A importância das nossas histórias

No começo do mês, tive a oportunidade de encontrar meu amigo Christian Barbosa com quem adoro conversar e ele me contou sobre o curso que havia feito com Anthony Robbins que diz que toda pessoa precisa contar sua história.

Já havia pensado muito sobre isso, principalmente, quando li o livro do Mário Sérgio Cortella intitulado “Qual é a tua obra?”. Por isso, resolvi me dedicar a este post.

Os grandes homens e mulheres sempre têm histórias para contar. Talvez, muitos de nós não nos tornemos famosos, mas podemos ser grandes para nossa família, nossos amigos.

Antigamente, era muito mais comum, sentarmos em torno de uma mesa e ouvirmos histórias de nossos avós, bisavós. Hoje, algumas histórias começaram a se perder pela falta de convivência.

Quais as histórias que você ouviu de seus antepassados e que de uma forma ou outra, guiaram seus passos, ajudaram a estabelecer seus valores?

Qual história seus filhos, seus amigos, seus liderados, seus clientes, as pessoas de seu relacionamento contarão sobre você? Será que será uma história engraçada? De persistência e superação? De ensinamentos? De atenção, afeto, carinho, amor? Ou nem se lembrarão de sua passagem em suas vidas?

Hoje fiquei pensando nas histórias que me lembro e que me lembrarei sobre algumas pessoas. Às vezes, me vem algum fato desagradável ou triste, mas penso que isto me trouxe um grande aprendizado.

Mas, no final, tenho tantas histórias felizes que me lembro de meus pais, de minha irmã, de vários amigos queridos, de vários companheiros de trabalho, de meu marido, de minha filha.

Eles me deixaram várias histórias e qual a minha história?

Puxa! Descobri que não tenho uma, mas várias: da Valeria Empreendedora que começou aos 7 anos fazendo pulseirinhas de cordões, da Valeria Profissional que começou aos 17 anos e que recebia um salário que era exatamente o valor da faculdade, da Valeria Estudante que chorou uma semana com o primeiro “C” que tirou, da Valeria Amiga que fazia altas farras, da Valeria Família que tem momentos memoráveis, da Valeria Cinderela que um dia encontrou seu príncipe na escola técnica e viveram felizes para sempre com sua princesinha!

Eu sempre disse que nunca seria uma palestrante motivacional, pois não tinha história triste para contar (reparou que todos que atuam nessa área, contam histórias tristes?). Mas, revendo minha história, encontrei alguns fatos, entre eles, é que nunca tive um professor bonito para viver um amor platônico! Viu como sou triste???!!!!

Enfim, nossas histórias do passado nos ajudam a lembrar de onde viemos, de nossos valores. O que vivemos no presente, se for significativo, será mais uma história em nosso livro da vida. E, devemos criar a história que desejamos viver no futuro para um dia ser contada com orgulho!

Triste daquele que não possui histórias para compartilhar, pois serão as únicas coisas que deixará e que poderá perpetuar sua existência.

E você, quais são suas histórias?

Desperte o empreendedor que existe em seu filho

Sempre digo isso para todos os pais que conheço e normalmente, eles acham que eu quero dizer que eles façam com que seus filhos se tornem donos de negócios.

E não é. Isso é uma visão míope do que é ser empreendedor. Há uma frase de Pinchot que diz: “Empreendedor é todo sonhador que realiza.” Então, o que quero dizer é: “Deixe seus filhos sonharem, pois isso é o começo da busca de realização e felicidade.”

Várias histórias me fazem pensar que estou certa em meu pensamento e comportamento, pois é assim que lido com minha filha de 5 anos.

Domingo, estava assistindo ao Faustão e vi a história da Marta, jogadora de futebol e sua mãe disse em seu depoimento que quando criança a Marta adorava jogar futebol com os meninos, sempre estava no campinho e ela ficava “acanhada”, pois todo mundo comentava que aquela menina era “esquisita”. Imagina o preconceito em uma cidade pequena no interior das Alagoas!

