“Mudar o roteiro da sua vida: Não tem preço”

Tenho várias manias, uma delas é em tudo o que vejo, procuro fazer analogias com a vida e com o mundo empreendedor em que vivo.

Ontem, folheando uma revista, me deparei com a propaganda da Mastercard que dizia: “Mudar o roteiro da sua vida: Não tem preço”. Achei brilhante, ainda mais porque vem ao encontro do que vejo nas empresas por onde tenho passado.

Como tenho encontrado pessoas desmotivadas nas empresas mesmo com bons salários e excelentes cargos. Quando descobrem que minha especialidade é abertura e gestão de empresas, muitas dão um jeitinho de bater um papo em particular. Outras, quando descobrem que já fui funcionária de grandes empresas e que um dia tomei a decisão de sair e buscar um novo caminho, também querem saber o que fazer e tomar coragem para fazer o mesmo.

As pessoas acham que foi fácil tomar minhas decisões, não foi. Em 1994, foi a primeira decisão em mudar o roteiro da minha vida. Trabalhava na Cia. Suzano a meia hora de casa, tinha um bom salário e uma boa perspectiva pela frente, mas não era exatamente o que eu queria fazer e fui em busca de uma nova oportunidade.

Foram seis meses participando do processo rigoroso de seleção de trainees na Brahma (ainda não era Ambev). Dinâmicas, entrevistas, testes que me deixaram esgotada e ansiosa até que veio a resposta positiva da minha contratação.

Ser trainee implicava ganhar 20% menos do que eu ganhava, ainda tinha que enfrentar uma viagem de aproximadamente três horas por dia, entre ida e volta. Mas queria novos desafios e FUI! Afinal, o futuro de um trainee seria ocupar um cargo estratégico no futuro.

Depois de dois anos, um fato me deixou bastante frustrada e tomei minha segunda decisão da mudança de roteiro e essa foi muito dura. Abandonar uma empresa que admirava, deixar para trás o sonho de ser uma grande executiva (depois descobri que o sonho era muito mais das outras pessoas do que meu), começar algo do zero.

Criei coragem depois de analisar prós e contras e com meu noivo iniciei nosso primeiro empreendimento.

Nem tudo foram flores, erramos muito, mas acertamos muito também.

Como gosto muito de viajar, percebo que nossa vida é muito parecida com uma viagem. Às vezes, fazemos o caminho mais curto e perdemos paisagens maravilhosas. Outras, erramos o caminho, mas aprendemos que existem outros.  E tantas outras vezes, precisamos mudar o caminho, pois está fechado.

Só que para mudar roteiros e nos deparar com fatos que não poderíamos prever, exige coragem, persistência e assim, devemos lidar com os riscos de viver.

No final do ano passado, conversei com uma pessoa com um excelente cargo em uma grande empresa e ela me confidenciou que estava pensando em sair e buscar novos caminhos, pois depois de tanto tempo já estava muito desgastada e desmotivada.

Para minha surpresa, há pouco tempo, estava nessa empresa ministrando um treinamento e ela abriu a porta e me deu um “tchauzinho” com um sorriso e um brilho diferente e partiu, mas soube apenas no final do dia que aquilo significava uma despedida, tinha tomado a decisão de mudar o roteiro de sua vida.

A pessoa que me contou de sua saída estava muito triste, pois gostava muito dela e disse saber que foi uma decisão acertada, mas que somos muito egoístas quando gostamos das pessoas; preferimos que mesmo sofrendo elas estejam perto de nós.

Às vezes, fico pensando se fiz o que era certo. Realmente, não sei e nunca saberei. Poderia ter continuado o mesmo roteiro, me apegando às pessoas, aos títulos, ao poder, ao dinheiro por si só, mas decidi escrever uma história diferente.

Uma história diferente que começa todos os dias, com personagens diferentes, enredos diversos e finais… que nunca poderei prever, mas que me faz um pessoa feliz com as escolhas que fiz e que não tem preço!

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A importância das nossas histórias

No começo do mês, tive a oportunidade de encontrar meu amigo Christian Barbosa com quem adoro conversar e ele me contou sobre o curso que havia feito com Anthony Robbins que diz que toda pessoa precisa contar sua história.

Já havia pensado muito sobre isso, principalmente, quando li o livro do Mário Sérgio Cortella intitulado “Qual é a tua obra?”. Por isso, resolvi me dedicar a este post.

Os grandes homens e mulheres sempre têm histórias para contar. Talvez, muitos de nós não nos tornemos famosos, mas podemos ser grandes para nossa família, nossos amigos.

