Ser feliz: sou empreendedora, mãe, esposa, mulher…


Aqui estou, mais uma vez em um quarto de hotel me preparando para um treinamento. Mais alguns dias fora de casa deixando marido, filha e minhas “coisinhas”.

Muitas mulheres me perguntam como eu tenho coragem de fazer isso, se eu não sinto culpa por “largar” minha família. Muitos homens me olham com reprovação e só faltam falar: “mulher minha não faria isso!”.

Em compensação, muitos admiram a minha forma de ser, respeitam e aceitam minha opção.

Sou uma pessoa feliz, pois faço coisas me fazem feliz. Optei em ser uma empreendedora, ter meu próprio negócio, trabalhar com treinamento que sempre amei. Apesar de não ser fácil, é muito prazeiroso.

Quis constituir uma família, casei com um homem maravilhoso, parceiro em todas as horas e tivemos uma filha linda e saudável. Temos momentos simples, porém maravilhosos juntos quando estou em casa: um café da manhã, um almoço, um jantar, assistimos filmes e comemos pipocas, brincamos, vamos à missa, fazemos compras, lemos. Esses são nossos pequenos presentes.

Também tenho meus momentos: de leitura, de não fazer nada, de bancar a chef de cozinha, de “mulherzinha”.

Acredito que consigo ter uma vida equilibrada, pois organizo meu tempo para desempenhar esses diversos papéis e principalmente por nunca deixar de fazer o que realmente é importante para mim.

Percebo que muitas mulheres deixam de viver suas próprias vidas para viver a vida de seu marido e filhos. Porém, quando os filhos saem de casa ou o casamento acaba, ocorre um grande vazio e fica muito mais difícil encontrar seu caminho.

Minhas opções não foram feitas apenas para preencher o presente, mas elas têm tudo a ver com minha visão de futuro.

Minha filha está sendo educada para ser uma pessoa independente, que possa decidir seu futuro, que busque soluções aos invés de se lamentar pelos problemas. E tenham certeza, de que apesar de ter apenas 5 anos, já vejo em suas atitudes uma pessoa determinada e segura, por isso acredito ter feito e estar fazendo a coisa certa.

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que eu tinha para minha filha. Eu respondi: “Nenhuma. Só desejo que ela seja feliz como eu com o caminho que escolher.”

E você? Já escolheu seu caminho da felicidade?

 

 

Empreendedoras, mas acima de tudo mulheres…

Na década de 90, poucas mulheres optavam em abrir suas próprias empresas, muitas buscavam seu espaço na carreira corporativa até sem muitas pretensões de atingirem posições de destaque.

Com a chegada do novo século, comecei a me deparar cada vez mais com mulheres que se capacitavam mais que os homens, que almejavam posições gerenciais nas empresas e com a chegada de novas empreendedoras nesse mercado.

A evolução do empreendedorismo feminino desde o ano 2000 tem sido enorme, cheguei a ter salas de treinamento com empreendedores que eram compostas por 90% de homens. Atualmente, chego a ter salas de 70% de mulheres. Incrível, não?

E sabe o que é mais interessante? Muitas mulheres que estão decidindo empreender é simplesmente por um motivo, conseguir conciliar seu lado pessoal, sem perder seu desenvolvimento profissional. Pois são muito mais que mulheres de negócios, são simplesmente, MULHERES, que desejam ser excelentes profissionais, mas também excelentes esposas, mães, filhas e terem um tempo também para cuidar de si.

Por exemplo, estou atuando como consultora em duas empresas, de áreas totalmente diferentes, mas geridas por mulheres que também são muito diferentes. Uma delas é Adrianna Záccaro da Mãe da Mata, biomédica, modelo, designer de biojóias, extrovertida; a outra é Patrícia Duque da E-First, psicóloga, webdesigner, mais introvertida.

Ambas, porém apesar de suas diferenças e não se conhecerem, possuem muitas coisas em comum: são lindas, amáveis, sensíveis, delicadas, profissionais maravilhosas, determinadas, dedicadas, são casadas e alimentam um grande sonho: ser MÃE.

Empreendedoras da nova era que não querem se tornar apenas empreendedoras bem-sucedidas, mas querem muito mais, querem ser boas esposas e mães, serem mulheres completas e sabem que podem ter tudo isso e não precisam fazer opções nesse sentido.

A história dessas duas mulheres, lembra muito a minha própria, em um momento da minha vida, o profissional deixou de bastar, havia um vazio a ser preenchido e eu tinha a certeza de que se não o preenchesse, nunca seria uma mulher completa.

Foi então que decidi que era hora de programar a chegada de um bebê e quando vejo a Samara que hoje está com 2 anos e meio, dormindo tranquilamente, segura de que sempre terá alguém para protegê-la, sei que tomei a melhor decisão de minha vida.

