Que tal se reinventar?

Assisti um filme tipo comédia romântica no final da tarde de sábado (Larry Crowne – O Amor está de volta). A história traz um homem de meia idade (Tom Hanks) surpreendido com a demissão, mesmo sendo um funcionário exemplar.

A causa do pé na bunda? Falta de curso superior.

É o suficiente para que ele, mesmo sem emprego, corra atrás de uma formação. Na faculdade faz novos amigos, muda o estilo de vida e conhece Mercedes Tainot (Julia Roberts), a professora de oratória que enfrenta problemas de relacionamento e está desanimada com a falta de interesse dos alunos. Não precisa ser gênio para deduzir o que irá acontecer (sem spoiler).

Mas o que mais me encantou (apesar da crítica dizer que é um filme bobo) é o fator “mudanças”. Podemos mudar a qualquer momento, não precisamos esperar o “tempo certo” até porque será que existe um tempo certo?.

Larry Crowne (personagem de Hanks) precisou ser demitido (um pouco de spoiler) para que a mudança começa a acontecer. Mesmo ele não sabendo – a empresa tinha uma política de só promover funcionários que tinham curso superior, sem “por peso” na dedicação e resultado que o funcionário apresentava. No caso, ele já havia sido agraciado nove vezes como funcionário do mês, pelas atitudes e resultados apresentados, mas como não tinha a faculdade não poderia ser promovido. Já os outros passavam na frente dele apenas por ter a faculdade.

O momento perceptível da mudança foi quando ele diz:

“Perdi meu emprego porque não tinha um curso universitário, vou estudar para que isso não torne a acontecer”.

No filme ele faz pequenas mudanças ao longo da sua trajetória de desempregado. Em um exato momento ele percebe que para economizar precisa ter outro tipo de locomoção – trocou o carro por uma scooter.

Ao se matricular na escola e ir de scooter para a universidade conhece Talia, uma garota cheia de vida que o convida a juntar-se a ela em seu grupo de motociclistas.

Ela sem cerimônia faz mudanças no seu comportamento, no seu estilo de se vestir, no corte de cabelo até que sem perceber sua vida vai mudando aos poucos. Todos nós temos a opção de mudar, às vezes não temos as “Talias” para fazer uma reforma em nós, mas podemos buscar ajuda ou estar aberto e não desistir.

Não importa sem tem 15, 20, 40, 50 ou mais de 60, empregado ou desempregado, casado ou solteiro – o importante é estar disposto a mudar quando uma oportunidade aparecer. No filme, Larry até que ficou mal por um tempo, mas tomou as rédeas da sua vida e buscou possibilidades.

Não espere que lhe tirem o chão para aprender a voar, não sinta pena de si mesmo. Larry apesar de ser dos 50 mais havia construído uma história – todos nós temos uma história e uma habilidade que pode se tornar um diferencial, basta buscar se conhecer.

Nos dias de hoje com esta pandemia, precisamos nos reinventar – buscar possibilidades. O desespero, a tristeza, a angústia fazem parte do processo, não podemos deixar esses sentimentos ficarem por muito tempo dentro de nós, eles paralisam.

Então olhe ao redor, busque Talias que te inspirem, que tragam um novo olhar – provavelmente nada será como antes, mas tudo pode “ser novo” e desafiador. Pense que é um caminho de possibilidades.

Todos nós perdemos algo nesta pandemia, este filme me mostrou que sempre é possível mudar, basta estar disposto para tal – não espere alguém te dar motivação, elas apenas nos inspiram – motivação é de dentro para fora, é ter um motivo para agir!!!

Se você for pesquisar sobre o filme verá que as críticas não são boas, mesmo tendo Tom Hanks e Julia Roberts no elenco. Mas fica a dica para um filme comédia romântica e reza a lenda que Tom encontrou com um casal que é fã do seu trabalho e resolveu desabafar negativamente sobre o filme. Tom perguntou quanto gastaram para assistir, o casal disse U$ 25 dólares, ele agradeceu a crítica e devolveu os U$ 25 dólares ao casal.

Se assistir o filme deixe seu comentário abaixo, seja ele positivo ou negativo.

Até o próximo post!

3 comentários sobre “Que tal se reinventar?

  1. Amo este filme e já assisti várias vezes ! Foi muito importante inspirador num momento em que minha vida pedia mudanças.
    O maior achado é que ele não tem vergonha de teoricamente retroceder em seu padrão de vida
    ; )

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