Antigamente, era muito mais comum, sentarmos em torno de uma mesa e ouvirmos histórias de nossos avós, bisavós. Hoje, algumas histórias começaram a se perder pela falta de convivência.

Quais as histórias que você ouviu de seus antepassados e que de uma forma ou outra, guiaram seus passos, ajudaram a estabelecer seus valores?

Qual história seus filhos, seus amigos, seus liderados, seus clientes, as pessoas de seu relacionamento contarão sobre você? Será que será uma história engraçada? De persistência e superação? De ensinamentos? De atenção, afeto, carinho, amor? Ou nem se lembrarão de sua passagem em suas vidas?

Hoje fiquei pensando nas histórias que me lembro e que me lembrarei sobre algumas pessoas. Às vezes, me vem algum fato desagradável ou triste, mas penso que isto me trouxe um grande aprendizado.

Mas, no final, tenho tantas histórias felizes que me lembro de meus pais, de minha irmã, de vários amigos queridos, de vários companheiros de trabalho, de meu marido, de minha filha.

Eles me deixaram várias histórias e qual a minha história?

Puxa! Descobri que não tenho uma, mas várias: da Valeria Empreendedora que começou aos 7 anos fazendo pulseirinhas de cordões, da Valeria Profissional que começou aos 17 anos e que recebia um salário que era exatamente o valor da faculdade, da Valeria Estudante que chorou uma semana com o primeiro “C” que tirou, da Valeria Amiga que fazia altas farras, da Valeria Família que tem momentos memoráveis, da Valeria Cinderela que um dia encontrou seu príncipe na escola técnica e viveram felizes para sempre com sua princesinha!

Eu sempre disse que nunca seria uma palestrante motivacional, pois não tinha história triste para contar (reparou que todos que atuam nessa área, contam histórias tristes?). Mas, revendo minha história, encontrei alguns fatos, entre eles, é que nunca tive um professor bonito para viver um amor platônico! Viu como sou triste???!!!!

Enfim, nossas histórias do passado nos ajudam a lembrar de onde viemos, de nossos valores. O que vivemos no presente, se for significativo, será mais uma história em nosso livro da vida. E, devemos criar a história que desejamos viver no futuro para um dia ser contada com orgulho!

Triste daquele que não possui histórias para compartilhar, pois serão as únicas coisas que deixará e que poderá perpetuar sua existência.

E você, quais são suas histórias?

“Os métodos de Administração de Jesus” – parte III

Resumo de mais alguns capítulos:

ENFRENTE A CORRUPÇÃO IMEDIATAMENTE – Quando Jesus se deparou com as atividades dos cambistas na casa de Deus, ele não convocou nenhuma comissão para tratar do assunto, agiu rapidamente e pôs para fora aquelas pessoas. Conhecemos várias empresas que demoraram para tomar decisões quando souberam de fraudes na empresa e isso repercutiu negativamente no mercado.

Aprendizado – Sobre fatos, não há desculpas, aja e tome decisões rapidamente ao verificar fraudes, ações erradas das pessoas ao seu redor. Isso trará mais credibilidade à você e sua empresa.

NÃO DOURE A PÍLULA – Jesus sempre disse aos discípulos que enfrentariam dias difíceis, nunca os poupou do que viria. Ao falar com funcionários, seja honesto e diga o que precisam saber, pois caso contrário, se sentirão enganados ao se depararem com a verdade.

Aprendizado – Quando somos honestos, saberemos com quem poderemos realmente contar, tanto em tempos bons quanto em tempos difíceis. Deixe que os funcionários tomem suas decisões baseadas na realidade.

DEIXE TUDO E DESCANSE – Apesar do tempo curto na terra, Jesus tirava seus momentos de descanso para que pudesse pensar e recarregar suas energias para a próxima batalha. Muitos executivos têm trabalhado à exaustão e com isso acabam não entregando o resultado que seria adequado.

Aprendizado – Para ter mais energia e disposição, precisamos levar uma vida equilibrada, descansando, passeando, se divertindo e fazendo coisas que gostamos. Com isso, nossos resultados serão melhores.

TESTE SEU PESSOAL – Jesus enviou setenta discípulos em uma missão, enviou em pares, especificou exatamente o que deveriam fazer, preveniu das adversidades e compartilhou seu conhecimento e os deixou partir. Quando voltaram contaram seus maravilhosos aprendizados. Como líderes, devemos deixar nosso liderados se experimentarem, confiar no que ensinamos para que aprendar por si só.

Aprendizado – Delegação é ensinar e monitorar, o aprendizado será individual, a descoberta das competências e habilidades de sua equipe farão todos crescer profissional e pessoalmente.

