Empreendedores podem…

Resolvi não escrever um post, mas colocar um vídeo muito bacana sobre Empreendedores, curtam:

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Para vender melhor: conheça sua empresa, seus produtos, seus serviços e principalmente… seu CLIENTE

Alguns empresários dizem que não vendem porque seus clientes são exigentes, querem tudo e mais um pouco, não querem pagar e várias outras desculpas.

Mas o que realmente vejo é que muitos não conseguem vender pois não conhecem sua empresa, não sabem o que devem e podem ofertar e principalmente não conhecem seu cliente.

Nem sempre temos tudo o que o cliente procura, mas muitas vezes não conseguimos entender o cliente e assim, atendê-lo bem, mesmo com muito pouco.

Quando eu tinha uma loja de informática e materiais de escritório, nem sempre dispunha do que o cliente me pedia, mas me disponibilizava a encontrar e entregar a ele. E ele esperava? Sim quando podia e quando não podia até  comprava em outra loja, mas nunca deixava de frequentar a minha, pois sabia que seria atendido bem.

Adoro almoçar ou jantar com minha família e amigos em um restaurante em Mogi das Cruzes que se chama O Berro. Comida caseira, poderíamos dizer que é um PF (prato feito) chique e que custa bem além do que pagaríamos em alguns lugares. Mas o que nos faz gostar tanto de lá?

Em primeiro lugar, a comida maravilhosa com ingredientes de primeira linha. Um feijão e uma farofa que nunca consegui fazer igual (isso que sou até uma boa cozinheira), uma salada com alface que não possui nenhum machucadinho, nem ferrugem, carnes maravilhosas, suculentas e no ponto certo!

Mas, além disso, o atendimento que é primordial e sem ele, talvez não acharíamos a comida tão deliciosa assim. O José Carlos, o proprietário, sempre está próximo a entrada, cumprimentando as pessoas. Não sou uma frequentadora tão assídua, mas ele se lembra de minha filha da época que era bebê e em sua simplicidade, ganha nossa simpatia (ainda mais falando de nossa filha).

Outro dia, minha filha pediu para meu marido um chocolate e ela foi verificar se havia no caixa e voltou dizendo que “acho que não tem”. O José Carlos veio à nossa mesa e disse que por causa do calor ele tirou os chocolates, mas se quiséssemos ele mandaria buscar na padaria. Agradecemos, mas dissemos que não seria preciso.

Por que você acha que um empresário como esse está no ramo há décadas e com o restaurante sempre cheio? Mesmo com crises e tudo mais? Será que é preciso dizer algo mais?

Por isso, pare de reclamar. Busque conhecer seu cliente e oferecer algo que o deixe tão satisfeito que fará um propaganda gratuita de você, assim como estou fazendo do O Berro.

Ah! Não posso deixar de dizer que não é só o José Carlos que nos atende bem, todos os funcionários se espelham no exemplo do patrão e são maravilhosos! Isso é outra coisa, não adianta você falar para seus funcionários atenderem bem os clientes se você não faz. Você precisa e DEVE ser o exemplo.

Assista a um trecho do filme A Vida é Bela que é uma verdadeira aula de venda e atendimento ao cliente:

Você está disposto a se entregar de corpo e alma para um novo negócio?

A maioria de nós foi educada para ser funcionário de uma empresa ou então, ter estabilidade em um emprego público. Porém, um dos maiores sonhos dos brasileiros é ter seu próprio negócio.

E por quê?

Existem algumas crenças:

1.       Ficar rico

2.       Não ter patrão

3.       Ter liberdade

4.       Ter tempo livre

5.       Fazer apenas o que gosta

6.       Ter qualidade de vida

E você? Por que deseja ter um negócio próprio?

Saiba que essa decisão te levará a uma vida cujas decisões serão apenas de sua responsabilidade, pois muitas vezes não temos com quem compartilhá-las. Uma vida de muito mais trabalho do que quando você é um funcionário. Uma vida de muito mais horas trabalhadas. Uma vida financeira nem sempre tão próspera quanto você imaginou. Mas, uma vida plena se realmente é isso que você deseja!

Porém, viver uma vida empreendedora plena significa se entregar de corpo e alma para o negócio que você decide montar.

Devemos colocar todas as partes de nosso corpo para funcionar em prol do negócio.

Primeiro, ao estabelecer um negócio devemos focar em algo que faz nosso CORAÇÃO bater mais forte, você já deve ter ouvido falar “encontre algo que ama fazer e nunca mais trabalhará”. Você deve encontrar algo que traga um significado especial para você e não apenas o retorno financeiro.

Se você fizer algo que não tenha significado, a longo prazo haverá a desmotivação mesmo sendo algo lucrativo.

Porém, cuidado ao se deixar levar apenas pelo CORAÇÃO, por isso temos que utilizar outras partes do corpo para nos direcionar rumo ao negócio ideal.

Utilize a CABEÇA para planejar seu negócio, nesse momento é hora de se utilizar a razão. Busque informações, analise os riscos e planeje.

As PERNAS servirão para te levar para conhecer novos lugares. Nunca se deixe acomodar, por melhor que seu negócio vá. Visite concorrentes, clientes, novos mercados e poderá encontrar oportunidades.

Os BRAÇOS serão seus instrumentos para operacionalizar sua empresa. Nenhum negócio é só planejamento, o resultado só virá de muita execução.

Você deverá utilizar os OLHOS para visualizar seu futuro e buscar novas oportunidades. O olhar do empreendedor é valiosíssimo para encontrar novidades para seu cliente. Além disso, você deverá encher os OLHOS do seu cliente com produtos chamativos, vitrines atraentes, pratos bem montados.

Além disso, lembre-se que os OUVIDOS são essenciais para conhecer melhor seus clientes, funcionários e parceiros, ouvir seus concorrentes, obter informações do mercado.