Acredito que depois do nascimento da Samara, a vida ficou mais completa, me tornei uma melhor empreendedora, uma melhor esposa, uma melhor filha (afinal, agora compreendo o que meus pais passaram), enfim, uma melhor pessoa.

Em busca do equilíbrio – família e trabalho

Tenho uma filha de 2 anos e nesse momento que escrevo este post, ela dorme o mais profundo dos sonos e por isso, resolvi trabalhar, afinal, normalmente durante a semana ela passa na casa dos avós paternos ou maternos e hoje, resolvi tirar o dia para ficar e brincar com ela.

Sempre fui uma workaholic (acredito que ainda sou, mas estou melhorando). Já virei noites trabalhando e isso nunca foi causa de stress, até que gosto de uma pressão, afinal a vida é assim.

Até no dia anterior ao seu nascimento, trabalhei sem descanso, me dedicando exclusivamente ao meu desenvolvimento profissional, porém, no dia em que ela veio ao mundo, tive que tirar umas férias forçadas e isso me levou a rever vários pontos de minha vida e planejar como eu gostaria de ser e viver a partir desse momento.

Decidi vender o meu comércio que me tomava um tempo enorme e fazer, exclusivamente, o que amo de paixão, desenvolver e ministrar treinamentos, pois posso estar com minha filha por muito mais tempo e administro nossa agenda.

Consigo estar presente no seu aniversário (o dia todo), posso preparar as datas comemorativas para festejarmos juntas, vou à pediatra e à clínica para aplicar as vacinas, enfim, curto seu crescimento e vibro com cada nova aprendizagem e sei que estou fazendo parte integralmente de sua vida.

Quer dizer que virei mais mãe do que profissional? Grande engano! Hoje, preciso administrar muito melhor meu tempo para ser produtiva, pois nos momentos em que minha filha está com os avós ou dormindo, preciso me dedicar aos estudos, leituras e pesquisas para o desenvolvimento dos treinamentos e isso me torna mais alerta e ágil.

O grande questionamento em todos os treinamentos que ministro é como equilibrar família e trabalho, pois muitos acham impossível, dizem que trabalham muito, pois amam a família e querem o melhor para ela, mas a família não entende e reclama que passam muito pouco tempo juntos.

Se você faz parte desse time de “desequilibrados” pense em relação a algumas questões:

1. Você trabalha muito porque:

a) seu trabalho exige;

b) é desorganizado;

c) é do tipo “bonzinho” que todas as pessoas vêm pedir ajuda e não sabe falar “não”;

d) na realidade, ama o que faz e é onde encontra o maior prazer na vida.

Se você respondeu a, verifique se esse é o trabalho que você quer ter, caso contrário, está na hora de trocar de emprego ou de ter um outro negócio. Se você respondeu b, talvez está na hora de realizar um planejamento e buscar uma maior organização, provavelmente, conseguirá mais tempo disponível (visite www.triadedotempo.com.br). Se você respondeu c, enquanto você não aprender a dizer “não”, as pessoas vão embora mais cedo e você vai ficando… Se você respondeu d, nunca mais dê a desculpa de que você trabalha pela sua família, sejamos verdadeiros… você trabalha para VOCÊ! 

Vejo muitos pais que trabalham muito para proporcionar mais conforto e possibilidades para seus filhos e acreditam (eles acreditam mesmo!) que isso é suficiente, porém, em meus trabalhos com adolescentes, depois de muita conversa, observamos que eles estão cheios de “ter”, na realidades eles querem “ser”.

SER filho, SER ouvido, SER visto, SER cobrado, enfim, SER amado!

E para SER, precisam da companhia de seus pais, não 24 horas por dia, mas integralmente pelo menos por alguns minutos. O que quero dizer integralmente? Não é sair com seu filho para um passeio e ficar pendurado no celular resolvendo coisas do trabalho, não curtindo seu filho e passeio. Integralmente, quer dizer, talvez passar 15 minutos, conversando com seu filho sobre o dia dele, olhando nos olhos dele, prestando atenção no que diz, curtindo esse momento. Não é quantidade de tempo que você passa com sua família, mas a qualidade de tempo.

A busca do equilíbrio está em trabalhar em algo que você gosta (e assumir isso) e planejar seu tempo para estar com sua família, fazendo programas em que todos se divertam; tomar um sorvete, ir no shopping, assistir a um filme, jogar futebol, passear.

Não fique esperando ganhar 1 milhão, 200 mil, 10 mil para aproveitar sua família; pois pode ser que quando você chegar lá, ela não estará mais te esperando em casa.