Funcionário precisa também ser empreendedor

Já fui funcionária de grandes empresas por anos e durante esse tempo tive um grande crescimento profissional e avaliando os motivos pelos quais isso se deu, percebo que pelas características empreendedoras que já possuía na época, mas as utilizava empiricamente, sem saber do que se tratava.

E quais são essas características?

Buscar informações, analisar riscos, aproveitar oportunidades, ter iniciativa, planejar, estabelecer metas, persuadir, trabalhar com qualidade e eficiência, ter persistência, comprometimento e autoconfiança.

Todas essas características são comportamentais (e podem ser desenvolvidas) e aliadas ao conhecimento técnico bem embasado pode ser o diferencial para um funcionário se destacar dentro da empresa onde trabalha.

Não basta ser alguém que apenas vá ao seu local de trabalho, cumpra o solicitado e vá embora, acreditando que sua missão foi cumprida. O funcionário empreendedor deve ter uma visão a longo prazo do que pode oferecer para a empresa, desenvolver produtos e serviços inovadores, vestir verdadeiramente a camisa.

Não quero dizer que funcionário comprometido é aquele que não tem hora para sair da empresa, mas é aquele que proporciona o melhor resultado que pode para a companhia utilizando bem todos os recursos que possui.

O Brasil nunca teve um índice de desemprego tão baixo, em dezembro, a taxa foi de 4,7%, segundo a Revista Exame de 21/03/2012. Nunca houve a oferta de tantos empregos Brasil, porém temos ainda alguns problemas quanto à retenção de profissionais.

Tenho percorrido várias empresas de todos os segmentos pelo Brasil todo e percebo que algumas empresas estão retendo alguns profissionais tecnicamente muito bons, porém com comportamentos inadequados porque não encontram outros para substituí-los nesse mercado aquecido.

Encontro gestores reclamando de funcionários e dizem que gostariam de demiti-los, mas nesse momento é melhor ficar com um “mais ou menos” do que ficar sem ninguém.

Sendo assim, funcionários que hoje acreditam que estão imunes e não precisam ter “algo a mais” para manter seus empregos, cuidem-se porque o futuro será construído por aqueles que sabem exatamente onde querem chegar e como, enfim, os funcionários empreendedores.

 

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Buscar conhecimento e informação é essencial para o empreeendedor

Uma das características de um empreendedor de sucesso detectada por uma pesquisa feita para a Unctad por Marina Fanning, é a Busca de Informações.

E como podemos fazer isso?

Conversando com clientes, fornecedores e concorrentes; lendo publicações e livros sobre negócios, visitando feiras do setor e empresas; consultando especialistas e também estudando.

Quanto mais informações o empreendedor tiver, melhor para que possa realizar o planejamento estratégico de seu negócio. Afinal, poderá analisar melhor os riscos e tomar melhores decisões.

Na Revista Exame de 21/03/12, há uma excelente matéria sobre os Empreendedores brasileiros onde vi alguns fatos que me chamaram bastante atenção.

Muitas pessoas ainda acreditam que para ser empreendedor precisa ter um “dom” ou “dar sorte” com uma ideia e para isso não é necessário ter muita instrução. Já que temos exemplos aos montes de empreendedores de sucesso que não estudaram ou tiveram pouco estudo.

Isto é um mito que está sendo derrubado. Em 2002, apenas 12% dos empreendedores tinha mais de onze anos de estudo; em 2010, esse número dobrou, chegou a 25%.

Segundo, essa matéria, melhoramos muito na questão da formação acadêmica dos empreendedores, mas precisamos nos aperfeiçoar ainda mais. Pois, segundo Mariarosa Lunati (diretora de empreendedorismo da OCDE), “quanto maior a educação que ele (o empreendedor) tem, maior sua chance de sucesso”.

Outro ponto que também melhoramos, mas que ainda podemos ir mais longe são os treinamentos para o empreendedor.

Atualmente, percebo que muitos empreendedores estão buscando cursos para gerir melhor seus negócios. Assim, como os futuros empreendedores buscam cursos para minimizar os erros na montagem de um novo negócio.

Porém, apesar desse aumento, vejo ainda muita gente dando a grande desculpa dos valores dos cursos. Mas se você não investir em si, quem fará? Afinal se seu negócio for bem, quem ganhará? Mas, também se ele for mal, quem perderá?