A mãe da Marta disse que muitas vezes fingiu que não via a filha jogar e chegava em casa e ficava se perguntando no que aquela menina ia dar quando crescesse, mas apesar da simplicidade e do pouco estudo, nunca desmotivou sua filha. A pobreza e o preconceito não foram suficientes para acabar com o sonho daquela “menina esquisita” que se tornou por cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, próspera, reconhecida e FELIZ!

E tenho certeza que muitos dos críticos, hoje mordem os cotovelos de raiva!

Minha filha ganhou no fim de semana um livro de seu padrinho: “Os Sete Hábitos das Crianças Felizes” e como ainda ela não sabe ler, toda noite eu leio um capítulo (Um Hábito) e discutimos sobre o aprendizado.

Ontem, falamos sobre desejos, sonhos e conquistas. Uma das perguntas do livro era: “O que você quer ser quando crescer?” (você já ouviu essa pergunta algum dia? qual foi sua resposta? você lutou por isso ou abandonou por causa de outras pessoas? ou não era significativo? pense…)

Essa é uma pergunta que sempre foi feita em casa e já ouvi de tudo: um tempo atrás ela disse que queria ser palhaço, pois ela ama um palhaço da cidade que chama Bubu (as crianças normalmente detestam palhaços, mas ela adora!). Em nenhum momento a critiquei, vai que de palhaço ela se torna uma proprietária de um Cirque du Soleil?

Em outra ocasião, ela disse que queria ser dona de restaurante por quilo, ela e as amigas seriam as cozinheiras, os amigos seriam os garçons, o papai ficaria na balança e a mamãe no caixa (garota esperta, hein?). Em todos os restaurantes por quilo onde íamos, ela ficava observando tudo e dizia: “Vou montar igual a esse!”

Ontem, ela me disse (como há tempos vem me dizendo) que quer ser médica. Perguntei o motivo da escolha e ela disse que gosta de pessoas e quer ajudá-las  a se curarem, pois muitas pessoas precisam ficar no hospital e ela quer ajudá-las. Que orgulho ver minha filha se preocupando com os outros! Acredito que estamos conseguindo estabelecer nossos valores em seu comportamento.

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que tenho para minha filha e talvez ele tenha ficado chocado, pois a minha resposta foi nenhuma. Apenas disse que espero que ela encontre a felicidade com o caminho que escolher e eu estarei aqui para apoiá-la.

Independente do que ela escolha, ser palhaço, empresária, médica; espero que ela realize seus sonhos, assim como busquei e realizei os meus.

Que tal conversar com seus filhos e fazer a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Mas, prometa que não julgará e nem criticará, apenas ouça e sonhe com eles.

História Empreendedora: “Divino´s”

É com muita alegria que hoje trago a história desse bravo guerreiro que tive a oportunidade de conhecer em um Seminário Empretec que ministrei há alguns anos.

Divino Fernandes, 32 anos, é um empreendedor da beleza (e quem não precisa e quer nos dias de hoje!).

Com 12 anos de idade, Divino saiu de casa após ser expulso por seu pai e por isso desde cedo precisou aprender a se virar. Vendeu frutas, foi garçom, terminou o Ensino Fundamental e em 1996, surgiu a oportunidade para trabalhar em um salão de beleza. Aqui começa um novo mundo para Divino.

Apesar das dificuldades, Divino nos conta que sempre teve ajuda de várias pessoas e principalmente de Deus, em quem sempre confiou e nunca o desamparou.

Inspirado por seu patrão e pelos mestres da tesoura, tais como: Wanderley Nunes e Jacques Janine decidiu em 2004, sair de Goiânia e ir para São Paulo com uma mochila nas costas, sem conhecer nada nem ninguém e apenas com um SONHO na cabeça: montar uma rede de salões de beleza como o Jacques Janine.

Foi muito difícil chegar em São Paulo e procurar emprego, pois não tinha nenhuma referência. Mas ao mesmo tempo, teve a oportunidade de conhecer a Sra. Luci, proprietária do Jacques Janine do Shopping Light que deu as diretrizes para que alcançasse seus sonhos.

