Filme: “Invictus” – visão e planejamento de Mandela

Primeiro, não tenho nem o que falar desses dois atores: Morgan Freeman e Matt Damon, talentosíssimos e brilhantes como sempre.

Filme que se passa na África do Sul, após a eleição de Nelson Mandela ainda com vários conflitos entre negros e brancos, mas com o sonho de Mandela de transformar o país destroçado em uma nação arco-íris unindo as pessoas de todas as tribos, cores, classes sociais.

Ao assistir a um jogo de rugby, percebe que pode utilizar o esporte para unir seu povo. Porém, o time do país, o Springboks está totalmente desacreditado pelos torcedores, pois não consegue vencer as partidas. Os brancos torcem para o time, os negros torcem contra, pois para eles representa os duros anos do Apartheid.

Mandela chama o capitão do time Pienaar para ajudá-lo na empreitada e para isso, ele tem que levar o time à final da Copa do Mundo de Rugby que será realizada na África do Sul. Transformar o time perdedor em campeão e fazer com que brancos e negros se unam em prol da comemoração do título.

É um filme que retrata brilhantemente a visão de futuro de Mandela e o planejamento para alcançar o resultado desejado.

A visão de Mandela é ver um país unido sem preconceito e discriminação, ele tem uma informação de que a final da Copa Mundial de Rugby atingiria quase 3 bilhões de pessoas pela televisão e aí viu uma forma de divulgar a África para o mundo e unir seu povo.

Os dirigentes negros que comandavam a pasta de esportes queriam mudar o logotipo e as cores do time por remeter à lembrança de um esporte de brancos e assim, afrontá-los.

Mandela foi contra, muitos não concordaram com sua opinião, mas o que ele desejava com este ato era mostrar que ele não era contra os brancos e queria ser um elemento pacificador, pois muitos brancos acreditaram que com sua eleição, ele faria de tudo para prejudicá-los.

Para aproximar o time dos negros buscou ajuda do capitão do time, buscando levar o rugby para perto deles utilizando de algumas estratégias, pois eles preferiam jogar futebol.

Uma das estratégias, foi utilizar Chester, o único negro do time como garoto propaganda na comunidade negra; a fim de que eles se vissem dentro do time. Assim, teriam um ídolo, um metamodelo a seguir.

Outra estratégia foi levar os jogadores do time para ensinar rugby para as crianças das comunidades negras. Isso possibilitou uma aproximação entre as pessoas. Os jogadores foram conhecer uma realidade que não conheciam e as crianças se aproximaram de algo que nunca pensaram e perceberam humanidade nas atitudes.

Mandela ia a todos os jogos possíveis para mostrar que ele era um torcedor do time. Um repórter perguntou a Mandela se era verdade que quando ele estava na prisão ele torcia contra e ele disse que sim, mas que as coisas mudam. Isto é, deixando uma mensagem clara aos sulafricanos que as coisas tinham que mudar.

À medida que o time ganhava, aumentava o número de torcedores. Mandela conseguiu fazer com que as pessoas entendessem que eles não estavam torcendo para uma cor, mas para seu país.

Os jogadores que inicialmente, achavam uma besteira aprender o novo hino nacional, perceberam que isso fortaleceria esse espírito de união que começava a ser instalado e aprenderam para cantar verdadeiramente no início do jogo.

O time desacreditado inicialmente, chegou à final e ganhou dos favoritos e Mandela conseguiu o que desejava, brancos e negros assistindo juntos aos jogos, torcendo pelo time de seu país e comemorando juntos a união.

Dizem que foi o dia mais feliz na África do Sul. Mandela com sua visão (muitas vezes incompreendida), estabeleceu estratégias, movimentou as peças certas e alcançou o resultado desejado.

Em empresas, se procede da mesma forma: o empreendedor visionário estabelece onde deseja chegar, estabelece passo a passo tudo o que deve ser feito, busca informações e utiliza pessoas-chaves para atingir seu objetivo.

