A desconstrução de uma imagem – Case Sandy Devassa

Quando uma empresa ou uma pessoa constrói uma imagem, é muito difícil ela ser desconstruída e isso também vale quando se desconstrói uma imagem, talvez seja ainda mais difícil, reconstrui-la.

Quando vi o comercial da Devassa com a Sandy, ri muito porque aquilo me gerou totalmente uma “disfunção cognitiva”, isto é, a imagem que tinha da Sandy não batia com o tipo de produto e isso gerou uma total confusão dos meus pensamentos e consequentemente, talvez, até inconscientemente, meu cérebro dizia: “isso é propaganda enganosa! Não compre esse produto! A Sandy nem tem cara de que gosta de beber!”

Tanto que o negócio não vingou que a propaganda não continuou a ser vinculada. Nas entrevistas, a Sandy afirma que não é tão certinha, de que tem seu lado divertido (no dicionário a palavra significa alegre, engraçado, mas não é sinônimo de devassa que é libertina, licenciosa, dissoluta, crapulosa, desregrada).

Eu pergunto, o que tem de mais em se manter com a imagem de certinha que ela construiu? Quem gosta da cantora Sandy, vai continuar adorando.

Faço uma associação com empresas que construiram uma imagem para um determinado mercado e de repente para entrar em um outro mercado, resolvem mudar totalmente sua imagem. E o que acontece? Por não parecer verdadeiro, acabam perdendo os clientes antigos e não ganham os novos.

Talvez, a Sandy esteja fazendo a mesma coisa. Quer atuar em outro mercado e assim, começa a “tentar” criar uma nova imagem. E sinceramente, não precisa mudar, pois é uma excelente cantora e que terá sempre um público cativo.

E pior, sempre digo: às vezes é melhor ficar quieto para não se enrolar mais ainda. Nas entrevistas a fim de justificar sua escolha, ela diz que não gosta de cerveja, mas diz que já tomou um porre (eu já tomei alguns e nem por isso me considero devassa) e afirma que outros artistas como a Xuxa e o casal Angélica e Luciano Huck não usam os produtos que mostram em propagandas.

Outro problema, fale por você, não pelos outros. A assessoria da Xuxa e do casal maravilha (que adoro!) afirmaram que utilizam e provavelmente, ficaram aborrecidos com as declarações da Sandy, queimando seu filme com eles. Ainda mais o Luciano que já fez especiais com ela e o Junior, a convidou para participar do Soletrando.

No mundo empresarial isso acontece quando uma empresa começa a expor seus parceiros ou concorrentes para tentar justificar suas ações. E o que acaba acontecendo? Fica mal visto pelo mercado.

Quantas Devassas você tomou por causa da Sandy? Eu, particularmente, nenhuma, já tenho minhas bebidas preferidas (cerveja já foi uma delas). Agora, se ela fizesse propaganda de produtos mais com a cara dela, por exemplo: livros e produtos educacionais – ela se formou em letras, é articulada, escreve e fala bem, parece estudiosa; eletrodomésticos e produtos para casa – casada com um rapaz que também parece um bom menino e ela parece ser organizada; cosméticos – ela tem a pele linda; acho que eu experimentaria, afinal ficaria muito mais congruente e não me daria essa confusão mental!

Você que possui uma empresa, veja qual a imagem que você passa. Se for do bem, continue a trabalhá-la dessa forma. Se é tradicional, pode até dar um ar mais moderno, mas faça isso com produtos e serviços inovadores e continue a contemplar sua tradição, pois isso dá credibilidade e mantém sua empresa.

Agora, se sua empresa possui uma imagem ruim no mercado, às vezes, nem a melhor agência de propaganda consegue reverter a situação. Por isso, cuide sempre da sua imagem e da imagem de sua empresa.

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Dicas para Empretecos

Quem são esses seres chamados “Empretecos”?

São pessoas que realizaram o Seminário Empretec ministrado no Brasil pelo Sebrae, mas elaborado pela ONU que trabalha as características do comportamento dos empreendedores, isto é, por uma pesquisa realizada entre as décadas de 70 e 80 por duas empresas a MSI e a MCBer, verificou-se que os empreendedores de sucesso possuiam 10 características em comum que são:

1. Estabelecimento de metas – sabem onde querem chegar

2. Busca de Informações – coletam informações no mercado para subsidiar suas decisões, planejamento e análise de riscos

3. Planejamento e Monitoramento Sistemático – planejam todos os passos da empresa, criam índices para monitorar os resultados

