Fazendo do mesmo jeito

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Fazendo do mesmo jeito e querendo resultados diferentes…Loucura!!!

É engraçado como as pessoas buscam por mudanças, é na virada do ano, é depois do carnaval, na próxima segunda e aí a fora. Mas logo desistem e voltam para o “morninho”, se apegam a frases de mudança ou de transformação, mostradas nas redes sociais, compartilha, coloca curtir, mas dois minutos depois, volta para o “morninho”, e o pior, colocando desculpas verdadeiras pela sua falta de vontade.

Li este post no http://www.contioutra.com e quero compartilhar com vocês http://www.contioutra.com/por-que-algumas-pessoas-repetem-sempre-os-mesmos-erros/  até quando você se deixará ser conduzido por suas desculpas? Até quando o “morninho” vai tomar conta de você.

Mudanças não são fáceis, requer decisões e comprometimento com o novo, seja mudar de emprego, de cidade, de marido/ esposa, mas se algo está te incomodando, não fique só reclamando, planeje, busque sair do morninho, não se acostume com o problema – se fizer uma atividade por dia, para que esta mudança ocorra, garanto que ela será menos dolorosa e mais tranquila – agora se tomar esta decisão de mudança sem pensar nas consequência, de maneira irresponsável, a dor de cabeça será maior.

Só existe um culpado nesta história, e é VOCÊ e somente uma pessoa pode mudar isso, que também é VOCÊ.

Aprenda estar no controle, ou você está no “teu controle” ou alguém está te controlando, as vezes é o “morninho” no controle.

Deixe suas experiências abaixo em “comentários”, podemos compartilhar e crescer juntos.

Até o próximo post…

Fábrica de Empreendedores

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Meta x Projeto

meta versus planejamento

O que é Meta e o que é Projeto ?

Conversando com amigos e clientes, me deparo sempre com a pergunta:

Qual a diferença entre Meta e Projeto?

Na Fábrica de Empreendedores definimos da seguinte forma:

Meta

É caminho ou o passo-a-passo para se chegar a um objetivo. É um desafio, algo que se pode realizar, uma etapa a ser atingida dentro de um objetivo, no seu topo ou em parte.

Projeto

Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas. (segundo PMBOK)

E logo em seguinte vem a pergunta:

E como faço minhas Metas e os meus Projetos?

Então vamos as metodologias:

Meta

Utilizamos o modelo SMART para criar as metas, SMART é um acróstico para os termos em inglês: Specific, Measurable, Archievable, Relevant e Time-bound que em português seria eSpecifico, Mensurável, Alcançável, Relevante e Temporal, vamos entender cada uma delas, utilizaremos o exemplo de “comprar um apartamento”:

  • eSpecífico: Neste item você pode se perguntar – O quê?
    • Ex: o que quero desse apartamento, quantos quartos, tamanho do apartamento, local, quantos banheiros, vagas na garagem, sala de jantar, cozinha, ou seja, ser o mais específico possível, tão específico que você começa a visualizar o apartamento.
  • Mensurável: Neste item você pode se perguntar – Quanto?
    • Ex: aqui você começa a pesquisar na região escolhida e com suas referências quanto custa este apartamento.
  • Alcançável: Neste item você pode se perguntar – Como?
    • Ex: neste passo você começa a criar as possibilidades, é neste momento que você cria as suas tarefas, como irá fazer, criar etapas, desenhar cenários, otimizar recursos e priorizar as ações.
  • Relevante: Neste item você se pergunta – Porquê?
    • Ex: aqui neste item, é que vai ser eu motivador, porque quero esta Meta, o que pretendo, quais os benefícios que terei comprando este apartamento, o que me motiva a gerar ações para alcançar esta Meta. Enquanto não responder este item, não prossiga com a criação da Meta, esse motivo tem que ser forte, para que você não desista.
  • Temporal: Neste item você se pergunta – Quando?
    • Ex: Quando irei comprar o apartamento, com base na data de compra, você irá alinhar as suas tarefas, você precisa de um limitador para criar todo o cenário, caso não tenha, as tarefas serão feitas quando der, e provavelmente estarão fadados ao fracasso.