Em janeiro de 2008, esse empreendedor abriu seu salão de beleza, o Divino´s, dando mais um passo rumo às suas metas. Atualmente, conta com 8 funcionários e já conquistou inúmeros clientes.

Divino diz que seu grande aprendizado nesta trajetória é de que possui capacidade de imaginar e condições de realizar tudo o que deseja. Seus acertos lhe fizeram chegar onde está e sem os erros que cometeu, com certeza não teria as oportunidades que teve e que lhe fizeram refletir sobre cada um deles e tirar uma lição, talvez não tivesse a maturidade que tem hoje.

Esse empreendedor deixa uma mensagem para aqueles que já trilham o caminho dos negócios ou que desejam ingressar nele:

“Empreender é dom de Deus! Nós ajudamos a enriquecer o mundo, garantimos alimentos na mesa de nossos colaboradores criamos fontes de renda para o nosso país e para o mundo, desenvolvemos mecanismos de sustentabilidade, desafiamos a crises e tornamos o mundo mais atraente.

Não se constrói um edifício sem colocar o primeiro tijolo.”

Para aqueles que desejarem conhecer melhor o Divino e sua empresa:

Divino´s – R. Bartira, 1242 – Perdizes – SP – Tel.: (11) 3877-1147/ 3672-6356
Site: www.divino-s.com
e-mail: contato@divino-s.com
Blog: www.divinos007.blogspot.com
Assista o vídeo de transformação realizado pelo Divino no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=39HVskRgvb8

História Empreendedora: “Ricardo Eletro”

Há algumas semanas, estava assistindo ao Caldeirão do Huck e em um dos quadros havia um novo patrocinador chamado Ricardo Eletro.

Luciano Huck que adora histórias, foi conhecer a história do proprietário dessa empresa, desconhecida em São Paulo, mas popular em Minas Gerais e que já começou a estabelecer sua marca em outros estados.

Ricardo Nunes desde criança já adorava vender e ganhar seu dinheiro. Pegava mexerica da roça de seu pai, montava uma banquinha e vendia. Quando começaram a surgir concorrentes, ele fazia promoções e cobria qualquer oferta (e não por acaso, hoje, esse é o seu lema que está registrado em cartório).

Com 17 anos, pediu para sua mãe emancipá-lo, pois queria abrir sua própria empresa. Vendeu seu carro e comprou uma loja de 20 metros quadrados com um estoque de roupas que saiu vendendo pelas cidades vizinhas para juntar mais dinheiro e abrir, definitivamente, a Ricardo Eletro.

Como várias pessoas, Ricardo saia de Minas e vinha para São Paulo na Rua 25 de Março para comprar pelúcias e vários artigos de presentes para revender em sua loja e por incrível que pareça, apesar do nome, não havia nenhum eletrodoméstico.

Os clientes achavam estranho e perguntavam: “Sua loja chama Ricardo Eletro, mas não têm eletrodomésticos!”.

E Ricardo respondia sem titubear: “Ainda não tenho, mas em breve terei!”. Na realidade, ele já havia estabelecido sua visão de futuro e sabia que a venda de outros produtos era um meio para conseguir dinheiro para colocar as mercadorias que desejava.

Após 20 anos, o sonho daquele garoto empreendedor se transformou em 260 lojas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás e Distrito Federal.

História Empreendedora: “Ótica Braz Cubas”

Vamos ver a história do mineiro Geraldino Tácio Dias, 41 anos, casado com 2 filhos proprietário da Ótica e Relojoaria Braz Cubas em Mogi das Cruzes (SP) desde 1995.

 

 

Por não ter empreendedores em minha família, acostumado a sempre trabalhar como colaborador, encontrei certa dificuldade em me tornar empreendedor.

Toda dificuldade enfrentada desde criança e o exemplo de sempre acreditar e ser honesto, recebido de meus pais, faz com que a cada dia eu sinta capaz de me tornar vencedor.