O NARIZ é a parte do corpo por meio do qual você vai sentir o cheiro desse mercado. Você já ouviu pessoas falarem: “Isso não está cheirando bem…” Aqui funciona o que as pessoas chamam de feeling, mas que não tem a ver com um sexto sentido mágico, mas sim com experiências absorvidas durante sua vida e que compõem informações valiosíssimas para seu negócio.

E utilize a BOCA para se comunicar com as pessoas, conversar com clientes, funcionários e parceiros. Buscar alianças estratégicas para incrementar seu negócio.

Por último, como tempero mais do que especial, despeje toda sua ALMA nesse novo negócio. ALMA vem do latim “anima” que é o princípio que dá movimento ao que é vivo.

Uma empresa precisa ser movimentada para crescer e se manter e quem irá promover isso será você: o EMPREENDEDOR. Por isso, dedique-se de CORPO e ALMA a este novo desafio!

A partida de um dos meus heróis

Vou me permitir sair um pouco do foco do empreendedorismo para prestar uma homenagem.

Todos temos nossos heróis, nossos ícones e vamos moldando nossa vida seguindo seus exemplos, ouvindo suas histórias.

Hoje (01/04/2011), um dos meus heróis parte de minha vida, meu querido “tio” Minor Harada.

Não era meu tio de sangue, mas uma pessoa que me deixou muitas histórias suas para contar e acredito que isso o deixa muito feliz, pois ele foi um dos maiores contadores de histórias que já existiu.

O mundo é realmente redondo, tio Minor foi amigo de infância de meu pai quando moravam na “roça”, mas meu pai veio para a “cidade” e cada um foi viver sua vida.

Porém, o destino proporcionou o reencontro, no fim da década de 70 para o início da década de 80, conheci as duas filhas do tio Minor, a Renata e a Carla com quem estudei e nos tornamos amigas. Minha mãe se tornou amiga da mãe delas e meu pai reencontrou o amigo de infância.

Foram tempos felizes e tantas histórias para contar, as meninas moravam no sítio e muitas vezes eu e minha irmã passávamos dias lá e nos divertíamos a beça. Lembro sempre da mesa de jantar e o tio Minor contando histórias. Acho que foram as primeiras vezes que havia ouvido palavrões, ele era realmente um “desbocado” e eu adorava estar lá, pois parecia que as regras haviam passado longe dele.

Tio Minor sempre gostou de comer bem, mas de beber bem; ele gostava muito mais, quantos Natais levei vinhos ou cervejas para ele. Lembro quando ele disse que nós deveríamos aprender a beber em casa e não fora, para não dar problema (e acho que ele tinha razão, talvez por isso, sempre fui comedida).

Meu tio foi o primeiro presidente da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes de origem nipônica, foi vereador, presidente do Sindicato Rural, enfim, sempre ligado à política. Algo que ele gostava e se dedicava.

Teve como padrinho Carlos Lacerda e como eu me deliciava quando ele começava a contar as histórias de décadas, além de seus picantes comentários sobre a política local. Sempre com uma enorme dose de bom humor!

Adorava as festas em sua casa, pois a tia Mitchian (sua esposa) sempre preparava mesas e quitutes maravilhosos, mas o tio Minor nunca ficava até o final da festa, sempre ele sumia para dormir. Quando o procurávamos, ele já tinha sumido e isso nos divertia; não era de fazer tipo, fazia o que achava que tinha que fazer e dizer (talvez, por isso, algumas pessoas não simpatizavam com ele). Mas era isso que me fazia admirá-lo: a sua franqueza e assertividade.

Ele foi meu primeiro chefe, me ofereceu meu primeiro emprego, no dia do pagamento ele me chamava ao escritório e me perguntava qual era o valor da mensalidade da faculdade e me entregava um cheque com o valor exato. Foram aproximadamente seis meses trabalhando com ele até que um dia ele me pediu para ir fazer uma entrevista na Cia. Suzano de Papel e Celulose para um estágio que havia conseguido com um amigo.

Quando entrei na empresa, alguns me olhavam torto, afinal eu tinha um QI (quem indicou), mas trabalhei com afinco para honrar o nome do tio Minor. Fiquei por 5 anos e só saí para ingressar no programa trainee da Brahma.

Ele foi um guerreiro na luta contra um câncer. Em um dos nossos últimos encontros, ele disse que ele deveria ter sido jornalista e tenho certeza de que seria um dos mais brilhantes, pois tinha um poder enorme de comunicação.

Uma época, escrevi alguns artigos para um jornal local e tempos depois, descobri que ele havia lido e elogiado a qualidade dos textos, percebi que ele tinha sentido orgulho de ter sido meu “padrinho” profissional e fiquei muito feliz.

Há pouco, estava em seu velório e fiquei ouvindo as histórias que contavam sobre ele e todas lembravam seu jeito escrachado e divertido de ser. Tenho certeza de que ele foi um homem feliz, pois deixou histórias que deixaram boas lembranças.

Como um excelente piadista, ele escolheu o dia primeiro de abril para subir aos céus e fazer graça lá em cima. Ao chegar lá, deve ter despejado seu roteiro enorme de palavrões e agora, mais calmo, deve estar contando suas histórias para São Pedro e os anjinhos.

E eu, perdi um dos meus heróis e fiquei pensando que talvez, a última homenagem seria escrever a nossa história. Afinal, o político, o empresário, o pai, o marido, o amigo que queria ter sido jornalista gostaria muito de um texto que pudesse retratar um pouquinho de si.

Não sou jornalista, mas peguei o gosto pelas letras e pelas histórias com meu tio Minor.

Sou grata por tê-lo comigo e estou certa de que o céu está mais divertido a partir de hoje!