Projeto          

Projeto é o evento que tem início e fim (escopo) bem definidos. Seguindo conceitos, dividimos o projeto em 05 partes:

  • Iniciação
  • Planejamento
  • Execução
  • Monitoramento e controle
  • Encerramento

Vamos continuar com o exemplo do apartamento. No primeiro momento tivemos a Meta de comprar o apartamento, após concluída a compra, agora queremos reformar o apartamento, isso já é um Projeto.

  1. Iniciação

Iremos definir o que queremos nesta reforma do apartamento, aqui você irá fazer o “escopo”, irá colocar todos os itens de mudança e melhorias.

  1. Planejamento

Neste passo iremos criar as tarefas a serem executadas, dividir funções, alocar pessoas, ver cronograma, é o momento “de pensar antes de agir”.

  1. Execução

É a parte que gostamos, é o colocar a mão na massa, é começar a agir baseado no escopo e executado através do planejamento.

  1. Monitoramento e controle

Parte importante do processo, neste item você verifica se tudo que foi planejado está sendo executado dentro do prazo e do valor estipulado, como se diz “o olho do dono que engorda o gado”, é acompanhar de perto, ver a evolução, se tudo está dentro do combinado em projeto e alinhado com o escopo.

  1. Encerramento

A entrega do Projeto, parte que todos querem atingir, verificar se tudo que está no escopo foi entregue, se o planejamento não fugiu do orçamento e do tempo. É a finalização que começou com uma META e foi concluído com um Projeto.

Bom, espero ter esclarecido, mas se você tem alguma dúvida ou quer compartilhar experiências, faça seus comentários abaixo, no próximo post irei falar sobre o Modelo Canvas.

Até o próximo post…

Fábrica de Empreendedores

Filme: “O Sabor de uma Paixão” – persistência e comprometimento

A princípio parece ser um romance bobinho, mas algumas situações me chamaram atenção.

O filme é sobre Abby, uma americana que vai para o Japão para encontrar seu namorado que a deixa e sozinha, se sente perdida.

Até que ela entra em um restaurante que serve o Lamen e ela percebe como ele proporciona um sentimento mágico em seus consumidores. Decide então que será uma chefe especializada no prato e pede para o dono do restaurante ser seu professor.

Os dois não se entendem, principalmente, por causa do idioma, mas a comida não tem barreiras e permite que haja uma ligação muito forte entre os dois.

Abby passa por um duro treinamento, pois seu professor não é nada fácil. Tem que lavar banheiro, grandes panelas, limpar o restaurante, servir, acordar cedo e dormir tarde, mas nada a faz desistir, pois tem um objetivo muito claro.

Em um momento, ela diz que seu pai sempre disse que ela nunca consegue terminar algo, mas seria diferente dessa vez porque ela queria muito se tornar uma especialista em lamen e faria de tudo para conseguir.

No meio da estória, Abby conhece um executivo japonês (cujo sonho era ser músico) e se apaixona. Quando parece que está indo tudo bem entre eles, ela recebe a notícia de que ele terá que ir para Taiwan, a empresa o transferiu. Ela pede para ele ficar, para largar tudo e ir atrás de seu sonho, mas ele diz que é japonês e o certo é ele seguir às regras. Ele pede que ela vá com ele, mas ela diz que não pode porque está indo atrás de seu sonho.

O dono do restaurante a ensina a preparar o lamen, mas ela faz várias vezes e ele joga tudo fora por achar horrível. Até que ele leva Abby para conhecer sua mãe  para que ela prepare o lamen para ela experimentar. Ele explica que Abby tem a técnica muito apurada, mas o prato não tem gosto.

A mãe do professor diz para Abby que ela tem que por sentimento no que faz, quando fazemos dessa forma, tudo fica saboroso, não é só técnica e aí Abby entende quando várias vezes seu professor falava que ela tinha que fazer com a alma, com amor.

Abby foi preparar o lamen e dessa vez, foi especial, conseguiu atingir o que desejava. As pessoas sentiram a mágica do prato.

Qual a analogia que faço desse filme com o mundo empreendedor?

Muitos empresários desistem de muitas coisas no decorrer do tempo, pois ainda não encontraram um verdadeiro motivo para seguir em frente; algo que realmente desperte algo intenso em si.

Quando realmente encontram um grande desafio, passam por situações duras, nem sempre agradáveis, mas nada disso os abalam, pois sabem porque precisam passar por isso. Continuam a ser persistentes.

