Filme: “A Lenda dos Guardiões”

Feriadão, resolvemos fazer uma sessão de filmes e um deles foi “A Lenda dos Guardiões” que pegamos para assistir com nossa filha de 5 anos.

O personagem principal é Soren, uma coruja que adora as estórias que seu pai conta sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um grupo de guerreiros que lutaram para proteger as corujas “do bem” das corujas “do mal”.

Enquanto, o irmão de Soren acha tudo uma bobagem; ele acredita em seus heróis e sonha em se tornar um verdadeiro Guardião.

O que era um conto se mostra real. Soren consegue montar um verdadeiro time e busca salvar as corujas. Não vou contar o que acontece para não acabar com a surpresa!

Em uma das partes, a mãe de Soren pergunta ao pai se ele não se preocupa pelo filho ser tão sonhador e ele responde que se preocupa com todos os filhos da mesma forma. E pela minha percepção, sua preocupação verdadeira está sobre aquele que não sonha.

Como mãe, percebo a importância de estimular os sonhos em nossos filhos, isso fará com que eles construam sua visão de futuro, possam ser estimulados a ter autoconfiança e esperança. Serão adultos mais determinados. Muitos pais dizem que precisam trazer às crianças à realidade, pois querem evitar seu sofrimento.

Por que tentar transformar nossas crianças em adultos racionais que não devem acreditar em Coelho da Páscoa e Papai Noel? O que isso trará para eles? Dizer que eles devem entender que a vida é dura? Para quê? Eles aprenderão isso, no seu tempo e do seu modo.

Quantas vezes nossos pais falavam para não corrermos que nos machucaríamos e não dávamos ouvidos e quando realmente acontecia, chorávamos e só aí aprendíamos.

Vejo tantos pais repreendendo crianças quando dizem que querem ser caminhoneiros, artistas de circo, motoboys. Deixem que eles sonhem… eles terão tanto tempo para mudar ou não… para que sofrermos por algo que nem sabemos como será?

Conheço tantos adultos que nunca sonharam e hoje são infelizes, pois nunca desenvolveram essa capacidade e hoje, fica muito mais difícil soltar a imaginação em busca de seus sonhos, não se permitem, acham ridículo, se fecham às possibilidades de escolha. E muitos escondem uma grande insegurança.

Nos sonhos, nada é proibido, tudo vai dar certo e por termos essa crença (principalmente para aqueles que foram crianças sonhadoras), tiveram iniciativa, não tiveram medo de buscar realizar o sonho.

É claro que muitos se machucaram, outros se decepcionaram, mas não deixaram de acreditar na possibilidade e isso é o mais importante!

Ao contrário daqueles que não sonharam, foram vivendo a vida que os outros impuseram, vivendo o medo dos outros, foram “escondidos” ou “protegidos” para não se machucar ou se decepcionar. E hoje, como adultos continuam fugindo da vida, mas no fundo, possuem cicatrizes maiores do que os sonhadores, pois é uma cicatriz na alma e não no corpo!

Não estou dizendo para largarmos nossos filhos, mas deixarmos que eles sonhem, criem, inventem estórias, tenham amigos imaginários, finjam que são outras pessoas, além de incentivar a encontrarem seus caminhos, você ajudará seus filhos a serem melhores pessoas.

Vou contar um fato que aconteceu com minha filha de 5 anos.

Ela disse que queria ser médica, florista e bombeira. Em nenhum momento, meu marido e eu dissemos algo contra, apenas a questionamos o porquê dessas escolhas e ela disse que gostaria de ajudar as pessoas e cuidar de flores é muito bom!

E por muito tempo, ela continuou dizendo a mesma coisa e sempre conversávamos sobre isso, mas nunca disse que não daria para fazer tudo ou era um absurdo.

Até que um dia, ela me disse que esteve pensando e que ela só ia ser médica porque era muita coisa para se fazer ao mesmo tempo. Pronto! Ela chegou a uma conclusão sozinha e com apenas 5 anos.

Isso me dá a certeza de que estou no caminho certo e curtirei com ela todos os seus sonhos!

Deixe seus filhos voarem (viverem) como as corujinhas do filme!

As três caixas da vida

Segundo o escritor Richard Bolles, nossa vida está dividida em três caixas:

1. Caixa da Educação

2. Caixa do Trabalho

3. Caixa da Aposentadoria

Nos treinamentos, quando apresento essas caixas, faço a seguinte pergunta: “Qual caixa que você tem o maior foco hoje?” Será que você consegue descobrir o que todos respondem (ou a maioria)? Obviamente, a resposta é Caixa do Trabalho.

Segunda pergunta: “Quem tem se dedicado à Caixa da Educação?” Alguns respondem que estão estudando, outros dizem que gostariam de estudar, mas não conseguem tempo.

Terceira pergunta: “Quem tem se dedicado à Caixa da Aposentadoria?” Poucos (muito poucos) respondem que sim e ao questioná-los sobre o que têm feito, a resposta é “Previdência Privada”.

Vamos verificar qual a ligação dessas três caixas e a importância de manter atenção sobre todas elas.

Quando somos crianças e adolescentes nosso foco maior é sobre a Caixa da Educação, afinal alguns pais sempre diziam ou dizem: “Você tem que ir bem na escola, afinal você só estuda!”

