Dicas de livros

Recebi um comentário da Mônica solicitando dicas de livros e cursos. Ela disse que deseja fazer o Empretec e acredito ser o mais indicado para empreendedores. Em relação aos livros, segue o link com algumas dicas:

http://www.fabricadeempreendedores.com.br/dicas_livros.html

Para negociar melhor, existe o livro “Conseguindo um Sim” de Roger Fisher e William Ury.

Boa leitura a todos!!

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IV Congresso do Movimento Dekassegui

Dekassegui é o termo utilizado para designar pessoas que saem de sua terra natal para trabalhar em outros lugares. No Brasil, é utilizado para designar filhos e netos de japoneses de saem do Brasil e vão para o Japão em busca de oportunidades de trabalho.

Esse assunto será abordado nos 4 dias do IV Congresso do Movimento Dekassegui que se realizará no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo do dia 17 a 20 de julho de 2008.

Eu (Valeria Nakamura) e meu amigo Mauro Miaguti realizaremos a palestra intitulada “Empreendedorismo: uma solução para o Dekassegui”.

Veja a programação do Congresso no site:

http://www.sebraesp.com.br/hotsite/dekassegui/default.aspx

Participe!

A curiosidade…

Recebi o texto abaixo do Rogério, um empreteco que sempre envia materiais bastante interessantes e resolvi compartilhar com vocês.

O(A) empreendedor(a) de sucesso é aquele(a) que não se cansa de observar, procurando novas oportunidades, seja no caminho de casa, no ônibus, nos “papos” com amigos, nos contatos familiares, nas compras, lendo jornais ou revistas, vendo televisão.

A curiosidade é a grande companheira do(a) empreendedor(a). É a sua forma de conhecer os segredos dos negócios. Suas chances de sucesso aumentam com o conhecimento e o sucesso só vem para quem trabalha duro para obtê-lo.

Alguns novos empreendedores acham que devem manter a idéia da empresa em segredo. Nada mais enganoso, porque o segredo não permite a valiosa contribuição de terceiros.

Timmons (1994) aborda o tema, que denomina “Os 7 segredos do sucesso”:

  1. Não há segredos. Somente o trabalho duro dará resultados.
  2. Tão logo surge um segredo, todos conhecem imediatamente
  3. Nada mais importante do que um fluxo de caixa positivo.
  4. Se você ensina uma pessoa a trabalhar para outras, você a alimenta por um ano mas, se você  a estimula a ser empreendedor(a), você a alimenta, e a outras, durante toda a vida.
  5. Não deixe o caixa ficar negativo.
  6. O Empreendedorismo, antes de ser técnico ou financeiro, é, fundamentalmente, um processo humano.
  7. A felicidade é um fluxo de caixa positivo.

Fonte: DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luísa. São Paulo: Cultura Editores Associados,1999.

 

Como escrever um plano de negócios (Parte 9)

Como estão os seus processos de trabalho? Quanto tempo você demora para atender seu cliente?  Quais equipamentos não podem faltar em sua empresa? O layout está adequado?

Cada vez mais, verifico que um dos grandes problemas nas empresas está em seus processos que são falhos, o que causa uma grande ineficiência e perda de lucratividade.

Em seu plano de negócios você deve descrever os principais processos de sua empresa, por exemplo, a fabricação (não quer dizer contar seu segredo industrial) como é realizada, a comercialização (os meios utilizados) e/ ou a prestação de serviço.

Além disso, deve constar os equipamentos que você utiliza e como é o layout para que possa ser analisada a produtividade e eficiência do processo.

Em qualquer tipo de negócio, você conseguirá fazer toda essa descrição e provavelmente você se deparará com alguns gargalhos que ameaçam sua empresa.

O pecado de vender a alma

Este é o título de um artigo que foi publicado na Revista Exame em 7 de maio de 2008 sobre a Starbucks.

Apesar de ser uma grande empresa, podemos trazer os problemas ocorridos com ela para o dia-a-dia das pequenas empresas também.

A Starbucks é a maior rede de cafeterias do mundo que cresceu com um conceito de uma loja de bairro charmosa e confortável, um santuário para aqueles que apreciam um bom café.

Porém, no processo de crescimento com a ânsia de ter mais lojas, mais clientes e conseqüentemente mais lucratividade, a Starbuck trocou valores essenciais e acabou por perder a identidade da marca quando resolveu incrementar o cardápio com refeições cheias de ovos e bacon, sobrepondo seu odor sobre o cheiro maravilhoso e inebriante do café (acho que vocês já perceberam que eu sou fã deste produto).

Assim, vários adoradores de café deixaram de freqüentar a Starbucks, pois todo o conceito que eles valorizavam se perdeu e pior, as ações da empresa começaram a cair. Enfim, a estratégia foi totalmente errada.

Por isso, sempre oriento meus clientes a cuidarem do momento de crescimento da empresa, pois muitos acreditam que colocando novos produtos a chance será maior, abrindo novas frentes de trabalho, ganharão mais. E às vezes, isso não acontece, pois os empreendedores perdem de vista seu foco de atuação e seu diferencial competitivo que os fizeram chegar onde chegaram. Vender mais nem sempre é sinônimo de maior lucratividade, pois muitas vezes, isto implica em você comprar mais, ter uma estrutura física maior, ter mais funcionários, enfim, muito mais custo.

Ao buscar o desenvolvimento da empresa, pense com a cabeça e utilize ferramentas simples como papel e caneta para traçar muito bem as estratégias e assim você visualizará coisas que nem imaginava. O coração, nesse momento, sempre vai bater mais forte e você terá vontade de “sair fazendo”, pois nunca acreditamos que dará errado, afinal “até agora” tudo tem dado certo, mas faça com que ele desacelere com muito planejamento.