E outras velhas desculpas são a “falta de tempo” e a distância dos melhores cursos de sua residência. Acredito que isso, poderia até ser verdadeiro há alguns anos. Atualmente, temos várias opções de Cursos Online de qualidade para que o empreendedor possa se atualizar.

Como empreendedores, precisamos estar antenados com o mundo para que possamos desenvolver produtos e serviços inovadores. Por isso, nunca podemos deixar de estudar para adquirirmos novos conhecimentos a fim de aplicar na gestão de nossos negócios.

Conhecimento é o recurso mais valioso e o único verdadeiramente renovável do mundo atual – Thomas L. Friedman

Recebi um link do meu amigo Galdino Iague Neto sobre esse artigo e achei super interessante em compartilhar, pois sempre fui uma defensora da busca do conhecimento, mas principalmente da boa utilização dele.

Esse artigo foi publicado na Uol em 13/03/2012 e foi escrito por Thomas L. Friedman, colunista de assuntos internacionais do New York Times desde 1995, Friedman já ganhou três vezes o prêmio Pulitzer de jornalismo. Vamos lá:

De vez em quando alguém me pergunta: “Qual é o seu país favorito, tirando os Estados Unidos?”.

Eu sempre respondo: Taiwan. “Taiwan? Por que Taiwan?”, as pessoas questionam.

Muito simples. Porque Taiwan é uma ilha pedregosa situada em um mar varrido por tufões, e que não possui recursos naturais para sustentá-la – ela teve que importar até mesmo areia e cascalho da China para construções – e, mesmo assim, esse país é dono da quarta maior reserva financeira do mundo. E isso se deve ao fato de Taiwan ter utilizado o talento, a energia e a inteligência dos seus 23 milhões de habitantes, tanto homens quanto mulheres, em vez de escavar a terra e explorar o subsolo. Eu sempre digo aos meus amigos de Taiwan: “Vocês são o povo mais sortudo do mundo. Como foi que tiveram tanta sorte? Taiwan não tem petróleo, minério de ferro, florestas, diamantes ou ouro, e possui apenas algumas pequenas reservas de carvão mineral e gás natural. Devido a isso, o país desenvolveu o hábito e a cultura de aperfeiçoar as habilidades do seu povo, e essas habilidades acabaram se revelando o recurso mais valioso e o único verdadeiramente renovável do mundo atual. Como foi que vocês tiveram tanta sorte?”.

Pelo menos essa era a minha impressão. Mas agora há uma prova disso.

Uma equipe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acabou de divulgar um pequeno e fascinante estudo que mostra a correlação entre o desempenho no exame Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) – que a cada ano avalia o nível de proficiência em matemática, ciência e leitura de alunos de 15 anos de idade de 65 países – e a renda total proveniente de recursos naturais como percentagem do produto interno bruto em cada um dos países participantes. De forma resumida, a questão é a seguinte: qual é o desempenho dos estudantes de segundo grau de um determinado país quando se leva em conta a quantidade de petróleo ou de diamantes que esse país produz?

Os resultados indicaram que há “uma relação significativamente inversa entre o dinheiro que os países obtêm com os seus recursos naturais e o conhecimento e a capacitação dos seus alunos de segundo grau”, diz Andreas Schleicher, supervisor dos exames do Pisa para a OCDE. “Esse foi o padrão global encontrado nos 65 países que participaram do último exame Pisa”. Em suma, petróleo e Pisa não se misturam (para ver os dados visite o site).

Schleicher acrescenta que, conforme diz a Bíblia, “Moisés conduziu arduamente os judeus durante 40 anos pelo deserto – apenas para levá-los para o único país do Oriente Médio que não possui petróleo. Mas Moisés pode ter, na verdade, feito a coisa certa. Atualmente Israel é uma das economias mais inovadoras, e a sua população usufrui de um padrão de vida que a maior parte dos países produtores de petróleo da região não é capaz de oferecer”.

Portanto, fique com o petróleo e me passe os livros. De acordo com Schleicher, nos últimos resultados do Pisa, Cingapura, Finlândia, Coreia do Sul, Hong Kong e Japão se destacaram por terem apresentado notas elevadas no Pisa e serem países com poucos recursos naturais, enquanto Catar e o Cazaquistão chamaram atenção por apresentarem as maiores rendas derivadas do petróleo e as notas mais baixas no Pisa.

A Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Argélia, Bahrein, Irã e Síria apresentaram a mesma tendência em um teste similar, o Tendências em Estudos Internacionais de Matemática e Ciência (TIMSS, na sigla em inglês), enquanto que, de forma interessante, os estudantes do Líbano, da Jordânia e da Turquia – que também são países do Oriente Médio com poucos recursos naturais, se saíram melhor.

Também tiveram um desempenho ruim no Pisa os alunos de vários países ricos em recursos naturais da América Latina, como Brasil, México e Argentina. A África não foi avaliada. O Canadá, a Austrália e a Noruega, que também são países de grandes riquezas naturais, tiveram boa classificação no Pisa. Segundo Schleicher um dos principais motivos para isto é o fato de estes três países implementarem políticas no sentido de poupar e investir a arrecadação proveniente dessas reservas, em vez de simplesmente consumirem tais recursos.

Ao somarmos todas essas variáveis, os números nos dizem que se nós realmente quisermos saber qual será o desempenho de um país no século 21, não devemos nos basear nas suas reservas de petróleo nem nas suas minas de ouro, e sim na qualidade dos seus professores, no envolvimento dos pais e no entusiasmo dos alunos. “O nível de aprendizado atual na escola se constitui em um poderoso instrumento para a previsão da riqueza e dos indicadores sociais dos países no longo prazo”, explica Schleicher.

Os economistas há muito conhecem a chamada “doença holandesa”, que ocorre quando um país torna-se tão dependente da exportação de recursos naturais que o valor da sua moeda dispara e, como resultado, a sua produção industrial é destruída por uma inundação de produtos importados baratos, e as suas exportações tornam-se muito caras. O que a equipe do Pisa está revelando é uma doença similar: as sociedades que ficam viciadas nos seus recursos naturais parecem gerar pais e jovens que perdem parte dos seus instintos, hábitos e incentivos para fazer deveres de casa e aprimorar as suas habilidades.

“Por outro lado, em países que possuem poucos recursos naturais – Finlândia, Cingapura ou Japão – a educação tem grandes resultados e é valorizada, pelo menos em parte devido ao fato de a população em geral ter entendido que um país precisa basear o seu sustento nos seus conhecimentos e na sua capacitação, e que isso depende da qualidade da educação. Todos os pais e crianças nesses países sabem que a capacitação será o fator decisivo para as oportunidades na vida da criança e que nada mais poderá socorrê-las, de forma que os indivíduos constroem uma cultura inteira e um sistema educacional em torno dela”, diz Schleicher.

Ou, conforme gosta de dizer o meu amigo norte-americano de ascendência indiana K.R. Sridhar, o fundador da companhia de células de combustível Bloom Energy, situada no Vale do Silício, na Califórnia: “Quem não tem recursos naturais acabe se tornando uma fonte individual de recursos”.

É por isso que os países estrangeiros que possuem o maior número de companhias na Nasdaq são Israel, China/Hong Kong, Taiwan, Índia, Coreia do Sul e Cingapura. Nenhum deles vive dos seus recursos naturais.

Mas há também neste estudo uma mensagem importante para o mundo industrializado. Neste período econômico difícil, elevar o nosso padrão de vida atual com a transferência de dívidas financeiras ainda maiores para o futuro é uma verdadeira tentação. Na verdade, os estímulos financeiros podem ser úteis durante uma recessão prolongada, mas “a única maneira sustentável de sair desta situação é crescendo, ao proporcionarmos a uma quantidade maior de indivíduos os conhecimentos e as qualificações para que eles possam competir, colaborar e se conectar de forma a impulsionar os seus países adiante”, argumenta Schleicher.

Em suma, diz Schleicher, “o conhecimento e a capacitação tornaram-se a moeda global das economias do século 21, mas não existe nenhum banco central que imprima essa moeda. Todo mundo tem que decidir por contra própria o quanto irá imprimir”.

É verdade que é ótimo possuir petróleo, gás e diamantes; estes produtos podem comprar empregos. Mas no longo prazo eles enfraquecem a nossa sociedade, a menos que sejam utilizados para construir escolas e uma cultura de aprendizado por toda a vida. “Aquilo que o próprio indivíduo colocar por esforço próprio na sua mesa é o que vai fazer com que ele continue progredindo”, conclui Schleicher.