Depois de ter estudado (ou não), nosso foco vai para a Caixa do Trabalho, afinal é de lá que vamos obter dinheiro para conquistar nossos sonhos (mesmo para “ser” você precisará de dinheiro). E aí começa o desequilíbrio.

Quando Bolles fala da Caixa Trabalho, isso não quer dizer que você só deva trabalhar, mas que você consiga trabalhar de uma forma equilibrada, isto é, conciliar sua vida pessoal com a profissional. Afinal, para que você trabalha? Para conquistar seus sonhos e muitos deles estarão na Caixa da Aposentadoria.

Por isso, devemos pensar na conexão dessas três caixas. Se você só foca nos estudos sem pensar em um trabalho, pode virar um estudante profissional sem emprego.

Se você foca apenas no trabalho sem pensar nos estudos, pode se transformar em um profissional ou empreendedor desatualizado, correndo o risco de ficar para trás, pois sempre haverá alguém buscando aprender mais (não estou falando apenas em estudo formal, mas ler publicações, assistir reportagens, acessar internet é um forma de estudar).

Quando você pensar na Caixa da Aposentadoria deve refletir sobre a forma que tem atuado na Caixa do Trabalho. Pense em sua aposentadoria… o que você deseja fazer? Uma segunda carreira (então tem que estudar hoje), ficar de papo para o ar (então tem que começar a guardar dinheiro hoje), ser voluntário (então tem que começar a se preparar hoje).

Quem você deseja que esteja com você curtindo a aposentadoria? Reflita se você (mesmo trabalhando) tem dado atenção suficiente a essas pessoas? Porque se não estiver, provavelmente, elas não estarão com você no futuro e aí para que ter trabalhado tanto, ter juntado dinheiro, mas se não houver ninguém para compartilhar o que você possui?

A Caixa do Trabalho é o momento crucial que servirá para alcançarmos uma aposentadoria feliz.

Lembre-se que é a época de juntarmos dinheiro suficiente para vivermos bem (afinal você acha que o sistema previdenciário sobreviverá por muito tempo?); de praticarmos exercícios e termos uma boa alimentação para chegarmos saudáveis (de nada adianta ter dinheiro, ser doente e gastar um monte em médicos e remédios); de cuidarmos das pessoas que amamos para curtimos momentos bacanas juntos; de pensarmos em um projeto pessoal (afinal, um dia nossos filhos vão cuidar de suas vidas e pouco precisarão de nós).

Cuide dessas três caixas com muita atenção, pensando no futuro e agindo no presente!

Sempre conectado, vai ser difícil não trabalhar o tempo todo por Silvio Meira

Encontrei este post do fantástico Silvio Meira e gostaria de compartilhar com vocês:

Vez por outra me perguntam quanto tempo eu “passo na internet”. No começo, há uns quinze anos, a pergunta ainda fazia sentido; afinal de contas, em 1995 eu só tinha internet, e daquelas muito lentas, na minha sala no CIN/UFPE.

Para a vasta maioria da população, internet era mais uma curiosidade. Pra mim, era trabalho e, como o trabalho não ia para casa, pois as máquinas do trabalho –e mesmo a parca conexão de lá- eram inviáveis em casa [nem pensar no celular, então]… quando eu queria entrar na internet o jeito era ir para o local de trabalho.

E cansei de passar sábados, domingos e noites muitas na internet, “lá no trabalho”. Foram bons tempos, aqueles; mas saudade zero, deles. O inferno foi tão bem pensado e construído que a internet, lá, é garantidamente lenta. Além de, claro, só existir no local de trabalho…

A última das perguntas de Gabriel Dudziak, também o fim da nossa série de textos [depois de um, dois, três, quatro, cinco conversas resultantes da mesma entrevista], é a versão contemporânea da pergunta original sobre o tempo que passamos na rede: Como você vê o fato de hoje termos que ficar conectados e informados praticamente 24 horas por dia? A tecnologia que era para ajudar o ser humano a se libertar de afazeres e serviços repetitivos está aprisionando-o?

Minha resposta é…

Só fazemos mais do que fazíamos antes (os que fazem, e não são todos) porque queremos fazer mais.

Somos agentes livres, dentro de um ambiente em que cooperamos e competimos para sobreviver. Este “sobreviver” é que dá o nome ao problema; muitas vezes queremos “sobreviver” num apartamento maior, com um carro melhor, viajando mais, para lugares mais caros, tomando vinhos cada vez mais sofisticados, e nunca nos perguntamos se o esforço que realizamos para tal vale a pena. Perdemos um pouco, ou quem sabe, muito, do nosso ser para o ter, que na maioria das vezes nem nosso é, é das comunidades de que fazemos parte.

Como a rede deslocaliza e dessincroniza as ferramentas e meios de trabalho, numa sociedade em que quase todos somos criadores e manipuladores de informação, a oportunidade de “fazer mais” está sempre ao nosso lado. E vai estar cada vez mais, à medida que nosso padrão de conectividade se torne móvel, de boa qualidade e baixo custo, nesta década.

Vai ser difícil não trabalhar o tempo todo. Os que conseguirem ter tempo para outras coisas, desligados de suas conexões, talvez aproveitem uma outra vida, assim, “meio desligada”. Não significa que viverão menos, mais, ou melhor.

Pouco importa; no fundo, somos e seremos todos diferentes e é isso que queremos: o direito, para todo o sempre, de sê-lo.