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Filme: “Coach Carter – Treino para a Vida”

Coach CarterEste filme é baseado na história real de Ken Carter, um treinador (coach) de basquete que deseja transformar a vida de garotos de uma escola da periferia da Califórnia, utilizando o esporte e a educação.

Carter, proprietário de uma loja de materiais esportivos, se depara com um convite para se tornar treinador do Colégio Richmond onde havia estudado e jogado basquete com inúmeros recordes que não haviam sido quebrados.

Mas o desafio era grande, o time na última temporada ganhou apenas 4 jogos e perdeu 22. Os jogadores eram briguentos, sem nenhuma disciplina e regras, mas Carter acreditava que podia transformá-los.

O basquete não deveria ser uma desculpa para estar na escola, mas uma conquista obtendo boas notas e presença nas aulas e assim, Carter decide impor regras que a princípio deixam pais, professores e alunos inconformados, mas ele não se importa, pois sabe o que precisa fazer para chegar onde deseja.

Carter faz com que esses garotos comecem a visualizar um mundo diferente, com a possibilidade de irem para a universidade, de não pertecerem ao mundo que seus pais e amigos fazem parte, o das drogas e do crime, enfim, podem se tornar verdadeiros cidadãos e profissionais.

Esses meninos descobrem suas potencialidades, sua autoconfiança e auto-estima aumentam, aprendem o que é ser uma equipe, ajudando uns aos outros. Aprendem a ganhar e a perder, como ocorre em nossa vida.

Vamos analisar esse filme com foco na liderança nas empresas, principalmente voltado ao processo de Execução que segundo Ram Charam é um grande problema, pois a maioria dos executivos estão preocupados com as estratégias, mas não com a execução e por isso os resultados não aparecem.

1. Carter gostava de desafios, pois como esportista e empresário, isso fazia parte de sua vida. E assim, é o líder, eternamente movido a desafios, senão sua vida não tem sentido.

2. Carter gostava de pessoas e acreditava que todas podiam desenvolver seu potencial, porém precisavam se conhecer realmente para que pudessem fazer a diferença em suas vidas, por isso fazia com que os garotos chegassem ao limite do corpo, da mente, da alma. Era absolutamente transparente, não ficava com medo de melindrar, de causar uma revolução, de perder os garotos; trabalhava o processo de feedback de forma brilhante, “o que você faz bem… o que você não faz e como pode fazer”.

Vejo que várias pessoas que estão exercendo a liderança atualmente não estão preparadas para isso, pois primeiro, não gostam de pessoas, não se importam com elas, as enxergam apenas como um objeto para atingirem seus objetivos e por isso, muitas vezes não conseguem. E segundo, não saber trabalhar o processo de vital importância nas relações pessoais que é o feedback. Alguns têm muito medo em dar o feedback e serem vistos como “mauzinhos” da empresa, preferindo ficar “de bem” com todos, outros acreditam que o feedback só é utilizado quando ocorreu algo errado e aí também o resultado não aparece. Acredito que esse assunto merece um post próprio que depois escreverei.

3. Carter ao testar os jogadores, começa a colocá-los nas posições mais adequadas. Nas empresas, muitas pessoas são colocadas em posições que não possuem a competência necessária e por isso, muitas vezes são descartadas ou discriminadas. Deve-se haver um estudo mais aprofundado das competências profissionais para termos pessoas certas nos lugares certos.

4. Carter podia exigir resultados, pois sabia que era possível, afinal ele também fora aluno daquela escola, passou pelas mesmas situações daqueles garotos, foi um brilhante jogador e conseguiu dar a volta por cima, estudar e se tornar um empresário. Quantos líderes que vemos nas empresas que elaboram estratégias maravilhosas, mas não sabem como excutá-las e quando questionados dizem: “eu sou pago para pensar… vocês são pagos para fazer!”. Mas como executar algo que nem o líder sabe por onde começar? O líder precisa dar a direção, mostrar que é possível e que está com a equipe em todo o processo, caso contrário, a credibilidade do líder começa a cair e seus funcionários não o seguem. Imagine o Coach Carter dizendo para seus garotos que eles podem ter uma vida diferente se a dele não tivesse sido… será que eles o seguiriam? O que você acha de um médico endocrinologista obeso que te diz que é possível emagrecer de forma natural?