Abby mostrou comprometimento com ela mesma, com seu sonho; mesmo sacrificando um grande amor. Se os empreendedores não tiverem primeiro, esse comprometimento consigo mesmo, não conseguirão se comprometer com qualquer outra pessoa.

E por último, mas talvez o mais importante, quando decidimos empreender devemos fazer com amor, com dedicação. Os clientes percebem quando gostamos do que fazemos, nossos parceiros se dedicam mais a nós. Afinal, o amor contagia.

Mas nunca esquecendo que as técnicas de gestão são importantíssimas para mantermos os pés no chão.

Filme: “Invictus” – visão e planejamento de Mandela

Primeiro, não tenho nem o que falar desses dois atores: Morgan Freeman e Matt Damon, talentosíssimos e brilhantes como sempre.

Filme que se passa na África do Sul, após a eleição de Nelson Mandela ainda com vários conflitos entre negros e brancos, mas com o sonho de Mandela de transformar o país destroçado em uma nação arco-íris unindo as pessoas de todas as tribos, cores, classes sociais.

Ao assistir a um jogo de rugby, percebe que pode utilizar o esporte para unir seu povo. Porém, o time do país, o Springboks está totalmente desacreditado pelos torcedores, pois não consegue vencer as partidas. Os brancos torcem para o time, os negros torcem contra, pois para eles representa os duros anos do Apartheid.

Mandela chama o capitão do time Pienaar para ajudá-lo na empreitada e para isso, ele tem que levar o time à final da Copa do Mundo de Rugby que será realizada na África do Sul. Transformar o time perdedor em campeão e fazer com que brancos e negros se unam em prol da comemoração do título.

É um filme que retrata brilhantemente a visão de futuro de Mandela e o planejamento para alcançar o resultado desejado.

A visão de Mandela é ver um país unido sem preconceito e discriminação, ele tem uma informação de que a final da Copa Mundial de Rugby atingiria quase 3 bilhões de pessoas pela televisão e aí viu uma forma de divulgar a África para o mundo e unir seu povo.

Os dirigentes negros que comandavam a pasta de esportes queriam mudar o logotipo e as cores do time por remeter à lembrança de um esporte de brancos e assim, afrontá-los.

Mandela foi contra, muitos não concordaram com sua opinião, mas o que ele desejava com este ato era mostrar que ele não era contra os brancos e queria ser um elemento pacificador, pois muitos brancos acreditaram que com sua eleição, ele faria de tudo para prejudicá-los.

Para aproximar o time dos negros buscou ajuda do capitão do time, buscando levar o rugby para perto deles utilizando de algumas estratégias, pois eles preferiam jogar futebol.

Uma das estratégias, foi utilizar Chester, o único negro do time como garoto propaganda na comunidade negra; a fim de que eles se vissem dentro do time. Assim, teriam um ídolo, um metamodelo a seguir.

Outra estratégia foi levar os jogadores do time para ensinar rugby para as crianças das comunidades negras. Isso possibilitou uma aproximação entre as pessoas. Os jogadores foram conhecer uma realidade que não conheciam e as crianças se aproximaram de algo que nunca pensaram e perceberam humanidade nas atitudes.

Mandela ia a todos os jogos possíveis para mostrar que ele era um torcedor do time. Um repórter perguntou a Mandela se era verdade que quando ele estava na prisão ele torcia contra e ele disse que sim, mas que as coisas mudam. Isto é, deixando uma mensagem clara aos sulafricanos que as coisas tinham que mudar.

À medida que o time ganhava, aumentava o número de torcedores. Mandela conseguiu fazer com que as pessoas entendessem que eles não estavam torcendo para uma cor, mas para seu país.

Os jogadores que inicialmente, achavam uma besteira aprender o novo hino nacional, perceberam que isso fortaleceria esse espírito de união que começava a ser instalado e aprenderam para cantar verdadeiramente no início do jogo.

O time desacreditado inicialmente, chegou à final e ganhou dos favoritos e Mandela conseguiu o que desejava, brancos e negros assistindo juntos aos jogos, torcendo pelo time de seu país e comemorando juntos a união.

