Jovens “no limite” ou “sem limite”?

Apesar de nunca ter sido fã da Amy Winehouse, sinto uma sensação de impotência ao ver que mais uma vez a falta de motivação venceu a VIDA.

Por que digo falta de motivação e não drogas? Primeiro porque acredito que as drogas foram apenas um instrumento para se sentir melhor, suprir uma ausência, buscar um conforto para a falta de um motivo maior para viver.

Sou mãe de uma garota linda e cheia de vida de 5 anos, mas que todos os dias quer mais. Não estou dizendo do querer de coisas materiais, mas de desafios, de novos conhecimentos, de buscar cada dia mais seu limite ou até o ultrapassando.

Quantas vezes, vejo minha filha “no limite” do cansaço, do sono e luta para se manter acordada, brincando, parecendo que o mundo irá acabar.

Quantas vezes, vejo minha filha em situações “sem limite” e acaba falando coisas que não deve ou se machucando.

Quantas vezes, tenho deparado com jovens na idade de Amy atuando em grandes corporações com funções de liderança que tiveram um crescimento veloz que para preencher o vazio da falta de preparo para lidar com pessoas beiram “o limite” da arrogância e intolerância para se protegerem. Ou ainda passam “do limite” da falta de respeito e se acham “blindados”.

Os jovens se desenvolvem cada vez mais rápido, pois aprendem mais rápido, vivem em um mundo muito mais veloz, conseguem coisas mais rapidamente e talvez, até mais facilmente, principalmente quando existem pais que dão tudo para que não fiquem frustrados.

Mas, a frustração é algo que nossos filhos precisam aprender a superar e por si próprios! Isso fará com que eles sempre busquem seus desafios pessoais e soluções para seus problemas.

Jovens talentosos que conseguem tudo muito cedo e muito mais facilmente, podem chegar em um período da vida sem nenhum desafio a ser conquistado e chegando a esse “limite”, a pergunta é: “O que eu faço para me motivar já que consegui tudo?”

Cada vez mais, vejo jovens muito cedo estarem desmotivados e assim sendo buscam uma solução no mundo externo, por exemplo: trabalhando demais (virando verdadeiros workholics), inúmeros relacionamentos amorosos, baladas intermináveis, horas excessivas conectados na Internet ou ingressam no mundo das drogas (lícitas e/ ou ilícitas).

Também já fomos jovens e também acreditávamos que nada nos aconteceria, nossos jovens também acreditam nisso; lições de moral não adiantam, gritos e berros também não, então o que fazer?

Acredito que precisamos nos conter e não sermos superprotetores, hoje quase nossos filhos não correm porque muitas vezes preferimos que eles fiquem na “segurança” do lar, assistindo a TV ou no videogame, para não se machucarem.

Queremos dar todos os “brinquedinhos tecnológicos”, pois todos os amiguinhos têm.

Queremos proporcionar tudo o que há de melhor na educação para serem melhores profissionais.

Queremos evitar todo e qualquer sofrimento para que não se machuquem.

E no final das contas, damos “limites” demais ou transformamos nossos filhos em pessoas “sem limites”, pois já que muitos não sabem o que é se machucar, se frustrar, buscar suas próprias soluções, resolvendo seus problemas?

E quando crescem por não saberem seus “limites” vão em busca deles de forma muitas vezes, irresponsáveis e sem retorno.

Podemos fazer muito por nossos filhos: ensiná-los a serem bem educados, respeitarem às pessoas, obedecerem às normas, aprenderem a esperar; fazer com que busquem suas conquistas e sempre estar disposto a ajudá-los, mas não fazer por eles.

Qual o futuro que você quer para seu filho? Deixe que ele busque suas próprias motivações e desafios!

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Um comentário sobre “Jovens “no limite” ou “sem limite”?

  1. Magno Silva Souza

    meu nome é Magno durante a minha infância minha mãe foi bastante rigida comigo alem de ser bastante protegido mas sem moleza alguma eu era (vida conturbada) frustado com berros e gritos como o texto diz e eu fui praticamente um detento estilo da casa pra escola da escola pra igreja quando hj tenho 19 anos de idade claro q um dia eu não suportei isso e tive q provar de tudo que eu queria. mas foi na marra. o estudo eu deixei de lado e passei a trabalhar em qualquer coisa q mim aparecesse e a maioria éra temporarios e no fim de tudo desvalorizado sem motivação nenhuma e sem nada na cabeça para buscar um meio de vida de pelo menos imaginar como começar do zero: se não tenho ajuda de niguem mim arrependo de naum ter estudado e no lugar dos estudos mulheres e internet mas por outro lado axo q meus pais tem sim uma parcela de culpa éspero quem sabe um dia chegar lá animado com fome de vitoria na vida por enquanto é só tristeza de naum ter nada nessa vida espero entrar aki e falar pra todos vcs q minha historia mudou mas não sei se isso ja aconteceu com alguem quando passamos por isso iamginamos q numca mas iremos ser felizes ou ter um meio de ganhar capital bem movimentado pra vcs terem uam idéia eu numca trabalhei numa rossa casado desempregado sem alternativa nenhuma para ganhar dinheiro fui convvidado pra trabalhar debaixo do sol com capangas olhando vc suar parece se divertir com o seu canssaço e eu passei por isso alem de tirar mangas teria q carregar os caminhões e o pior é quando vc não tem costume vc é zombado ali pra quem entra aki e ler isso nuca deixe de correr atraz não, continue estudando sem para corra atraz mesmo q seja a pé mas vai er mélhor do q vc ficar vélho barrigudo e falar poxxa eu poderia ter continuado metendo as caras no livro e hj eu to aki só eu sei q muita coisa q eu escrevi aki não tem nada a ver ou sei lá pode até ter bom quis dividir como estou hj pra vcs por favor estudem ah só mas uma coisas nãofassa mal aos seus filhos imaginado akilo ser o mélhor apar eles mantenha um nivel de independencia conforme vão crescendo eles vão ser felizez endependendte de qualquer classe social que leia isso

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