Funcionário precisa também ser empreendedor

Já fui funcionária de grandes empresas por anos e durante esse tempo tive um grande crescimento profissional e avaliando os motivos pelos quais isso se deu, percebo que pelas características empreendedoras que já possuía na época, mas as utilizava empiricamente, sem saber do que se tratava.

E quais são essas características?

Buscar informações, analisar riscos, aproveitar oportunidades, ter iniciativa, planejar, estabelecer metas, persuadir, trabalhar com qualidade e eficiência, ter persistência, comprometimento e autoconfiança.

Todas essas características são comportamentais (e podem ser desenvolvidas) e aliadas ao conhecimento técnico bem embasado pode ser o diferencial para um funcionário se destacar dentro da empresa onde trabalha.

Não basta ser alguém que apenas vá ao seu local de trabalho, cumpra o solicitado e vá embora, acreditando que sua missão foi cumprida. O funcionário empreendedor deve ter uma visão a longo prazo do que pode oferecer para a empresa, desenvolver produtos e serviços inovadores, vestir verdadeiramente a camisa.

Não quero dizer que funcionário comprometido é aquele que não tem hora para sair da empresa, mas é aquele que proporciona o melhor resultado que pode para a companhia utilizando bem todos os recursos que possui.

O Brasil nunca teve um índice de desemprego tão baixo, em dezembro, a taxa foi de 4,7%, segundo a Revista Exame de 21/03/2012. Nunca houve a oferta de tantos empregos Brasil, porém temos ainda alguns problemas quanto à retenção de profissionais.

Tenho percorrido várias empresas de todos os segmentos pelo Brasil todo e percebo que algumas empresas estão retendo alguns profissionais tecnicamente muito bons, porém com comportamentos inadequados porque não encontram outros para substituí-los nesse mercado aquecido.

Encontro gestores reclamando de funcionários e dizem que gostariam de demiti-los, mas nesse momento é melhor ficar com um “mais ou menos” do que ficar sem ninguém.

Sendo assim, funcionários que hoje acreditam que estão imunes e não precisam ter “algo a mais” para manter seus empregos, cuidem-se porque o futuro será construído por aqueles que sabem exatamente onde querem chegar e como, enfim, os funcionários empreendedores.

 

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5 comentários sobre “Funcionário precisa também ser empreendedor

  1. Valéria, muito bom este post.
    Uma coisa que observei durante o tempo que estou na Macro Engenharia, foi saber aproveitar as oportunidades que a empresa cria. Mesmo que ela não saiba. Diversas vezes eu fiz propostas de melhoras ou de pequenas mudanças, e outras tantas não fiz, porque achei que não era a hora. Algumas deram certo, outras não. Mesmo que a empresa não crie as oportunidades, dá pra criar uma. Basta fazer a proposta, e explicar seus motivos para a mudança. E eu não estou falando de salário. Fazer uma proposta bem feita, e no momento certo é fundamental. Assim como fazer um bom plano de negócios, é boa parte do sucesso. Então dá pra ser empreendedor, sendo empregado, basta saber aproveitar as oportunidades.
    Abraço,
    Gérson.

  2. Tadeu dos Santos

    O que fazer quando o funcionário é servidor efetivo em repartição publica e ocupa cargo subordinado à chefia e diretoria que podam iniciativas empreendedoras passíveis de mexerem no queijo?

    1. valerianakamura

      Tadeu,

      Em qualquer lugar você encontrará pessoas resistentes à mudança, acredito que em órgãos públicos, talvez isso seja pior, pois há a questão da estabilidade. No mundo das empresas privadas, quem não se mexe, o mercado engole.
      Uma das formas, é mostrar resultados, fazer algo que você tenha autonomia e mostre que pode ficar melhor.

      Abraços

  3. Tadeu dos Santos

    A questão da estabilidade, sobretudo num país que vive em crise (atualmente é a hídrica) realmente é o grande drama para pessoas dotadas de iniciativas empreendedoras atuantes no setor público e ocupantes de cargo efetivo. E se persistem em querer mudar, digamos, uma torneira ou pia de lugar, correm o risco de serem cooptados ou postos a disposição como forma de silenciamento ou queimação de filme. O triste é que os governos das três esferas estão amoldando setores públicos com base na iniciativa privada para atingir metas e resultados, porém a gestão vertical permanece tirânica para que não se mexa no queijo. A não solução ou protelação do problema pode vir a ser um ótimo cabo eleitoral. Entendo por “autonomia” o que pode ser feito à parte, free lance, sem vínculo empregatício ou de forma voluntária em eventos e atividades sociais, onde as relações são mais horizontais e oferecem alguma perspectiva. Um colega do setor é um ótimo doceiro. Faz bolos incríveis. E tem outra colega que é fotógrafa de mão cheia. Seria um desses exemplos, dentre outros? Grato pela atenção. TS.

    1. Valeria Nakamura

      Tadeu,

      Acho muito triste ver uma situação como essa nos órgãos públicos e entendo perfeitamente a sua angústia. Quando falo em autonomia, digo buscar atividades dentro da organização onde você tenha liberdade para ser inovador, porém não sei se isso pode ser feito onde você trabalha.
      Uma forma de se buscar realização, é fazer atividades paralelas como você citou. Não se perde a estabilidade, porém há chance de se exercitar essa veia empreendedora.

      Abraços

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