Dizem que foi o dia mais feliz na África do Sul. Mandela com sua visão (muitas vezes incompreendida), estabeleceu estratégias, movimentou as peças certas e alcançou o resultado desejado.

Em empresas, se procede da mesma forma: o empreendedor visionário estabelece onde deseja chegar, estabelece passo a passo tudo o que deve ser feito, busca informações e utiliza pessoas-chaves para atingir seu objetivo.

Quais os seus desafios para o ano que começa?

Muita gente começará o ano a partir de agora, alguns por voltar das férias, outros por causa de um novo emprego ou negócio, ou ainda pela volta às aulas dos filhos. Enfim, não importa, em que momento seu ano comece… o importante, é ele começar.

Quais os seus desafios para o ano que começa? Não estou falando das promessas que as pessoas fazem ao pular ondinhas ou na virada do dia 31 para o dia primeiro. O que você realmente deseja fazer e principalmente, terá coragem para seguir adiante e executar as ações necessárias para alcançar suas metas ou efetuar algumas mudanças significativas em sua vida?

Resolvi escrever esse post depois de assistir no final de semana dois filmes: Megamente (que já havia assistido, mas minha filha quis rever, fiz até um post sobre ele há algum tempo https://valerianakamura.wordpress.com/2011/07/05/filme-megamente/) e  O Discurso do Rei.

Algumas coisas me chamaram a atenção (nunca consigo assistir a um filme sem fazer analogias com comportamentos e empresas), em ambos os filmes me deparo com personagens que perdem sua motivação ao viverem suas vidas para os outros e acham que não tem escolha.

Em Megamente, temos:

1. O próprio Megamente que viveu a vida toda com o objetivo de derrotar seu inimigo o Metroman e quando consegue perde sua motivação, pois tudo fica sem graça, sem desafios.

2. O Metroman que viveu sua vida para salvar o mundo das maldades do Megamente, mas um dia percebe que só cumpria o que as pessoas esperavam dele e nunca havia pensado em si mesmo.

3. Criado – o companheiro inseparável do Megamente que em uma discussão, Megamente manda que ele pare de cuidar de sua vida, Criado diz que seu único objetivo foi cuidar dele e nesse momento, se sente totalmente perdido.

E em O Discurso do Rei, vemos o futuro Rei George VI sofrendo para atender às expectativas dos outros e tendo que lidar com sua baixa autoconfiança.

Quantos personagens da vida real encontro e são tão parecidos com esses personagens de filmes?

O empresário cujo objetivo é acabar com seu concorrente e não fazer sua empresa crescer para alcançar novos desafios.

Pais extremamente protetores que não deixam seus filhos amadurecerem e vivem em função apenas deles e quando eles decidem partir e trilhar seus próprios caminhos, se sentem totalmente perdidos, pois nunca pensaram em seus desejos.

Pessoas que vivem apenas em função de outras, de atender às necessidades dos outros e pouco pensam em quais são as suas.

Profissionais competentíssimos que não se desafiam com medo do julgamento de seus superiores e pares e preferem ficar reclamando ao invés de buscar seus sonhos e realizar mudanças.

E por que isso acontece mais comumente do que imaginamos?

Napoleon Hill que escreveu a Lei do Triunfo em 1928 (clássico da literatura que recomendo) cita que o ser humano tem alguns medos: da morte, da doença, da pobreza, de perder o amor de alguém, da velhice e da crítica.

E isso continua atual, quando pergunto em meus treinamentos por que as pessoas não estabelecem suas metas, sempre me vem a resposta: “MEDO”.

E medo do quê? De não conseguir? De certo forma sim, mas principalmente, medo do que as pessoas vão falar se não conseguir, enfim, o medo de ser criticado, apontado como fracassado.

E simplesmente digo: “E daí se não conseguir? Vejo o motivo de não ter conseguido, faço uma análise, reorganizo minhas ideias e planejamento e sigo em frente se realmente for importante para mim!”

Viver uma vida para os outros e sem desafios, torna nossa vida monótona, sem tempero e perceba que até os amigos começam a se distanciar… ninguém gosta de ter alguém por perto sem um brilho nos olhos. Ou melhor, tem sim, aquelas pessoas que para se sentirem bem precisam ter pessoas que mostram que estão pior que elas.

O medo faz parte de nossa vida como proteção, mas não pode nos imobilizar.