Tenha certeza, muitas empresas quebram nesse processo desacelerado e desajustado de crescimento e não faça parte deste grupo.

Filme: “Sonhando Alto”

É um filme que fala da importância do sonho e como isso pode ser um mobilizador para as outras pessoas que compartilham dele.

Charlie é um ex-astronauta que sempre teve o sonho de ir para o espaço, porém antes de alcançá-lo teve que sair da Nasa para cuidar da fazenda de seu pai que se suicidará.

Mas, apesar das dívidas hipotecárias da fazenda subirem, Charlie continua construindo um foguete no celeiro e tem a certeza de que dessa forma poderá ir ao espaço.

Seu sonho faz com que sua esposa, suas 2 filhas, seu filho e seu sogro cada vez mais se unam, buscando cada um da sua forma, atingir o resultado esperado.

Um dia, Charlie é informado de que seus bens serão executados. Nervoso, atira um tijolo no banco e a polícia o encaminha para a enfermeira da cidade que deve fazer uma avaliação psicológica. Na sala de espera, ao seu lado, tem um garoto e Charlie pergunta a ele o que ele vai ser e ele responde que não sabe.

Nesse momento, Charlie diz que é melhor ele saber o que vai ser, antes que alguém saiba por ele.

Charlie decide que deverá lançar rapidamente o foguete e reúne sua equipe: seus filhos. Entra na sala de aula de Shepard (seu filho) e diz para a professora que ele precisa sair. A professora diz que ele está no meio de uma aula de história. Charlie responde que ela lê a história, ele vai mostrar ao filho como fazê-la.

O governo americano começa a monitorar Charlie e a imprensa a assediá-lo. A maioria das pessoas o acham um louco, porém não desiste, pois tem a certeza de que se não fizer aquilo que acredita, não terá passado nada para seus filhos.

O sogro de Charlie diz que o admira, pois ele nunca conseguiu reunir sua família em torno da mesa e Charlie conseguiu a façanha de reunir a família em torno de seu sonho.

Após alguns dias, seu sogro falece e conversando com um amigo sobre a vida, ele diz que somos nós que definimos nosso espaço.

Charlie percebe que é muito parecido com seu pai cujo sonho era a fazenda e por causa de dívidas se suicidou, pois não poderia viver sem seu sonho caso a fazenda fosse tomada dele. Charlie diz então que quando crianças queremos ser iguais aos nossos pais, quando adolescentes não queremos ser nada parecidos, mas quando envelhecemos nos tornamos iguais a eles.

Charlie decide lançar o foguete, mas não consegue, sofrendo um grave acidente e ao retornar à sua casa, toma a decisão de abortar seu sonho. Porém sua esposa não permite, pois percebe que os filhos admiram o pai sonhador e que a vida de todos não é e não será a mesma se não houver um sonho que os movimentem.

Assim, a equipe de Charlie volta ao trabalho rumo à realização de seu sonho.

Todo o filme faz com que nos questionemos sobre o que realmente queremos para nossa vida. Quantos pessoas que não sabem o que desejam, seguem pessoas que sabem, que dessa forma, serão as condutoras de suas vidas. Quantas pessoas que estão nessa mesma situação e não são mais garotos. Muitos empresários que conheço também não sabem o que desejam e nesse momento, abrem portas para que os clientes, os fornecedores, os funcionários e sua família conduzam sua vida e isso traz uma enorme angústia e frustração.

Também nos faz pensar em quanto estamos construindo nossa história ou será que somos meros espectadores que passarão pela história sem sermos conhecidos e valorizados? Ser um espectador é ver os fatos acontecerem e não ser parte disso. Ser um participante ativo é construir seu caminho e ajudar a construir o caminho das outras pessoas.

Devemos perceber que como empreendedores, somos pessoas que conduzem outras, e não podemos desistir de buscar nossos sonhos, pois como Charlie, temos uma família, funcionários, parceiros, clientes que vivem, muitas vezes, em torno do que acreditamos ser possível buscar para vivermos mais intensamente nossos dias.

Como escrever um plano de negócios (Parte 8)

Hoje, abordaremos pessoas muito especiais a quem chamamos de Fornecedores.

E muito cuidado com esse aspecto do Plano de Negócios, pois você precisa deles, mas deve analisar qual seu grau de dependência, pois isto interfere em todo o seu modelo de negócios, custos, entrega e até a continuidade de sua empresa a longo prazo.

A primeira etapa a fazer é relacionar todos os produtos e/ ou serviços que a sua empresa precisa. Após isto, fazer uma lista de fornecedores para estes produtos e/ ou serviços e qualificá-los em termos de preço, prazo de entrega, condições especiais, localização, capacidade de entrega.

Evite ter apenas um fornecedor, pois muitas vezes, quem tem um, não tem nenhum e poderá acarretar problemas de abastecimento, principalmente, em alguns períodos de sazonalidade. Por isso, estrategicamente, mantenha uma lista de fornecedores ativos nos produtos que são essenciais para o funcionamento de sua empresa.

Conheci vários empresários que compram de fornecedores de lugares distantes, pois dizem que é muito mais barato, porém alguns esquecem de computar o custo do transporte e o tempo de entrega, o que muitas vezes acaba encarecendo o produto. Por isso, se preocupe com isso.

Ter fornecedores é fácil, mas ter “bons” fornecedores não é tão simples assim, por isso se lembre de cultivar os relacionamentos, pois pode ter certeza, isso pode salvá-lo de alguns problemas.