Nasci no interior de Minas Gerais onde fui lavrador até meus 21 anos de idade, tive um irmão gêmeo quem em 1987 faleceu por doença de Chagas. Ele morava em Mogi para tratamento.

Após seu falecimento, senti a necessidade de crescer por meio dos estudos que só conseguiria vindo para a cidade, então, decidi me mudar para Mogi das Cruzes.

Trabalhei em uma metalúrgica e durante quatro anos estudei Química e depois de ter concluído os estudos, continuei na metalúrgica como responsável pelo tratamento de efluentes, sempre aproveitando as oportunidades que me eram oferecidas.

Em 1997, após ser demitido de uma metalúrgica, minha noiva estava como sócia da ótica e me convidou para ajudá-la enquanto não aparecesse outro trabalho, aceitei e comecei a pesquisar a respeito do ramo óptico e acabei por me apaixonar pelas grandes oportunidades tecnológicas que o setor oferece e cada dia gostava mais do que fazia.

Em 1998, casamos e continuei como funcionário, quando surgiu a oportunidade em 1999 de fazer uma proposta, um tanto ousada, mas que foi aceita de imediata que foi de me tornar sócio de minha esposa.

Decidi empreender por realmente ser apaixonado pela tecnologia e também pelo prazer de lidar com o público em geral.

Em 2001, devido a alta do dólar, enfrentamos uma crise muito difícil, estava desacreditado que conseguiria sair, mas oportunamente conheci uma pessoa muito empreendedora (Samuel Pagano) que estava realizando um Natal diferente no bairro.

Aceitei prontamente em ajudá-lo e juntos realizamos vários eventos, inclusive conseguimos o feito de montar uma multisetorial e por meio dela tive o apoio do Sebrae, participando de vários cursos dentre os quais o Planejamento Estratégico, o qual me alavancou.

Passei a ver que precisava mudar urgentemente, promovendo algumas mudanças. Fui agraciado com várias reportagens na TV local o que me trouxe um retorno muito gratificante.

Saímos de uma situação devedora e hoje estamos em uma curva de crescimento bem acentuada. Já podemos ter uma perspectiva bem melhor para o futuro.

Acredito que nosso pior erro foi encarar tudo como gasto e o melhor acerto foi ter a humildade e a coragem para mudar o rumo de nosso pensamento.

Aprendi que as oportunidades estão para serem aproveitadas sempre e com certeza absoluta o que repetiria sempre é buscar contatos com pessoas de visão ampla e sem sombra de dúvidas, parcerias constantes com entidades como o Sebrae.

Só assim conseguiremos alcançar o sucesso desejado…

 

Quem quiser entrar em contato com o Tácio, acesse:

e-mail: taciodias@ig.com.br

História empreendedora: “Áudio Visual Produções”

Vamos contar a história da paranaense Mônica Loureiro Jorge, 43 anos, casada com 1 filho proprietária da Áudio Visual Produções que produz vídeos para TV, institucionais e documentários em Vila Velha (ES) desde 1989. Atualmente conta com 6 funcionários.

  • Existem empreendedores em sua família? Quem? Serviram como inspiração para você? Isso facilitou ou não sua entrada no mundo dos negócios? Por quê?

Meu pai é um homem ousado, já teve várias empresas, e isso talvez tenha feito eu ter menos medo das coisas. Foi ele também quem me deu uma câmera quando eu tinha 12 anos de idade (na época a gente gravava com Super 8 e 8 milímetros ). Peguei gosto pela produção de vídeo com ele.

  • Como e quando começou?

Em 1989, na época em que meu marido e eu nos casamos. Estava me formando em Jornalismo, e comecei a ver o mercado de eventos como uma boa forma de usar minha criatividade nas edições de vídeo, e nas gravações.

  • Decidiu empreender por necessidade ou viu uma oportunidade?

Acho que vi a oportunidade chegando. Na época em que começamos, todo mundo adorava ter seu evento filmado, não importava se fosse grande ou pequeno… Muitas vezes num aniversário de criança não tinha grandes coisas, mas tinha um profissional seguindo a criança do começo ao final da festa. Acho que me diverti muito trabalhando, pois só acredito que quem faz o que gosta é que vai pra frente… É claro que chegou uma hora em que eu já estava achando os aniversários e casamentos todos um saco, e hoje, para falar a verdade, não gosto de ir nem como convidada. Nosso foco passou a ser produções de TV.