Os personagens dos filmes tiveram medo, mas conseguiram superá-lo quando encontraram uma razão para vencer, um verdadeiro motivo que os levaram a mudar e se desafiarem, mesmo tendo a chance de perder, morrer ou perder sua credibilidade. Megamente foi o amor por Rosane, Metroman foi o encontro de sua vocação (ser músico, mesmo não sendo lá grande coisa) e o Rei George VI ao encontrar apoio de sua esposa Elizabeth e seu amigo Logue para conseguir ser o líder de seu povo e suceder seu pai brilhantemente.

Eu já sei quais os meus desafios e você? Está esperando o que para começar?

Jovens “no limite” ou “sem limite”?

Apesar de nunca ter sido fã da Amy Winehouse, sinto uma sensação de impotência ao ver que mais uma vez a falta de motivação venceu a VIDA.

Por que digo falta de motivação e não drogas? Primeiro porque acredito que as drogas foram apenas um instrumento para se sentir melhor, suprir uma ausência, buscar um conforto para a falta de um motivo maior para viver.

Sou mãe de uma garota linda e cheia de vida de 5 anos, mas que todos os dias quer mais. Não estou dizendo do querer de coisas materiais, mas de desafios, de novos conhecimentos, de buscar cada dia mais seu limite ou até o ultrapassando.

Quantas vezes, vejo minha filha “no limite” do cansaço, do sono e luta para se manter acordada, brincando, parecendo que o mundo irá acabar.

Quantas vezes, vejo minha filha em situações “sem limite” e acaba falando coisas que não deve ou se machucando.

Quantas vezes, tenho deparado com jovens na idade de Amy atuando em grandes corporações com funções de liderança que tiveram um crescimento veloz que para preencher o vazio da falta de preparo para lidar com pessoas beiram “o limite” da arrogância e intolerância para se protegerem. Ou ainda passam “do limite” da falta de respeito e se acham “blindados”.

Os jovens se desenvolvem cada vez mais rápido, pois aprendem mais rápido, vivem em um mundo muito mais veloz, conseguem coisas mais rapidamente e talvez, até mais facilmente, principalmente quando existem pais que dão tudo para que não fiquem frustrados.

Mas, a frustração é algo que nossos filhos precisam aprender a superar e por si próprios! Isso fará com que eles sempre busquem seus desafios pessoais e soluções para seus problemas.

Jovens talentosos que conseguem tudo muito cedo e muito mais facilmente, podem chegar em um período da vida sem nenhum desafio a ser conquistado e chegando a esse “limite”, a pergunta é: “O que eu faço para me motivar já que consegui tudo?”

Cada vez mais, vejo jovens muito cedo estarem desmotivados e assim sendo buscam uma solução no mundo externo, por exemplo: trabalhando demais (virando verdadeiros workholics), inúmeros relacionamentos amorosos, baladas intermináveis, horas excessivas conectados na Internet ou ingressam no mundo das drogas (lícitas e/ ou ilícitas).

Também já fomos jovens e também acreditávamos que nada nos aconteceria, nossos jovens também acreditam nisso; lições de moral não adiantam, gritos e berros também não, então o que fazer?

Acredito que precisamos nos conter e não sermos superprotetores, hoje quase nossos filhos não correm porque muitas vezes preferimos que eles fiquem na “segurança” do lar, assistindo a TV ou no videogame, para não se machucarem.

Queremos dar todos os “brinquedinhos tecnológicos”, pois todos os amiguinhos têm.

Queremos proporcionar tudo o que há de melhor na educação para serem melhores profissionais.

Queremos evitar todo e qualquer sofrimento para que não se machuquem.

E no final das contas, damos “limites” demais ou transformamos nossos filhos em pessoas “sem limites”, pois já que muitos não sabem o que é se machucar, se frustrar, buscar suas próprias soluções, resolvendo seus problemas?

E quando crescem por não saberem seus “limites” vão em busca deles de forma muitas vezes, irresponsáveis e sem retorno.

Podemos fazer muito por nossos filhos: ensiná-los a serem bem educados, respeitarem às pessoas, obedecerem às normas, aprenderem a esperar; fazer com que busquem suas conquistas e sempre estar disposto a ajudá-los, mas não fazer por eles.