“Os métodos de Administração de Jesus” – parte II

Continuando o resumo do livro conforme prometido:

ENSINE, ENSINE, ENSINE – Jesus frequentemente era chamado de rabi que significa Mestre, pois ele estava sempre ensinando. Mostra-se a habilidade de Jesus em ensinar, pois seus discípulos continuaram a disseminar seus ensinamentos mesmo sem ele com sucesso. Uma das características do verdadeiro líder empresarial é conseguir formar sucessores por meio do processo ensino/ aprendizagem.

Aprendizado – Quanto mais ensinamos, mais aprendemos. Não podemos simplesmente delegar o processo de ensino, precisamos fazer parte dele.

DIRIJA-SE A CADA UM EM PARTICULAR – Quando Jesus queria certificar-se de que tinha sido bem entendido, dirigia-se a cada um, individualmente. Quantos líderes delegam as atividades para um grupo sem saber se foi bem entendida a solicitação ou resolve dar um feedback para determinada pessoa no meio de um grupo?

Aprendizado – Cada pessoa tem um ritmo, uma forma de entendimento, de percepção e por isso, precisamos respeitar cada um e tratarmos individualmente em determinado momentos. Isso vale nos processos de delegação que deve ser individual até para sabermos se tudo foi entendido e também nos processos de feedback, principalmente quando houver sugestões de melhorias, para evitar constrangimentos.

ESTABELEÇA AUTORIDADE – Jesus não era democrático, visto que ele nunca chamou seus discípulos para um consenso. Ele definia os caminhos e assumia a responsabilidade, não por vaidade, mas por ter um plano muito bem estruturado. Não queremos dizer que o processo participativo não é válido, mas às vezes, as decisões acabam sendo postergadas ou não sendo tomadas.

Aprendizado – O verdadeiro líder precisa ser firme e corajoso para que os resultados sejam alcançados, mas para isso precisa estar baseado em um plano sólido.

INSISTA NOS ABSOLUTOS – Jesus sempre insistiu que as coisas são verdadeiras ou falsas, boas ou más, corretas ou erradas; nunca disse que poderia haver um meio termo. O que acontece no meio empresarial é que muitas vezes utilizamos o relativismo e isso faz com que as pessoas sintam-se perdidas ou então fazem coisas inadequadas utilizando-se a desculpa da falta de parâmetro.

Aprendizado – Em nossas empresas precisamos definir parâmetros, deixar claro nossos valores para que possamos ensinar as pessoas a se comportarem da forma adequada a fim de produzir o resultado que desejamos.

CUIDE DA SUA PROGRAMAÇÃO – Jesus era um estrategista, sabia o momento exato de agir. Fez seu primeiro milagre em um casamento. Fez sua entrada triunfal em Jerusalém, sua crucificação e ressurreição  durante os festejos da Páscoa quando a cidade recebia o maior número de pessoas. Assim, pode consolidar sua presença e palavra. Quantas empresas lançam produtos e serviços em momentos inoportunos, podem ser bons, mas um péssimo momento faz com que não ocorram os resultados almejados.

Aprendizado – Pesquise o mercado e os melhores momentos para lançar os produtos e serviços. Deve ser um marco, que chame atenção de seu público para que possa atingir suas metas.

Aguarde Parte III

“Os métodos de Administração de Jesus” – parte I

Caiu nas minhas mãos um livro de Bob Briner um empresário e escritor e por sua formação cristã, teve a capacidade de unir os ensinamentos de Jesus aos acontecimentos no mundo empresarial.

Independente de sua crença, vale muito a pena ler este livro onde ele diz que “Com 12 executivos, Ele criou a maior empresa do mundo”.

Como presidente, Jesus com seus executivos-apóstolos estabeleceu a missão, visão e valores da empresa e provavelmente, pela brilhante e simples definição alcançou os resultados esperados e até hoje, a empresa permanece cumprindo sua função, mesmo sem seu criador.

Resumirei o livro e farei algumas considerações em partes para que o post não fique tão longo. Segue a Parte I:

TENHA UM PLANO – Jesus tinha um plano, sabia onde queria chegar e obedeceu fielmente a ele, mesmo sabendo que isso custaria sua vida. Muitas empresas não fazem planos, pois não conseguem visualizar o ponto de chegada, o resultado que desejam alcançar; por isso, vão vivendo ao acaso, levadas pela maré.

Aprendizado – Determine as metas de sua empresa e elabore um plano para atingi-las, você será muito mais produtivo ao focar nas atividades necessárias para concretizar seu plano.