Oportunidade x Oportunismo

Depois de uma semana que houve falta de combustível nos postos de São Paulo por causa da greve dos transportadores devido ao horário restrito dos caminhões, vejo um grande problema que como sempre acabou prejudicando os consumidores.

Muitos donos de postos resolveram aumentar de forma abusiva os preços, alguns postos chegaram a cobrar R$ 5,00 pelo litro da gasolina e vi nisso um oportunismo dessas pessoas.

E quando falo em oportunismo, muitas pessoas me perguntam sobre a diferença entre esse termo e oportunidade.

No dicionário encontramos o significado de “oportunidade” como “qualidade do que é oportuno (que convém, apropriado, conveniente)”.

E o significado de “oportunista” como sendo “aquele que sabe tirar proveito das circunstâncias de dado momento, em benefício de seus interesses. Na Medicina, utiliza-se o termo microorganismo oportunista que é capaz de infectar um hospedeiro cuja resistência está deprimida causando uma doença.

Posso dizer então que um empresário oportunista é aquele que em seu próprio  benefício e interesse se aproveita de uma situação emergente para extorquir e prejudicar os consumidores que necessitam do que ele oferece e ficam à mercê do que ele se dispõe a fazer.

Em relação à oportunidade, muitos empresários podem olhar o significado e dizer: “Mas lá está dizendo que é o que é oportuno, conveniente. Então, estou fazendo algo que é oportuno e conveniente para mim. O que há de errado?”

Você pode optar em seguir qualquer um dos caminhos, porém o resultado será bem diferente para cada um deles.

Vou ilustrar com uma velha história que contamos no Seminário Empretec sobre essas duas facetas.

Na década de 80, houve um terrível terremoto no México e não havia água potável. Apenas um empresário tinha uma fonte que havia sido afetada, sendo assim, resolveu vender uma garrafa de água 10 vezes mais do que era vendida, afinal, tinha que aproveitar a demanda! As pessoas compravam e pagavam, pois não tinham saída.

Na mesma cidade, havia um rapaz que produziu camisetas escritas: “Sobrevivi ao terremoto do México” e vendia pelo mesmo preço da água.

Quem viu a oportunidade? Quem era o oportunista? Qual o resultado de cada um?

O rapaz das camisetas ganhou bastante dinheiro, mas ninguém era obrigado a comprar seu produto. Porém, quem comprava se sentia orgulhoso por mostrar que era um sobrevivente e mostrava forças para continuar sua luta.

O dono da água também ganhou bastante dinheiro, mas as pessoas compravam contrariadas em pagar um preço tão alto, tendo a percepção de que aquele empresário era uma pessoa desumana e desonesta. As pessoas não achavam que ele devia dar a água de graça, poderia ter aumentado um pouco, mas não tão absurdamente. Resultado: quando tudo voltou à normalidade, o que você acha que aconteceu com esse empresário? Será que tinha alguém disposto a fazer negócios com ele? Ele tinha mantido seus clientes? Segundo o que se conta, esse empresário teve que sair da cidade, pois foi visto como um “microorganismo oportunista”.

Quando entramos no mundo dos negócios, é claro que desejamos ganhar dinheiro (e de preferência muito), mas para que isso aconteça, precisamos perpetuar nossa empresa, mantendo os clientes com preços justos e atendimento impecável.

De nada adiantará, tentar ganhar tudo de uma só vez porque ficará nessa uma só vez. Esses empresários que subiram demais o valor do combustível tiveram mais perdas do que ganhos. Ganharam de alguns consumidores porque estes precisavam e não tinham outra alternativa. Porém, alguns donos foram presos, tiveram seus funcionários presos e postos fechados por um período.

Quanto gastaram com fianças e postos fechados? Além disso, será que aqueles consumidores que se sentiram lesados frequentarão esses postos? Acredito que não e ainda farão uma grande propaganda negativa. Quanta perda por serem gananciosos!

Porém, no meio desse lixo todo, vi uma história de um dono de posto que resolveu colocar uma cota para cada cliente para poder atender mais pessoas e não deixar ninguém sem combustível. Tenho certeza de que alguns reclamaram (aqueles egoístas que apenas pensam neles), mas muitos consumidores viraram ou virarão clientes por terem sido atendidos em um momento tão complicado.