Qual o futuro que você quer para seu filho? Deixe que ele busque suas próprias motivações e desafios!

Filme: “A Lenda dos Guardiões”

Feriadão, resolvemos fazer uma sessão de filmes e um deles foi “A Lenda dos Guardiões” que pegamos para assistir com nossa filha de 5 anos.

O personagem principal é Soren, uma coruja que adora as estórias que seu pai conta sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um grupo de guerreiros que lutaram para proteger as corujas “do bem” das corujas “do mal”.

Enquanto, o irmão de Soren acha tudo uma bobagem; ele acredita em seus heróis e sonha em se tornar um verdadeiro Guardião.

O que era um conto se mostra real. Soren consegue montar um verdadeiro time e busca salvar as corujas. Não vou contar o que acontece para não acabar com a surpresa!

Em uma das partes, a mãe de Soren pergunta ao pai se ele não se preocupa pelo filho ser tão sonhador e ele responde que se preocupa com todos os filhos da mesma forma. E pela minha percepção, sua preocupação verdadeira está sobre aquele que não sonha.

Como mãe, percebo a importância de estimular os sonhos em nossos filhos, isso fará com que eles construam sua visão de futuro, possam ser estimulados a ter autoconfiança e esperança. Serão adultos mais determinados. Muitos pais dizem que precisam trazer às crianças à realidade, pois querem evitar seu sofrimento.

Por que tentar transformar nossas crianças em adultos racionais que não devem acreditar em Coelho da Páscoa e Papai Noel? O que isso trará para eles? Dizer que eles devem entender que a vida é dura? Para quê? Eles aprenderão isso, no seu tempo e do seu modo.

Quantas vezes nossos pais falavam para não corrermos que nos machucaríamos e não dávamos ouvidos e quando realmente acontecia, chorávamos e só aí aprendíamos.

Vejo tantos pais repreendendo crianças quando dizem que querem ser caminhoneiros, artistas de circo, motoboys. Deixem que eles sonhem… eles terão tanto tempo para mudar ou não… para que sofrermos por algo que nem sabemos como será?

Conheço tantos adultos que nunca sonharam e hoje são infelizes, pois nunca desenvolveram essa capacidade e hoje, fica muito mais difícil soltar a imaginação em busca de seus sonhos, não se permitem, acham ridículo, se fecham às possibilidades de escolha. E muitos escondem uma grande insegurança.

Nos sonhos, nada é proibido, tudo vai dar certo e por termos essa crença (principalmente para aqueles que foram crianças sonhadoras), tiveram iniciativa, não tiveram medo de buscar realizar o sonho.

É claro que muitos se machucaram, outros se decepcionaram, mas não deixaram de acreditar na possibilidade e isso é o mais importante!

Ao contrário daqueles que não sonharam, foram vivendo a vida que os outros impuseram, vivendo o medo dos outros, foram “escondidos” ou “protegidos” para não se machucar ou se decepcionar. E hoje, como adultos continuam fugindo da vida, mas no fundo, possuem cicatrizes maiores do que os sonhadores, pois é uma cicatriz na alma e não no corpo!

Não estou dizendo para largarmos nossos filhos, mas deixarmos que eles sonhem, criem, inventem estórias, tenham amigos imaginários, finjam que são outras pessoas, além de incentivar a encontrarem seus caminhos, você ajudará seus filhos a serem melhores pessoas.

Vou contar um fato que aconteceu com minha filha de 5 anos.

Ela disse que queria ser médica, florista e bombeira. Em nenhum momento, meu marido e eu dissemos algo contra, apenas a questionamos o porquê dessas escolhas e ela disse que gostaria de ajudar as pessoas e cuidar de flores é muito bom!

E por muito tempo, ela continuou dizendo a mesma coisa e sempre conversávamos sobre isso, mas nunca disse que não daria para fazer tudo ou era um absurdo.

Até que um dia, ela me disse que esteve pensando e que ela só ia ser médica porque era muita coisa para se fazer ao mesmo tempo. Pronto! Ela chegou a uma conclusão sozinha e com apenas 5 anos.

Isso me dá a certeza de que estou no caminho certo e curtirei com ela todos os seus sonhos!

Deixe seus filhos voarem (viverem) como as corujinhas do filme!