A ética em nossas pequenas ações diárias

No sábado, no treinamento que ministrei surgiu a questão de que um bom profissional de academia precisa ter ética, assim como qualquer profissional. Falamos tanto nisso, mas quem realmente pratica? Alguns falam tanto de vários políticos sem ética (e concordo!), mas e nós? Praticamos em nossos pequenos atos? Até porque a ética está presente nas nossas ações diárias.

Após o treinamento, fui jantar com meu marido em um restaurante em Mogi das Cruzes. Ao pedirmos a conta e conferirmos, verificamos que haviam cobrado a menos duas cervejas. Meu marido chamou a garçonete e a informou do erro.

A menina ficou com uma cara de susto e agradeceu (é… fazer a coisa certa se tornou algo notório e que deveria ser algo comum). Trouxe a conta (agora correta), pagamos e fomos embora.

No caminho para casa, fizemos uma reflexão sobre o ocorrido. Sempre conferimos as contas, pois não queremos pagar mais do que realmente devemos, mas também devemos pagar o que consumimos.

Afinal, como empresários pensamos no outro empresário que por erro de um funcionário, de um sistema ou seu mesmo, deixa de cobrar um valor do cliente (independente do valor, no nosso caso eram R$ 10,00).

Muitas vezes, o cliente se achando “espertão” porque deixou de pagar o valor sai ainda se gabando do “ganho”. Depois de algum tempo, esse empresário fecha seu negócio e aí aquele cliente “espertão” diz: “Puxa! Fechou, mas eu gostava tanto de lá? Nessa cidade quase não tem lugares bacanas!”

Enfim, é claro que não é nossa culpa a falha da cobrança do empresário, mas se eu sei que está errado porque não falar? Ele pode até fechar por outros motivos, pela má gestão, pela falta de controle, mas “EU” não ajudei a quebrá-lo.

Fico bastante desconfortável quando vejo pessoas que falam de coisas que aconteceram, se enaltecendo de terem levado vantagem sobre outro. Por que precisa ser assim? E muitas vezes por valores insignificantes, mas só pela sensação da “vantagem”.

Gosto muito da propaganda na TV que dois homens estão conferindo o descarregamento de computadores e um diz para o outro que entregaram computadores a mais e insinua que se pegassem ninguém saberia. O outro lembra de sua época de escola em que devolvia o material para sua colega que não lhe pertencia, aí responde ao colega que ele vai saber.

São ações como essa que ensino para minha filha, o que é dela é dela, mas o que não é, deve devolver. São valores e princípios que desejo que ela incorpore. Mário Sérgio Cortella diz que para sabermos se estamos sendo éticos, devemos responder a 3 perguntas: “Posso? Quero? Devo?” Assistam o vídeo no final do post que ele trata sobre ética, vale super a pena pela forma simples que trata esse assunto.

Cortella diz que você tem paz de espírito quando você faz o que você quer, o que você pode e o que você deve; enfim, aí você está sendo ético. Cheguei em casa e dormi com uma paz de espírito total porque fiz o que queria, o que eu podia e o mais importante, o que eu devia fazer na situação por que passei.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s