa “sabe” fazer um bolo, é só pegar uma receita e está tudo lá anotado, porém o verdadeiro aprendizado só se dará ao “fazer” o bolo, pois só nesse momento é que você verá como é quebrar os ovos, sentir a textura da farinha misturada ao leite, como é mexer a massa para não deixar nenhum “pelotinho” de farinha, como é acender um forno, untar uma assadeira e saber quando está pronto.

Enfim, há uma grande diferença entre saber fazer e fazer.

Em uma cena do filme, Sócrates convida Dan para conhecer um lugar maravilhoso e depois de horas de caminhada chegam ao topo de uma montanha que na visão de Dan não tem nada de maravilhoso e incomum e ele começa a reclamar. Sócrates diz para ele relembrar a caminhada, o quanto ele estava motivado em chegar, como falava com empolgação mesmo com o cansaço e as dificuldades. Nesse momento, Sócrates faz uma analogia com a vida, dizendo que “a felicidade é a jornada e não o destino”.

Quando pergunto qual o maior sonho das pessoas, normalmente, elas me dizem “SER FELIZ”, como se fosse um ponto de chegada e quando faço uma outra pergunta se isto quer dizer que elas não são felizes, ficam caladas e pensativas e respondem: “é claro que não… sou feliz!”.

A felicidade, enfim, não é um ponto final, mas uma eterna viagem, as pequenas e grandes coisas que acontecem em sua vida, as surpresas, as conquistas (não importa o tamanho), os erros, as derrotas, a superação, as pessoas que você encontra em seu caminho.

Por último, Sócrates diz que existem 3 regras básicas que devemos seguir:

1. Paradoxo – a vida é um mistério

2. Humor – aprender a rir de si mesmo

3. Mudança – tudo na vida muda

E aí, que tal descobrir todo os dias o mistério da vida, rir de seus tombos, de suas piadas, de seu jeito e mudar para ter resultados melhores em sua vida?