E você? Qual lado da moeda prefere estar como empreendedor e consumidor?

Dicas de produtividade para mulheres

Uma das empresas para quem eu presto serviço como consultora independente é a Triad que é uma consultoria especializada em produtividade e gestão de tempo, sendo assim, darei algumas dicas de como eu lido com os diversos papéis que possuo no meu dia-a-dia para torná-lo mais produtivo e equilibrado. Quem sabe posso ajudar as várias mulheres “malabaristas” do mundo moderno! É lógico que a forma como faço não é uma regra, mas serve para que cada uma pense e adapte para seu dia-a-dia.

PAPEL 1 – PROFISSIONAL

Como possuo uma empresa de treinamento, tenho uma vida bastante agitada em alguns períodos e em outros nem tanto. Enfim, não tenho uma rotina muito bem definida.

  • Reuniões – procuro fazer via Skype se possível, evitando deslocamentos. Se não puder ser virtual, procuro marcar em horários de fluxo menor de carros. Muitas vezes, prefiro utilizar metrô e táxi, pois consigo otimizar algumas atividades.
  • Comunicação – prefiro utilizar o e-mail ou o Facebook ao invés de telefone ou celular. Para mim, é mais dinâmico. Ligação telefônica só se for urgente.
  • Delegação – se eu estiver muito ocupada, verifico se meu sócio pode realizar algumas atividades para agilizar os trabalhos.
  • Eventos/ feiras/ congressos – verifico o quanto isso irá me agregar, ir por ir apenas para agradar alguém, sem chance. Se tiver algum tipo de aprendizado, oportunidade e networking, aí vale a pena.
  • Roupas básicas e clássicas – prefiro peças que combinem facilmente umas com as outras e que não saiam de moda. Assim como os sapatos.
  • Hotel – procuro reservar com bastante antecedência para não me estressar com a falta de vagas e preços elevados. Gosto de me hospedar nos hotéis Ibis ou Mercure porque já sei exatamente o que encontrarei e consigo pontos no programa fidelidade.
  • Dizer NÃO – se o trabalho estiver fora do escopo da minha atuação, clientes problemáticos, preço fora do que considero justo; digo “não” sem sombra de dúvidas para não perder tempo e depois me arrepender.
  • Horários – me programo para sair com bastante antecedência para qualquer compromisso. Afinal, sou consultora da Triad que é especializada em gestão de tempo e produtividade, chegar atrasada depõe contra tudo o que prego.
  • Aeroportos e rodoviárias – aproveito o tempo que preciso esperar para pegar o voo ou o ônibus para ler, escrever, estudar, planejar.
  • Trabalhar em home-office – isso é uma libertação, porém exige disciplina de todos da casa. Uma vez, li uma entrevista do Gustavo Cerbasi que dizia que não tinha escritório e tinha apenas uma assistente (eu acho que era virtual). Aí, fiquei pensando se uma pessoa famosa e reconhecida como o Cerbasi trabalhava em casa por que “eu” tinha que ter um escritório? Só para falar que tinha? Meus clientes nunca vieram até mim, sou eu que vou até eles. Trabalhar em casa me dá liberdade de utilizar a roupa que desejo, ter tempo para cuidar da minha família e da minha casa, me programar melhor. Isso é qualidade de vida!

PAPEL 2 – MÃE

A Samara tem 6 anos e é uma menina alegre e super independente. Nunca me senti culpada em deixá-la para cumprir meus compromissos profissionais. Sempre parto com alegria, por isso quando volto ela sempre pergunta empolgada: “Como foi lá? Foi tudo bem? Deu tudo certo?” Ela entende que é importante para mim o que faço assim como vibro com tudo o que ela faz. Torcemos uma pela outra!

Apesar da vida maluca, consegui sempre estar presente em seus primeiros desafios: o primeiro corte de cabelo, o primeiro dente a cair, suas primeiras palavras, seu primeiro espetáculo na escola, seu primeiro dia de aula e tudo isso, é imperdível!