Os líderes precisam ser um exemplo!

5. Existia um garoto (Cruz) que sempre entrava em embate com Carter que sempre o questionava e desafiava: “Do que você tem medo?”. Após passar por muitas coisas, esse garoto responde a essa pergunta: “Temos medo do nosso próprio brilho!”.

O verdadeiro líder é um transformador de pessoas e do ambiente em que vive e por isso precisa buscar seu autoconhecimento e conhecer as pessoas com quem se relaciona para ajudá-las no seu desenvolvimento e fazer com que elas brilhem e saibam lidar com isso. No momento em que cada um encontre seu caminho e saiba que para obter um melhor resultado (um brilho maior) precisa de outras pessoas, o líder conseguiu formar uma verdadeira equipe.

Nosso ativo mais importante na empresa é formado pelas pessoas. Nenhuma estratégia dará resultado se não conseguir ter pessoas para operacionalizá-las. Por isso, passe a valorizá-las!

Quando chega um grande concorrente…

A maioria se desespera, começa a arrancar os cabelos, pensa em fechar o negócio e principalmente, reclama.

Reclama para os funcionários, para os vizinhos, para os amigos, para os clientes, mas de que adianta isso? Será que só reclamar adiantará alguma coisa? O concorrente vai ficar com medo e não virá mais? Muito pelo contrário… enquanto os reclamões ficam fazendo alarde (na realidade estão fazendo uma excelente propaganda gratuita), o concorrente continua alinhando seu processo de abertura, gestão, captação de novos clientes, enfim, trabalha e cresce.

Moro em Mogi das Cruzes e no início do ano, em pleno movimento de Volta às Aula saiu uma notícia bombástica para os empresários do ramo de papelaria; a Kalunga, um dos maiores atacadistas da área abrirá uma filial na cidade.

Para os empresários que ficam atrás do balcão que apenas enxergam a porta da loja e seu interior, que não se preocupam em saber as notícias da cidade, de sua área de atuação, que não buscam informação e capacitação, a notícia foi uma péssima surpresa.

Porém, aqueles empresários que trabalham “o” negócio, com informações e visão estratégica, isso não é nenhuma novidade. Afinal, era só observar a movimentação dessa grande rede em abrir filiais em pontos estratégicos, onde o desenvolvimento é constante. Dessa forma, alguns já haviam iniciado um processo de mudança de foco, agregando produtos e serviços diferenciados.

E como enfrentar um gigante como esse?

Primeiro, analise quais os pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades da sua empresa e também do concorrente, pois aqui começa o plano de ação para lidar com esse concorrente. Potencialize seus pontos fortes, trabalhe os seus fracos; atue onde seu concorrente é fraco, residindo aí uma excelente oportunidade de crescimento e manutenção do seu negócio.

Que tal tirar o bumbum da cadeira e fazer uma visita às papelarias na região onde já existe esse concorrente? Veja como elas trabalham, converse com o proprietário, com os funcionários, que produtos e serviços oferecem; provavelmente você encontrará muitas opções para sua empresa.

Converse com seus clientes, peça feedback, pergunte quais são suas necessidades para verificar se você pode atendê-los.

Que tal se associar aos seus concorrentes para comprar mais barato, elaborar estratégias para que vocês possam enfrentar o mercado? Existem muitas empresas que se juntaram para se manterem no mercado, por exemplo, empresários dos ramos de supermercados e materiais de construção.

Capacite-se! Nas salas de aula, você encontrará pessoas para trocar idéias e experiências, mesmo que de outros ramos, pois aprender e ter uma visão clara do negócio é essencial para qualquer empreendedor.

Cuidado em não querer disputar o mercado utilizando uma estratégia de preços baixa, isso é algo que pode acabar com você sem seu concorrente fazer o mínimo esforço.

E finalmente, estabeleça uma meta clara e um planejamento adequado para que você passe por esse momento de adaptação.