4. Busca de Oportunidades e Iniciativa – buscam novas oportunidades no mercado e atuam em prol disso

5. Exigência de Qualidade e Eficiência – acreditam que tudo pode melhorar, procurando fazer algo mais barato e rápido

6. Correr Riscos Calculados – analisam os riscos do negócio e buscam formas de minimizá-los

7. Comprometimento – quando prometem, cumprem

8. Persistência – se existe uma meta, não desistem, buscar formas de alcançá-la

9. Persuasão e Rede de Contatos – estabelecem uma rede de contato para utilizá-la para abrir portas e se manter aberto para ser útil aos outros

10. Independência e Autoconfiança – acreditar em sua competência e seguir em frente, mesmo diante dos obstáculos

O seminário Empretec é considerado um dos melhores cursos de empreendedorismo do mundo e é voltado totalmente para o autoconhecimento a fim de que o empreendedor possa mudar comportamentos que podem prejudicá-lo na busca de resultados.

Ontem, durante uma palestra no Senac Santo Amaro sobre Gestão da Inovação encontrei um casal de Empretecos e uma das coisas que me perguntaram foi: “Como continuar a praticar os comportamentos sem perder a motivação?”

Essa é uma pergunta que sempre me fazer, por isso resolvi dar algumas dicas para os Empretecos:

1. Verifique seus comportamentos mais fortes e pratique-os, pois com certeza, apesar dos problemas que já ocorreram, foi por eles que muitos conseguiram manter suas empresas.

2. Verifique seus comportamentos a melhorar e busque ferramentais para ajudar na prática. Exemplo: se seu comportamento de Planejamento e Monitoramentos Sistemático não é tão forte e você se perde na gestão financeira de sua empresa, busque um curso na área (aqui vai uma propaganda: faremos um curso em junho – visite www.espacodoempreendedor.wordpress.com/curso-de-financas/ )

3. Junte um grupo para compartilhar os problemas e buscar soluções em conjunto. Vários Empretecos se reúnem e fazem Busca de Informações para as empresas participantes, auxiliam a elaborar o Plano de Negócios, dão “pitacos” para ajudar na construção de empresas melhores

4. Frequente palestras focadas em suas necessidades, existem várias gratuitas. O Senac-SP está promovendo até 30/06/2011 várias palestras em suas unidades.

5. Converse com outros empreendedores, visite outros negócios (concorrentes inclusive), leia mais (jornais, revistas, blogs)

6. Escreva… escreva… escreva… Isso ajuda no planejamento e deixar a cabeça vazia para pensar em coisas novas

7. Procure conhecer seu cliente, converse com ele, veja como ele age. Seja inovador

8. Planeje seu tempo para fazer tudo isso. Dica www.triadps.com

9. Adoro o número 9 e por isso, vai a última dica: escreva suas metas SMART e faça o planejamento para alcançá-las. Compartilhe e peça ajuda aos outros para chegar lá!

Espero ter ajudado um pouquinho e se quiserem saber sobre mais algo, é só enviar os comentários!

Estágios de carreira

Li um material de uma consultoria chamada Novations Group que fala sobre quatro estágios de carreira e demonstram cada uma delas com uma equação que achei bem bacana na qual demonstra o resultado de seu trabalho.

Sendo que:

V = value added (valor agregado que você cria para a empresa)

Y = you (você – suas habilidades, competências, paixões, talentos, experiência e o trabalho duro que o traz para o “jogo”)

n = number of people (número de pessoas que te influenciam ou são influenciadas por você)

Assim temos:

1. Estágio 1 – Dependendo dos outros. Momento inicial que o profissional precisa ser humilde para aprender a realizar seu trabalho, ouvir e respeitar as ideias das outras pessoas. Ainda não conhece bem o ambiente, as pessoas e o trabalho para querer impor suas posições. Por isso, a equação é V = Y/n. Isso quer dizer, o valor agregado ainda é pequeno, pois você é uma pequena parte do todo.

2. Estágio 2 – Tornando-se independente. Assume maiores responsabilidades, mostra sua competência técnica, constrói sua credibilidade, torna-se referência em sua área. Por isso, a equação é V = Y. Isso quer dizer, o valor agregado só depende de seu trabalho.

3. Estágio 3 – Contribuindo através dos outros. Momento de compartilhar conhecimento e se tornar também um recurso para as outras pessoas, foco no trabalho em equipe. Pode se tornar um líder de equipe ou de projeto, mas sempre estará com pessoas. Por isso, a equação é V = Y * n. Isso é, o valor agregado virá da multiplicação de sua competência pela quantidade de pessoas que você conseguir mobilizar em prol do resultado.