  • Fale sobre sua vida e se for importante, a influência de seus pais ou outras pessoas (esposa, marido, filhos)

Acho que a idéia de montar uma empresa também surgiu porque meu marido trabalhava numa empresa onde não gostava, como metalúrgico. A companhia mandou mais de 500 funcionários embora e isso foi essencial para ele ver que queria seguir outro caminho. Hoje ele jamais voltaria a ser metalúrgico.

  • Quais dificuldades encontrou e o que fez?

A dificuldade maior foi a de não ter tido capital de giro, de ter começado meio “fundo de quintal”, meio “empresa familiar”. Talvez isso tenha atrapalhado a profissionalização, mas hoje não temos dívidas. Procurei fazer vários cursos no SEBRAE, eu na parte administrativa, e meu marido procurou ajuda nas televisões, procurando ser também muito autodidata.

  • Teve ajuda ou foi um solitário?

Eu nunca tive vergonha de buscar ajuda das mais diversas pessoas. Minha terapeuta, por exemplo, me ajudou muito a arriscar, a não ter medo das coisas, a não ter que ser perfeita…. Uma época em que a empresa estava meio pra baixo, eu contratei um coach, que fez a empresa dar uma verdadeira guinada….

  • Quais resultados obteve?

Sinto que ainda tenho muito o que aprender na vida e com as pessoas. Continuo buscando ajuda por todos os lados, querendo sempre aprender cada vez mais… Isso é que eu acho que pode fazer diferença. Nossa empresa cresceu muito e hoje faz trabalhos bem importantes para as emissoras locais… Mas sempre teremos muito a aprender, em todos os sentidos…

  • Quais os piores e melhores momentos, erros e acertos?

Acho que a parte pior que a gente passou foi a de ter misturado muito a vida profissional com a pessoal… Ter priorizado mais a empresa do que nossa própria vida durante muito tempo… Hoje somos muito mais equilibrados, damos muito valor ao lazer e a nossa vida.

  • O que aprendeu com tudo o que já passou? O que faria diferente e o que faria da mesma forma?

O que eu faria diferente é ter me profissionalizado antes, ou seja, ter separado a conta da empresa da nossa (isso foi o primeiro passo para a prosperidade) e ter me organizado melhor com as pessoas, valorizado mais cada hora de edição que passamos na empresa, cada fim-de-semana que passamos trabalhando. Mas, acho que tudo temos que levar como lição.

O que faria novamente (e talvez melhor) é ser atenciosa com os clientes, dar valor a eles, e “andar um quilômetro extra” todos os dias, seguindo os conselhos do autor “Napoleon Hill”…

Mensagem final:

  • O que você diria para outros empreendedores?

Acho essencial a humildade… Ser humilde não é ser “simplório”, como muitas vezes nós já fomos. Humildade para aprender cada dia mais. Considerar cada adversidade como um “futuro benefício” e aprender com os erros para não cometer novamente…

 

Quem quiser entrar em contato com a Mônica, acesse:

E-mail : audiovisualpro@terra.com.br

Site: www.audiovisualpro.com.br

História empreendedora: Amerikan Estofados

Amerikan Estofados

 

Recebi a história empreendedora de Ronald Fernandes da Veiga, mineiro de 38 anos, casado e pai de Ronaldo, proprietário da Amerikan Estofados que é uma empresa que fabrica estofados e revende móveis e mostra a luta, os sonhos, a persistência e a vontade de um verdadeiro empreendedor.

 

Curta essa história e envie a sua!

 

Começei em 1992,  com apenas a CORAGEM e nada de dinheiro, tinha apenas conhecimento de uma área muito parecida com a que eu iria atuar, ou seja, a parte mais interessante é  justamente essa.