  • Babá – nunca tive babá para cuidar da Samara. Quando estamos em casa, meu marido e eu cuidamos de tudo o que ela precisa; fazemos questão de levá-la e buscá-la na escola. Faço seu almoço, cuido de sua roupa e de suas lições da escola. Quando precisamos, temos ajuda dos meus pais ou dos pais do Samuel para nos dar assistência.
  • Passeios e viagens – fazemos questão de planejarmos a viagem ou passeio com foco nas preferências da Samara para que ela curta e nós não nos estressamos.
  • Refeições – isso é algo que não abrimos mão quando estamos em casa. Fazemos as refeições juntos e sentados à mesa, pois é o momento de conversarmos e sabermos sobre o dia de cada um de nós.
  • Atividades em casa – assistimos a filmes que Samara gosta, brincamos com jogos de tabuleiro. Enquanto eu prefiro ler e contar estórias, Samuel gosta de desenhar com ela.
  • Momento despertar – se estou em casa, Samara acorda e me chama para o ritual: ela se esconde nas cobertas, deito em cima dela fingindo que não a vi até ela começar a se mexer, eu tiro as cobertas levando um susto. Aí ela pede colinho e fica no chamego por uns 15 minutos até ela resolver se levantar.
  • Saúde – programo todas as vacinas e retornos médicos. E como ela diz que será médica, não reclama de nada.

PAPEL 3 – ESPOSA

Meu marido é um tesouro, sem ele com certeza eu não daria conta de fazer tudo o que eu faço, pois ele me ajuda muito em tudo: cuida da Samara, da casa, da empresa e por isso também tenho que cuidar dele.

Uma vez, viajamos tanto a trabalho que não conseguíamos nos encontrar. Marcamos um jantar em São Paulo pelo menos para um bate-papo. Aí eu fui para um hotel e ele foi para outro do outro lado da cidade porque tínhamos treinamento no dia seguinte em locais diferentes.

  • Nossos momentos – a Samara é tão independente que muitas vezes ela “foge” de casa; se manda para a casa dos avós e nem dá “tchau”; então, são momentos que aproveitamos para assistir a um filme, jantar, conversar (mais) e namorar.
  • Saúde – fico atenta às suas consultas médicas, se não ele foge.

PAPEL 4 – DONA DE CASA

Muitas das coisas que consigo fazer em outros papéis acontecem porque consigo ter produtividade nas atividades chatas que precisamos fazer em casa. Meu senso prático ou por não gostar de fazer determinadas atividades, faz com que eu procure formas mais fáceis de realizá-las.

  • Casa ideal – Meu marido gostaria de aumentar nossa casa, mas eu não curto muito a ideia, por quê? Só temos uma filha e a princípio, ficaremos apenas com ela. Daqui a algum tempo, provavelmente, ela deverá estudar fora ou passará muito tempo fora de casa. Então para que uma casa enorme para ficar apenas eu e ele? Só vai dar trabalho para nada. Além disso, pelo tamanho da casa eu não preciso ficar me preocupando em ter empregada todos os dias, me estressando para encontrar uma de confiança e comprometida. Se minha faxineira resolve não vir, tudo bem, por aqui tudo é tão prático que em pouco tempo eu dou conta com a ajuda do meu marido.
  • Escolher bem os eletrodomésticos – minha melhor aquisição até hoje foi uma máquina de lavar de 15 kg. Faz muito mais em menos tempo. O freezer também é algo imprescindível para mim, gosto de preparar pratos em grande quantidade e aí congelo para os momentos que preciso. O fogão de 6 bocas também me permite cozinhar um monte de coisas ao mesmo tempo e o forno por ser grande, asso bastante coisa em uma tacada só.
  • A torneira elétrica – poupa um trabalho enorme na hora de lavar louça com gordura. Fica tudo limpinho com menos esforço.
  • Decoração – nada de enfeitinhos e tapetes, para limpar é um horror, então aboli tudo.
  • Quarto da Samara – caixas organizadoras são bem bacanas para colocar os brinquedos das crianças. Periodicamente, verificamos com a Samara quais brinquedos ela vai doar para liberar espaço para as coisas que ela mais gosta. Ela verificou ao arrumar o quarto dela o quanto isso dá trabalho, então tem conseguido organizá-lo do seu jeito, mas já é um bom começo para uma criança de 6 anos. Coisas dela ficam em seu quarto e em nenhum outro cômodo da casa.
  • Pedir ajuda ao marido – tem muita mulher que reclama que o marido não faz nada, mas também não pede ou “acha” que ele não conseguirá fazer tão bem quanto ela. Às vezes, não faz mesmo, mas por que é preciso tanta perfeição? Ou, se está fazendo errado, ensina. Samuel me ajuda muito e aprendeu depois que casou, a única coisa que ele se nega a aprender é passar roupa, mas isso eu nem recrimino, pois eu também odeio, só se for extremamente necessário. Isso eu deixo para minha faxineira.
  • Cozinhar – eu adoro preparar pratos bacanas, mas não dá para fazer isso todos os dias. Então, por isso determinados pratos, já faço bastante para congelar ou pelo menos quantidade suficiente para duas refeições. Já ganho tempo! O Samuel também gosta de cozinhas, mas depois de pronto ele deixa tudo limpinho!
  • Documentos – organizados em pastas e por tipos
  • O lema é: Se todo mundo ajudar, vamos terminar antes e nos divertir mais cedo!

