História empreendedora: “Áudio Visual Produções”

Vamos contar a história da paranaense Mônica Loureiro Jorge, 43 anos, casada com 1 filho proprietária da Áudio Visual Produções que produz vídeos para TV, institucionais e documentários em Vila Velha (ES) desde 1989. Atualmente conta com 6 funcionários.

  • Existem empreendedores em sua família? Quem? Serviram como inspiração para você? Isso facilitou ou não sua entrada no mundo dos negócios? Por quê?

Meu pai é um homem ousado, já teve várias empresas, e isso talvez tenha feito eu ter menos medo das coisas. Foi ele também quem me deu uma câmera quando eu tinha 12 anos de idade (na época a gente gravava com Super 8 e 8 milímetros ). Peguei gosto pela produção de vídeo com ele.

  • Como e quando começou?

Em 1989, na época em que meu marido e eu nos casamos. Estava me formando em Jornalismo, e comecei a ver o mercado de eventos como uma boa forma de usar minha criatividade nas edições de vídeo, e nas gravações.

  • Decidiu empreender por necessidade ou viu uma oportunidade?

Acho que vi a oportunidade chegando. Na época em que começamos, todo mundo adorava ter seu evento filmado, não importava se fosse grande ou pequeno… Muitas vezes num aniversário de criança não tinha grandes coisas, mas tinha um profissional seguindo a criança do começo ao final da festa. Acho que me diverti muito trabalhando, pois só acredito que quem faz o que gosta é que vai pra frente… É claro que chegou uma hora em que eu já estava achando os aniversários e casamentos todos um saco, e hoje, para falar a verdade, não gosto de ir nem como convidada. Nosso foco passou a ser produções de TV.

  • Fale sobre sua vida e se for importante, a influência de seus pais ou outras pessoas (esposa, marido, filhos)

Acho que a idéia de montar uma empresa também surgiu porque meu marido trabalhava numa empresa onde não gostava, como metalúrgico. A companhia mandou mais de 500 funcionários embora e isso foi essencial para ele ver que queria seguir outro caminho. Hoje ele jamais voltaria a ser metalúrgico.

  • Quais dificuldades encontrou e o que fez?

A dificuldade maior foi a de não ter tido capital de giro, de ter começado meio “fundo de quintal”, meio “empresa familiar”. Talvez isso tenha atrapalhado a profissionalização, mas hoje não temos dívidas. Procurei fazer vários cursos no SEBRAE, eu na parte administrativa, e meu marido procurou ajuda nas televisões, procurando ser também muito autodidata.

  • Teve ajuda ou foi um solitário?

Eu nunca tive vergonha de buscar ajuda das mais diversas pessoas. Minha terapeuta, por exemplo, me ajudou muito a arriscar, a não ter medo das coisas, a não ter que ser perfeita…. Uma época em que a empresa estava meio pra baixo, eu contratei um coach, que fez a empresa dar uma verdadeira guinada….

  • Quais resultados obteve?

Sinto que ainda tenho muito o que aprender na vida e com as pessoas. Continuo buscando ajuda por todos os lados, querendo sempre aprender cada vez mais… Isso é que eu acho que pode fazer diferença. Nossa empresa cresceu muito e hoje faz trabalhos bem importantes para as emissoras locais… Mas sempre teremos muito a aprender, em todos os sentidos…

  • Quais os piores e melhores momentos, erros e acertos?

Acho que a parte pior que a gente passou foi a de ter misturado muito a vida profissional com a pessoal… Ter priorizado mais a empresa do que nossa própria vida durante muito tempo… Hoje somos muito mais equilibrados, damos muito valor ao lazer e a nossa vida.

  • O que aprendeu com tudo o que já passou? O que faria diferente e o que faria da mesma forma?

O que eu faria diferente é ter me profissionalizado antes, ou seja, ter separado a conta da empresa da nossa (isso foi o primeiro passo para a prosperidade) e ter me organizado melhor com as pessoas, valorizado mais cada hora de edição que passamos na empresa, cada fim-de-semana que passamos trabalhando. Mas, acho que tudo temos que levar como lição.

O que faria novamente (e talvez melhor) é ser atenciosa com os clientes, dar valor a eles, e “andar um quilômetro extra” todos os dias, seguindo os conselhos do autor “Napoleon Hill”…

Mensagem final:

  • O que você diria para outros empreendedores?

Acho essencial a humildade… Ser humilde não é ser “simplório”, como muitas vezes nós já fomos. Humildade para aprender cada dia mais. Considerar cada adversidade como um “futuro benefício” e aprender com os erros para não cometer novamente…

 

Quem quiser entrar em contato com a Mônica, acesse:

E-mail : audiovisualpro@terra.com.br

Site: www.audiovisualpro.com.br

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