O Dia em que a Terra parou

O maluco beleza não era tão maluco…

“Essa noite, eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou…
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa…
O empregado não saiu “pro” seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá…”

Algumas vezes na minha assessoria falava para o meu cliente:

“Se parar de ter receita, quanto tempo você acredita que vive sua empresa?”

E escutava às vezes:

– Olha o papo de consultor… começou!

Já tive empresa na área de comércio e era algo que também não me preocupava, ou nem pensava. Depois de muitos tombos e de muitas noites sem dormir, observei essa necessidade de olhar sempre o meu fluxo de caixa. Comecei olhando para o futuro de 3 meses, depois 6 e agora 1 ano. Hoje eu sei quanto tempo eu vivo nesta pandemia.

A Terra parou em março de 2020!

E vi muitos empreendedores não conseguindo segurar suas empresas nem 15 dias. Imagina 3 meses, 6 meses ou 1 ano. Desesperados, com funcionários, estruturas inchadas e sem nenhum controle dos seus processos ou do seu financeiro.

Reinventar o negócio, se preparar para o “novo normal”, o desafio de fazer diferente e aprender a viver com um faturamento bem mais baixo do que antes da quarentena é a realidade. Históricos de faturamento mensal, não vão ajudar, os pagamentos futuros são sempre incertos, agora na pandemia as incertezas serão maiores.

E como lidar com tudo isso?

E a resposta vem do próprio Raul…

“Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante..
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo…”

Ser uma metamorfose ambulante, temos que nos reinventar, mudar e depois mudar nossas empresas/ negócios – buscar novas alternativas, não saímos da nossa zona de conforto, fomos forçados a sair, por isso a dor é maior.

Estamos vivenciando uma transformação nas preferências e expectativas dos consumidores, dos funcionários, dos fornecedores, ou seja, das pessoas. E é neste momento de transformação que podemos mostrar se podemos ou não nos “readequar” às novas rotinas, se seremos capazes de dar sentido ao nosso propósito.

Será que seremos uma sociedade mais consciente, responsável, com mais empatia e mais digital? Só o tempo nos dirá! Novos hábitos estão sendo incorporados na nossa rotina. 2020 vem com uma nova geração de empresários, fornecedores, consumidores, ou seja, pessoas – se melhor? Não sei, mas diferente!

Então seja bem-vindo ao “novo normal”!

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