 

Trabalhava com meu pai em uma capotaria que pertencia a ele, só que eu não via futuro em continuar com ele pelo que eu conseguia ver do crescimento do negócio, então nasceu a idéia de eu trabalhar para mim mesmo, só que eu me tornara na minha cidade o melhor capoteiro que já havia passado por lá. Por isso,  cheguei para meu pai e perguntei a ele o que não gostava de fazer e ele me disse: “não gosto de reformar sofás”.

 

Então, decidi que a minha profissão seria reformar sofás, pois eu tinha convicção de que se fosse mexer com capotaria iria arruinar meu pai. Comecei com uma reformadora num canto de um bairro, pagava aluguel e não tinha quase ferramenta e nem carro para entregar. Quando meu pai podia, me emprestava seu carro e aí eu entregava os sofás e às vezes os carregava sozinho.

 

Em pouco tempo, tive a necessidade de aprimorar a minha reformadora que ficou conhecida e eu comecei ganhar mais depois de uns 4 anos. Sempre procurava um jeito de melhorar, de conquistar mais clientes até que realmente me tornei o melhor reformador da cidade e todos queriam reformar seus estofados comigo.

 

As coisas não iam ainda tão bem, mas eu queria mais. Resolvi convidar meu querido irmão Robson para sermos sócios de uma fábrica que eu tinha idealizado e ele aceitou. Começamos com sofás populares, não tínhamos conhecimento e nem dinheiro para ajudar na caminhada e acabamos rompendo a sociedade, infelizmente. Afinal, éramos jovens imaturos e sem preparo nenhum, causando uma inimizade que perdura até hoje pelas coisas que eu falei a respeito de meu irmão sem pensar, na hora de muita raiva, e como se não bastasse, comprei a parte dele financiada e logo após a fábrica pegou fogo.

 

Mas continuei, emprestei dinheiro, comprei novas máquinas e recomecei. Após esse acontecimento, tudo foi muito rápido e mudei os rumos da fábrica, comecei a fabricar e reformar apenas produtos de primeira linha. Os meus sofás ficaram famosos rapidamente depois que a fábrica pegou fogo. Todos começaram a falar de uma tal fábrica que havia incendiado, fiquei famoso, mudei o nome da fábrica para Amerikan Estofados. Coloquei esse nome porque gostava de mudar os sofás das pessoas para um estilo americano.

 

Quando cheguei com esse nome em casa minha esposa e sua prima riram, mas uma semana depois estavam placas e caminhão pintados com a marca.

 

Passaram-se alguns anos e eu montei uma loja de sofás com 70 metros quadrados,  mas eu queria sempre superar e melhorar.  Resolvi abrir uma loja de móveis, juntei uns 70 mil e fui à Uba sem conhecer ninguém e nenhum fornecedor. Chegando lá, busquei informações sobre os melhores fornecedores e comprei uns móveis para abrir minha loja.

 

Tenho uma filial em Ipatinga que está se tornando um sucesso maravilhoso depois de muita luta e agora estou com um projeto de tornar isso uma rede de lojas de primeira linha. Já tenho capital para mais uma e estou estudando possibilidades de abrir em Timóteo e Valadares para aproveitar o trajeto do caminhão para fazer as entregas.

 

Acredito que o meu maior erro foi não ter lido muito quando comecei. Agora me tornei um leitor assíduo e quase posso dar aulas, pois li os melhores livros do mercado relacionados a empresários. Fiz o Empretec, aprendi absurdos lá, indico a qualquer pessoa que quer se aventurar no mundo dos negócios.

 

Se fosse para começar hoje, investiria mais em rede de contatos, pois descobri que vendas é relacionamento.

 

Hoje tenho 3 casas, 3 empresas, 5 carros e muito sucesso, mas ainda quero mais, abrirei uma rede de lojas, estou para abrir uma loja de peças e retífica e desejo abrir uma rede, com as mesmas idéias que tenho para a loja de móveis.

 

Quem quiser trocar idéias com o Ronald, o e-mail dele é: ronald.veiga@bol.com.br

http://www.amerikan.com.br