ESTEJA PREPARADO – Jesus se preparou por trinta anos para executar seu plano. Não temos todo esse tempo apenas para nos preparar, afinal o mercado cada vez é mais rápido, mas ao determinarmos as metas, precisamos buscar um processo de autoconhecimento e de conhecimento da empresa para entendermos os pontos fracos e pontos fortes para buscar capacitação ou outro tipo de recurso de que necessitamos para cumprir nosso plano e agarrar as oportunidades.

Aprendizado – Analise seu plano, as tendências de mercado e busque recursos para atendê-los. Quando a oportunidade aparecer e se você estiver preparado, tenha certeza de que saberá aproveitá-la. De nada serve uma onda fantástica no Havaí, se você não souber surfar, aí é melhor ficar na piscina do clube.

ESCOLHA SEUS PRÓPRIOS COLABORADORES – Jesus não delegou essa função a outra pessoa, pois já que trabalharia diretamente com ele, precisaria conhecê-los e acreditar que cada um faria seu trabalho como ele queria. Até Judas que o traiu fazia parte do plano, não foi uma escolha aleatória e equivocada.  É comum nas empresas, líderes pegarem equipes já montadas e enfrentarem problemas de relacionamento, pois um achou que iria ser o líder e começa a boicotar o que chegou, alguns ficam “ressabiados” com o novo chefe, outros gostaram do “outro” e assim por diante. E a empresa não dá a opção para o líder de formar sua equipe e diz: “Você tem que se adaptar.”

A dificuldade de se colocar nos eixos e o tempo gasto para se começar a ter resultados é muito maior do que se pudesse ter uma conversa clara e franca e colocar as pessoas certas nos locais certos.

Aprendizado – Tenha coragem de formar sua equipe para ter os resultados esperados. Se quiser ser eternamente bonzinho, talvez terá resultados bonzinhos!

PARA PREENCHER UM CARGO-CHAVE, ELIMINE TODOS OS OBSTÁCULOS – Saulo de Tarso que viria ser o apóstolo Paulo foi recrutado por Jesus e logo se tornou um dos grandes homens-chave, pois era um grande levantador de fundos, desbravador de novas frentes, fiel e profílico disseminador da mensagem. Apesar de ter chegado após vários apóstolos que acompanhavam Jesus há anos, teve uma ascensão rápida pela sua competência e pelos resultados que apresentava. Nas empresas, hoje muitos talentos são desperdiçados, pois ainda em algumas, há o paradigma do tempo de casa, do relacionamento pessoal. Temos que pensar nos resultados e quais as pessoas que possam nos levar a eles. Não quero dizer que devemos desprezar aqueles que estão conosco há anos, mas devemos utilizar suas competências onde são necessárias e não ter como base o tempo de serviço ou de amizade.

Aprendizado – Primeiro, estabeleça suas metas e o plano. Defina as pessoas que serão chave para o alcance do resultado pelas suas competências e entrega.

Aguarde a Parte II.

Desperte o empreendedor que existe em seu filho

Sempre digo isso para todos os pais que conheço e normalmente, eles acham que eu quero dizer que eles façam com que seus filhos se tornem donos de negócios.

E não é. Isso é uma visão míope do que é ser empreendedor. Há uma frase de Pinchot que diz: “Empreendedor é todo sonhador que realiza.” Então, o que quero dizer é: “Deixe seus filhos sonharem, pois isso é o começo da busca de realização e felicidade.”

Várias histórias me fazem pensar que estou certa em meu pensamento e comportamento, pois é assim que lido com minha filha de 5 anos.

Domingo, estava assistindo ao Faustão e vi a história da Marta, jogadora de futebol e sua mãe disse em seu depoimento que quando criança a Marta adorava jogar futebol com os meninos, sempre estava no campinho e ela ficava “acanhada”, pois todo mundo comentava que aquela menina era “esquisita”. Imagina o preconceito em uma cidade pequena no interior das Alagoas!

A mãe da Marta disse que muitas vezes fingiu que não via a filha jogar e chegava em casa e ficava se perguntando no que aquela menina ia dar quando crescesse, mas apesar da simplicidade e do pouco estudo, nunca desmotivou sua filha. A pobreza e o preconceito não foram suficientes para acabar com o sonho daquela “menina esquisita” que se tornou por cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, próspera, reconhecida e FELIZ!

E tenho certeza que muitos dos críticos, hoje mordem os cotovelos de raiva!

Minha filha ganhou no fim de semana um livro de seu padrinho: “Os Sete Hábitos das Crianças Felizes” e como ainda ela não sabe ler, toda noite eu leio um capítulo (Um Hábito) e discutimos sobre o aprendizado.