PAPEL 5 – EU LTDA.

Esse é o momento dedicado a mim, onde faço coisas importantes dedicadas a minha pessoa!

  • Cabelereira e manicure – não sou vaidosa, mas preciso cuidar da minha imagem pessoal ao me apresentar para meus clientes. Mas, também posso ser produtiva nesse momento. Escolhi um corte de cabelo que não dá trabalho, um secador dá conta de mantê-lo arrumado; tintura e corte uma vez por mês e deu! Procuro pintar as unhas com tons clarinhos para mantê-los por mais tempo e se der uma lascadinha, dá para dar um jeitinho rapidinho. Minha manicure fica louca para por um tom escuro, mas só de vez em quando eu deixo!
  • Leitura – sou uma leitora voraz, adoro passear nas livrarias para verificar lançamentos. Mas, dificilmente compro algo lá, as lojas na Internet são bem mais baratas e seu achar na Estante Virtual que é um sebo virtual, é lá mesmo que eu compro!
  • Cuidados – tem o meu momento dos esfoliantes, dos cremes. Afinal, eu também sou mulherzinha!
  • Atividade física – meu marido e eu combinamos de pelo menos três vezes por semana fazer uma caminhada para sair do sedentarismo e emagrecer. Estabelecemos o horário em que nossa filha fica na recreação.
  • Saúde – agendo para marcar as consultas médicas entre janeiro e fevereiro, épocas mais tranquilas para mim.

PAPEL 6 – BLOGUEIRA

Procuro escrever o blog O Universo da Samara às segundas, quartas e sextas e o blog da Fábrica de Empreendedores às terças e quintas.

PAPEL 7 – FAMÍLIA

Procuro chamar meus pais para jantar ou almoçar comigo para que possamos conversar e conviver mais.

OUTRAS DICAS QUE SERVEM PARA QUALQUER PAPEL

1. Listinhas – eu sou a rainha das listinhas. Algumas delas, você fará uma vez e depois poderá utilizá-la em outros momentos, fazendo pequenas alterações. Faço no Word, no Neotriad (www.neotriad.com) ou no meu bloquinho de anotações que levo para qualquer lugar. Por fazê-las tanto, a Samara também faz, ela ainda não consegue escrever tudo, então ela desenha. Vou citar as listinhas que me ajudam no dia-a-dia:

  • Compras – durante a semana, anoto o que precisarei comprar no supermercado no meu bloquinho e faço as compras no sábado ou  domingo de manhã. Faço o cardápio da semana seguinte e verifico o que precisarei comprar para compô-lo.
  • Viagens – tanto a trabalho quanto a passeio, tenho minha lista para não faltar nada como medicamentos, roupas, acessórios, artigos de banho, sapatos, documentos, equipamentos.
  • Festas – tenho uma lista com atividades a serem realizadas, cardápio,  itens a serem comprados, quantidade por pessoa, louças, equipamentos, convidados. Quando faço uma festa, sempre faço um inventário para evitar faltas e sobras. Alguns itens podem ser congelados, então me antecipo para deixar tudo para fazer em cima da hora.
  • Fim de ano – lista com nomes de pessoas que preciso presentear e prováveis presentes. Faço as compras, aproximadamente, 15 a 30 dias antes do Natal.
  • Treinamentos – tudo o que deve ser realizado para que aconteça: local, materiais, coffee-break, contatos com participantes, equipamentos, filmes, profissionais envolvidos.
  • Planejamento semanal – na sexta (de preferência) ou sábado ou domingo, planejo minha semana utilizando o Neotriad (tanto para assuntos profissionais quanto pessoais). Lanço todos os meus compromissos e tarefas que preciso executar. Por exemplo: Se eu tenho uma reunião, lanço como compromisso na data marcada  e verifico tudo o que preciso fazer para essa reunião acontecer e lanço como tarefa. Depois é só executar e monitorar.