4. Estágio 4 – Conduzindo a organização. Apenas 5% dos profissionais chegam até este estágio, pois é o lugar dos estrategistas, que veem a empresa como sua, têm uma visão de futuro da organização; são os inovadores.  Por isso, a equação é V = Yn . Isso quer dizer, ao utilizam os talentos da empresa, o valor agregado cresce de forma exponencial.

E você? Em que estágio está? Quer partir para o próximo? Já sabe o que fazer?

Contatos e negócios no mundo virtual

Até que lido bem com a tecnologia, com o avanço das redes sociais. Mas mesmo assim, fico, muitas vezes, surpresa e posso dizer, maravilhada com as coisas que acontecem no mundo dos negócios e que tenho vivenciado.

Contarei minha experiência em ser instrutora de treinamento no Brasil de uma empresa inglesa. Fato inusitado? É claro que não, vários profissionais atuam no Brasil por meio de empresas estrangeiras. Porém, o que é bastante inusitado é o fato de eu nunca ter visto e nem ter sido vista por ninguém dessa consultoria.

E como começa essa história.

Em 2008, recebi um e-mail de um amigo Christian Barbosa da Triad PS dizendo que um argentino havia realizado um contato via LinkedIn sobre indicações de profissionais para atuar na área de treinamento no Brasil e me perguntou se interessaria e confirmei o interesse.

Alguns dias depois, Edmundo Baron da Aprehender, consultoria argentina, entrou em contato, solicitou meu currículo, disse já havia acessado meus perfis e blog na Internet e me convidou para ministrar treinamentos para duas consultorias inglesas no Brasil (a Tercon e a Primeast).

Edmundo me disse que enviariam todo o material do curso via e-mail, teria um tutor que me atenderia via skype, nosso contato também seria via e-mail e o material para os participantes seria enviado diretamente para o local do treinamento em Curitiba.

O primeiro curso foi de Virtual Teams (perfeito para meu primeiro trabalho nesse formato) e o segundo de Coaching Skills.

Sinceramente, fiquei um tanto desconfiada, pois estava tão acostumada com reuniões presenciais, ter de olhar na “cara” das pessoas. Como enviaram os e-tickets da passagem aérea (só reservam Tam) e o voucher do hotel (alto nível – Pestana ou Sheraton), resolvi testar essa solicitação de trabalho. Analisei que se eles não me pagassem, também não teria tanto prejuízo, só pelo material enviado, já teria compensado o aumento de conhecimento.

Fui para o treinamento, local excelente, participantes que já tinham recebido material pre-work e depois receberam o restante no local, coffee-break pontual, almoço corretíssimo.

Terminado o treinamento, instruções via e-mail para escanear comprovantes de gastos (táxi, alimentação e outros) e enviar para o responsável para efetuar o pagamentos dos meus gastos e honorários.

Avaliações e folha de presença deveriam ser enviadas via DHL ou Fedex para a central de treinamento e aí era só esperar o depósito em conta corrente.

Fiquei um mês pensando se tudo aquilo ia dar certo até que o gerente do banco me ligou e pediu para eu ir receber a remessa do exterior que havia chegado. E não é que veio tudo certinho?

Com a crise de 2009, a empresa suspendeu os treinamentos no Brasil, mas esse ano retomaram e solicitaram meus serviços novamente.

Essa experiência de eficiência e acreditar em seu parceiro local me faz repensar sempre a forma como fazemos negócios. A empresa nunca me pediu para assinar um contrato de sigilo e nem de que eu não utilize o material. Ela simplesmente acredita que sou uma profissional ética e honesta.

Talvez, no Brasil, estamos tão acostumados a ver coisas erradas acontecendo que deixamos de acreditar nas pessoas e nos tornamos demasiadamente desconfiados fazendo com que tudo seja documentado e se torne lento.

Além disso, o respeito pelos acordos é algo que acho extraordinário ao trabalhar com esse pessoal da Aprehender e Tercon.

No último treinamento de Career Development, eles não conseguiram me enviar os slides traduzidos como acordado, sendo assim, solicitaram a gentileza de que eu fizesse a tradução e me pagariam um extra pelo serviço. Se fosse no Brasil, talvez me falariam: “Quebra um galho, vai?! Não custa nada!”

Por isso, acho que devo e posso aprender muito com essa experiência, tornando minha empresa mais eficiente quebrando alguns paradigmas de mercado, trazendo muito mais resultados para mim, meus parceiros e clientes.

Já estamos revendo alguns processos, em breve, teremos novidades!