Coloque paixão na sua empresa!

O texto a seguir foi escrito por uma profissional que conheço há anos e é apaixonada verdadeiramente pelo que faz, então resolvi compartilhar com vocês:

 

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.

 

Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.

 

Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!

 

Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa”.

 

Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ”apaixonada”? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?

 

Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.

 

As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.

 

Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.

 

Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.

 

Volte-se então para sua equipe… Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem… Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.

 

Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

 

 

Ana Maria Magni Coelho

Gerente Regional do ER Alto Tietê do SEBRAE-SP.

Pedagoga, com especialização em Gestão de Projetos e Gestão do Conhecimento.

anamariac@sebraesp.com.br

 

Nunca sou culpado… a culpa é sempre dos outros!!!

ZidaneO que mais existe nas organização é a terceirização de culpa ou de responsabilidade (acho que é uma forma mais amena).

Decidi escrever o post com este tema depois que assisti no Fantástico do dia 16/04, uma entrevista com o Zidane.

A matéria foi aberta com uma frase do tipo “o culpado pelas duas derrotas do Brasil”, quase morri de rir, pois logo associei com as reclamações que ouço nos treinamentos.

Será que o Zidane é culpado pelas nossas derrotas ou o time brasileiro foi incompetente em sua atuação? É muito mais fácil tirar o peso das costas e colocar nos outros, não é?

Zidane, simplesmente, fez o que tinha que fazer, mostrar resultado, sua competência técnica e o nosso time que também deveria fazer isso, nada fez, tinha mais estrelas em campo do que qualquer time, mas todos trabalharam individualmente, não pensaram no trabalho em equipe, assim, fica mais fácil esconder sua incompetência dizendo que Zidane é excepcional, teve sorte naquele dia, estava mais motivado. Como diz Paulo Gaudêncio: “desculpas verdadeiras”, mas são apenas desculpas.

E no mundo empresarial, como isso se dá? É o que chamo de “terceirizar responsabilidades”.

As pessoas buscam um “Zidane” para culpar pelos seus erros, por não conseguir alcançar o que deseja e para aliviar diz: “tentei, mas…”.

Vou exemplificar com frases que ouço constantemente, completando a frase “Tentei, mas…”

  • meu sócio não quis (nunca conheci o sócio que não presta, nos treinamentos só aparecem os sócios que foram sacaneados)
  • o governo não ajuda
  • o banco não emprestou o dinheiro
  • os funcionários não são comprometidos
  • a mocinha ou o mocinho não fez (adoro esse, pois até agora não encontrei essa mocinha ou mocinho)
  • o dólar abaixou ou subiu
  • minha mãe não me entende (tem muito empresário carente nesse mundo)
  • o fornecedor não entregou
  • os clientes não compram
  • o lixeiro não passou
  • o carteiro não trouxe
  • o concorrente é desleal
  • a sogra me boicota (nessa hora, a sogra é de uma serventia!!)

Posso ficar o dia todo, colocando vários personagens aqui, mas de quem é realmente a responsabilidade? Totalmente, sua. Se você não colocar sua vida nas suas próprias mãos, ficará à mercê de outros e nada poderá fazer. Não adianta responsabilizar os outros, o que mudará na sua vida? Continuará no papel de vítima do mundo cruel, um verdadeiro Hardy (lembra daquela hiena que só reclama?).

O empreendedor assume seus erros e acertos e principalmente, busca aprender com seus erros para poder sempre se melhorar como pessoa e profissional.

Pare de ficar encontrando “Zidanes” em sua vida, pois no final das contas, você está fazendo uma excelente propaganda deles e mostrando sua total ineficácia.

Como estabelecer uma meta empresarial

Normalmente, quando as pessoas decidem montar um negócio pensam apenas no negócio em si e em algo que “acham” que é legal. Poucas estabelecem metas, por isso depois se sentem frustradas quando as coisas não funcionam como deveriam.

Vamos utilizar a regra SMART para definir as metas (eSpecífico, Mensurável, Alcançável, Relevante, Temporal):

Específico – Que tipo de negócio desejo? Qual o público? Onde será instalado?

Mensurável – Quanto quero ter de lucro? (Cuidado para não se focar apenas no faturamento, pois algumas empresas faturam muito e lucram pouco, acredito que não é isso que você deseja).

Alcançável – Será que o tipo de negócio que almejo poderá me dar o lucro que desejo? O que preciso fazer para viabilizar esse negócio da forma como planejo? (Já vi muitos empresários montarem negócios sem pensarem sobre essa questão, gastam uma fortuna e não vêem o retorno).

Relevante – Por que tudo isso é importante para você? Por que faz seu coração bater mais forte? Fará por você ou pelos outros?

Temporal – Até que data você deseja cumprir essa meta? De preferência dia, mês e ano.

Essa fórmula pode ser utilizada para qualquer tipo de meta, experimente… vale a pena… é só começar… se deseja empreender, comece por aqui, mas não esqueça… isso é apenas o início.