2. Tenha sempre um bloco de anotação próximo – muitas vezes, lembro de atividades ou tenho ideias no meio de uma reunião, no avião, no ônibus ou de noite. Aí, já saio anotando para não esquecer. Se você acorda muito durante a noite lembrando de um monte de coisa, anote; você perceberá que ao fazer isso, voltará a dormir com muito mais tranquilidade. Se você não fizer isso, toda hora acordará porque seu cérebro não ficará relaxado com medo de você esquecer.

3. Estabelecer as metas – isso faz com que você visualize o futuro e se planeje melhor; não perdendo tempo em situações que não agregam.

4. Fazer o que é importante para mim e para minha família – não fico a mercê do que a sociedade acha que você tem que fazer. Vamos a lugares que desejamos ir, temos o carro que podemos ter, compramos o que podemos comprar, me relaciono com quem gosta de mim pelo o que sou e não pelo o que tenho. Pouco me importa se todo mundo vai a um determinado lugar ou faz determinada atividade porque é o “must”, o que importa é agradar a nossa família.

5. Não reclamar dos problemas – focar nas soluções e tomar decisões. As pessoas perdem um tempo danado reclamando para pessoas que nunca vão resolvê-los. Então, ao invés de reclamar, pense no que pode fazer para melhorar.

6. Comprar pela internet – eu nunca tive problemas com minhas compras e já comprei quase tudo que se pode imaginar, porém sempre busco empresas conceituadas, mesmo pagando um pouco mais caro. Não preciso enfrentar trânsito, sair de casa e lojas cheias.

7. Viagens – em feriados, não viajo. Prefiro aproveitar para ir para locais onde posso desfrutar de tranquilidade, sem trânsito, sem aglomerações, sem filas. Por exemplo: no Carnaval, fomos para São Paulo, fizemos um passeio super bacana e sem estresse. Vejo um monte de gente que viaja no feriado para descansar e volta mais cansado e o pior, passa a semana toda reclamando para todas as pessoas que encontra do inferno que foi!

8. Restaurante em finais de semana – para aproveitar melhor meu dia, se resolvo almoçar fora, prefiro chegar logo na primeira hora ou melhor, abrir o restaurante. É muito mais tranquilo, não tem fila de espera, ficamos muito mais à vontade e somos melhores atendidos, pois os garçons ainda não estão de mau humor.

9. Shopping – evito os horários de maior “muvuca” para poder estacionar tranquilamente. Se vou no fim de semana, chego cedo, almoço cedo e vou para o cinema cedo. Quando o tumulto está começando, eu estou indo para minha casinha feliz e descansada.

10. Pedágio – como vamos sempre à São Paulo, decidimos colocar o Sem Parar, pois estávamos perdendo muito tempo para passar o pedágio. Uma dica, nós não pagamos nem o aparelho e nem a mensalidade porque conseguimos uma promoção do aparelho grátis pela Folha de SP e o Amex nos liberou da mensalidade. É só ficar atento às promoções que surgem por aí.

Acredito que consigo levar uma vida equilibrada por conta de três aspectos: FOCO, PLANEJAMENTO e DISCIPLINA.

Se vocês analisaram algumas ações que pratico, acabo ganhando minutos preciosos ou até horas, permitindo que eu faça muito mais coisas em menos tempo. Além disso, não economizo apenas tempo, mas também dinheiro. Vamos para um exemplo?

Quando digo que compro pela internet, economizo em tempo por não precisar sair de casa e ficar procurando nas lojas que às vezes são distantes uma das outras e o tempo de procura pelas lojas na internet é muito mais rápido. Em relação ao custo financeiro, costumo encontrar preços mais atrativos na internet e não tenho gasto de gasolina, de estacionamento e outros que acabam por vir, mesmo pagando o frete da entrega.

Sendo assim, se formos juntar tudo isso, consigo economizar TEMPO e DINHEIRO. Levar uma vida com qualidade e muito mais tranquila!

Que tal começar a planejar, hein?