Dicas de livros

Recebi um comentário da Mônica solicitando dicas de livros e cursos. Ela disse que deseja fazer o Empretec e acredito ser o mais indicado para empreendedores. Em relação aos livros, segue o link com algumas dicas:

http://www.fabricadeempreendedores.com.br/dicas_livros.html

Para negociar melhor, existe o livro “Conseguindo um Sim” de Roger Fisher e William Ury.

Boa leitura a todos!!

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Quando chega um grande concorrente…

A maioria se desespera, começa a arrancar os cabelos, pensa em fechar o negócio e principalmente, reclama.

Reclama para os funcionários, para os vizinhos, para os amigos, para os clientes, mas de que adianta isso? Será que só reclamar adiantará alguma coisa? O concorrente vai ficar com medo e não virá mais? Muito pelo contrário… enquanto os reclamões ficam fazendo alarde (na realidade estão fazendo uma excelente propaganda gratuita), o concorrente continua alinhando seu processo de abertura, gestão, captação de novos clientes, enfim, trabalha e cresce.

Moro em Mogi das Cruzes e no início do ano, em pleno movimento de Volta às Aula saiu uma notícia bombástica para os empresários do ramo de papelaria; a Kalunga, um dos maiores atacadistas da área abrirá uma filial na cidade.

Para os empresários que ficam atrás do balcão que apenas enxergam a porta da loja e seu interior, que não se preocupam em saber as notícias da cidade, de sua área de atuação, que não buscam informação e capacitação, a notícia foi uma péssima surpresa.

Porém, aqueles empresários que trabalham “o” negócio, com informações e visão estratégica, isso não é nenhuma novidade. Afinal, era só observar a movimentação dessa grande rede em abrir filiais em pontos estratégicos, onde o desenvolvimento é constante. Dessa forma, alguns já haviam iniciado um processo de mudança de foco, agregando produtos e serviços diferenciados.

E como enfrentar um gigante como esse?

Primeiro, analise quais os pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades da sua empresa e também do concorrente, pois aqui começa o plano de ação para lidar com esse concorrente. Potencialize seus pontos fortes, trabalhe os seus fracos; atue onde seu concorrente é fraco, residindo aí uma excelente oportunidade de crescimento e manutenção do seu negócio.

Que tal tirar o bumbum da cadeira e fazer uma visita às papelarias na região onde já existe esse concorrente? Veja como elas trabalham, converse com o proprietário, com os funcionários, que produtos e serviços oferecem; provavelmente você encontrará muitas opções para sua empresa.

Converse com seus clientes, peça feedback, pergunte quais são suas necessidades para verificar se você pode atendê-los.

Que tal se associar aos seus concorrentes para comprar mais barato, elaborar estratégias para que vocês possam enfrentar o mercado? Existem muitas empresas que se juntaram para se manterem no mercado, por exemplo, empresários dos ramos de supermercados e materiais de construção.

Capacite-se! Nas salas de aula, você encontrará pessoas para trocar idéias e experiências, mesmo que de outros ramos, pois aprender e ter uma visão clara do negócio é essencial para qualquer empreendedor.

Cuidado em não querer disputar o mercado utilizando uma estratégia de preços baixa, isso é algo que pode acabar com você sem seu concorrente fazer o mínimo esforço.

E finalmente, estabeleça uma meta clara e um planejamento adequado para que você passe por esse momento de adaptação.

Como escrever um plano de negócios (Parte 1)

Em todo curso de planejamento é falado sobre a importância de se escrever um Plano de Negócios, mas por que exatamente?

Há um grande engano de muitos empresários que acreditam que devem escrever um plano apenas quando precisam de um investimento, aí pela urgência fazem de qualquer jeito, o que o torna irreal e impreciso.

Ele também será muito útil quando você quiser agregar um sócio, vender e divulgar sua empresa, conquistar determinados clientes e fornecedores.

Mas, o principal é conhecer realmente o seu negócio para que você possa expandir, mudar os rumos da empresa ou até tomar a decisão de fechar ou não abrir, se ela não for viável.

Já vi e revi muitos planos de negócios e posso garantir que grande parte está baseada apenas na visão do empresário, no que ele “acha”, sem analisar o contexto que está inserido, sem se preocupar com o futuro, sem fazer uma busca de informações e análise de riscos mais aprofundada. Por isso, os planos são confusos e imprecisos e quando começo a questionar as informações me deparo com pessoas despreparadas que não passam das questões iniciais para me dizer que acreditam que precisam conhecer melhor seu negócio.

Dividirei a elaboração de Plano de Negócios para dois públicos distintos: os que desejam montar seu negócio e aqueles já possuem um negócio próprio.

Para aqueles que desejam montar seu negócio, as perguntas são:

1. O que você deseja montar?

2. Por que você quer esse negócio?

3. Quanto você quer ganhar com esse negócio?

Para aqueles que já têm um negócio próprio, as perguntas são:

1. Você está satisfeito com esse negócio?

2. Como você vê o futuro desse negócio?

3. Qual o faturamento que você deseja daqui a 5, 10, 20 anos?

Pense nessas perguntas, na semana que vem, explicarei o motivo de cada uma delas para que você analise melhor a sua empresa.