Ontem, falamos sobre desejos, sonhos e conquistas. Uma das perguntas do livro era: “O que você quer ser quando crescer?” (você já ouviu essa pergunta algum dia? qual foi sua resposta? você lutou por isso ou abandonou por causa de outras pessoas? ou não era significativo? pense…)

Essa é uma pergunta que sempre foi feita em casa e já ouvi de tudo: um tempo atrás ela disse que queria ser palhaço, pois ela ama um palhaço da cidade que chama Bubu (as crianças normalmente detestam palhaços, mas ela adora!). Em nenhum momento a critiquei, vai que de palhaço ela se torna uma proprietária de um Cirque du Soleil?

Em outra ocasião, ela disse que queria ser dona de restaurante por quilo, ela e as amigas seriam as cozinheiras, os amigos seriam os garçons, o papai ficaria na balança e a mamãe no caixa (garota esperta, hein?). Em todos os restaurantes por quilo onde íamos, ela ficava observando tudo e dizia: “Vou montar igual a esse!”

Ontem, ela me disse (como há tempos vem me dizendo) que quer ser médica. Perguntei o motivo da escolha e ela disse que gosta de pessoas e quer ajudá-las  a se curarem, pois muitas pessoas precisam ficar no hospital e ela quer ajudá-las. Que orgulho ver minha filha se preocupando com os outros! Acredito que estamos conseguindo estabelecer nossos valores em seu comportamento.

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que tenho para minha filha e talvez ele tenha ficado chocado, pois a minha resposta foi nenhuma. Apenas disse que espero que ela encontre a felicidade com o caminho que escolher e eu estarei aqui para apoiá-la.

Independente do que ela escolha, ser palhaço, empresária, médica; espero que ela realize seus sonhos, assim como busquei e realizei os meus.

Que tal conversar com seus filhos e fazer a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Mas, prometa que não julgará e nem criticará, apenas ouça e sonhe com eles.

Por quanto tempo sua empresa é capaz de existir?

Quantos de vocês já ouviram falar da importância de se ter uma Missão tanto pessoal quanto Empresarial?

Porém, quantos sabem realmente para que serve e como estabelecê-la?

Acho muito engraçado quando se fala sobre missão, as pessoas fazem aquela “cara de conteúdo” como se realmente soubessem do que se trata e na realidade nem imaginam sua real serventia.

Muito tem se discutido da necessidade de uma missão e vejo empresas criando uma apenas para falar que se tem, algo do tipo “Oferecer serviços de qualidade para nossos clientes.” Profundo, não?

Concordo com vários especialistas na área de gestão de que uma missão não é um monte de palavras bonitas para enfeitar um painel na empresa, talvez para simplificar o entendimento poderíamos dizer de que seria um mantra (alguns psicólogos ocidentais dizem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa) ou então um slogan (que dá a ideia ou o propósito da empresa).

Dentro da nossa realidade empresarial, poderíamos dizer que o estabelecimento de um “mantra” ou um “slogan”com significado pode envolver todas as pessoas em prol de um objetivo e fazer com que elas executem ações para alcançá-lo.

Normalmente, até para facilitar a fixação, um mantra ou slogan é uma frase curta, mas que resume o que a empresa é e o que ela fará para atingir sua visão de futuro.

Quer ver um dos exemplos mais notáveis? Quando se fala em “Keep Walking” (continue caminhando), você consegue saber de qual empresa falamos? Mesmo estando em inglês?

Pois é, mesmo não gostando de whisky, tenho certeza de que você disse “Johnnie Walker”.

Walker é o sobrenome do homem que iniciou esse império há mais de 200 anos, na realidade seu nome era John. Todos os Walkers seguindo esse mantra ou slogan fizeram com que a empresa fosse crescendo em produtos e mercados por meio de inúmeras inovações. Eles souberam utilizar seu nome e promover um mantra que os levasse a caminhar pelo mundo.

Apesar de terem um enorme mercado, nenhum dos Walkers se acomodaram, “continuaram caminhando” tanto nos bons momentos quanto nos maus.

Esse mantra forte faz com que a marca esteja sempre na cabeça de consumidores, funcionários, acionistas e até mesmo do público que não consome o produto.

Todas as propagandas que são feitas remetem à ideia de “Keep Walking” e muitas vezes o produto nem é citado.

Muitos empresários não pensam em como seria sua empresa daqui a 1 ano, imagine daqui 200 anos!

Será que não seria hora de pensar como você gostaria de ver sua empresa a longo prazo? Como as pessoas poderiam se referir a ela? Qual seria a sua história? Será que ela seria digna de ser contada?

Qual será o seu mantra?

PS.: Assista ao vídeo sobre a história de Johnnie Walker e Keep Walking