Filme: “Onde vivem os monstros”

Quando peguei esse filme na locadora, foi apenas pela capa bonitinha e por ter prometido para minha filha de 5 anos uma noite de pipoca com filme. Achei que seria um filme bom para dois adultos e uma criança se divertirem e passarem o tempo.

Mas, o que seria apenas diversão, virou um momento de reflexão para todos nós.

É a estória de um garoto chamado Max que se sente solitário e sempre busca fazer algo para chamar a atenção de sua irmã adolescente e de sua mãe divorciada.

Para brincar, Max inventa muitas estórias, criando seu mundo de fantasia.

Um dia, chama por sua mãe para mostrar o forte que construiu, mas ela diz que está ocupada e não pode ir. Na realidade, ele verifica que ela está com seu namorado e isso desperta toda sua raiva e ciúmes.

Começa a provocar sua mãe, fingindo ser um monstro, se descontrola, gritando e correndo pela casa até que sua mãe o alcança e o segura. Nesse momento, para se soltar, ele a morde e sai correndo pelas ruas.

Em sua imaginação, ele viaja pelo mar até alcançar uma ilha habitada por “monstros” onde para não ser devorado diz ser rei.

São sete monstros: Carol, Douglas, Janeth, Ira, Alexander, Touro e KW.

Os monstros ficam felizes ao terem um rei, pois acreditam que ele trará a felicidade que há tempos eles não sentem.

Max começa a fazer com que eles brinquem e assim, eles se sentem felizes. Mas, nem tudo é brincadeira, Max começa a ver naquele grupo vários comportamentos que teve em várias situações de sua vida e isso começa a fazer com que ele amadureça e entenda melhor o que passa em sua vida.

Os monstros também começam a entender que não é um rei que trará sua felicidade e alegria, mas que eles são responsáveis por isso.

Posso dizer que não é um filme infantil, mas é uma grande viagem ao nosso mundo interior. Afinal, crianças e adultos são iguais na essência, se diferenciam apenas na intensidade e na forma com que expõem seus sentimentos mais profundos.

Os monstros do filme representam exatamente nossos sentimentos:

1.       Carol – impetuoso, intenso, dramático; não por ser um ser mau, mas por estar perdido e se sentir abandonado.

2.       Douglas – o grande amigo de Carol que apesar de ser agredido e magoado é sempre fiel.

3.       Alexander – o bode carente e com baixa autoconfiança que sempre diz que ninguém o ouve e lhe dá atenção.

4.       Judith – agressiva, que fala o que vem à sua cabeça, sem se importar em ser sutil.

5.       Ira – o amável companheiro de Judith. Sempre disposto a ajudar e manter sua companheira calma, mesmo recebendo broncas.

6.       Touro – possui uma aparência que dá medo, principalmente por não falar nada e apenas observar. Ao final, se mostra um ser melancólico e de bom coração.

7.       KW – dócil, maternal, para não discutir prefere se distanciar.

Ao assistirmos ao filme e observarmos o comportamento de cada monstro, podemos nos ver em vários momentos de nossa vida agindo da mesma forma. Tão forte que isso se mostra que minha filha conseguiu se ver nos atos de Carol, ao brigar conosco, em seus momentos de raiva ao ser contrariada.

Além disso, ao perguntar a ela qual personagem que mais gostou, disse que foi do bode magrinho e por que será? Nos momentos em que se sente contrariada sempre diz que ninguém a entende! Incrível como os semelhantes se atraem.

Que tal enfrentarmos nossos monstros interiores para buscarmos a felicidade que está apenas em nossas mãos e não nas de um salvador que talvez nunca apareça.

 

 

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Filme: “Gênio Indomável”

Will é um rapaz de 20 anos que passou por reformatórios, famílias que o adotaram, mas onde sofria agressões. Assim, tornou-se uma pessoa sem vínculos, com exceção de três amigos que sempre o acompanham nas saídas e brigas.

Porém, Will é um gênio, sem ir à uma universidade, consegue expor sobre economia, história e principalmente, resolver teoremas matemáticos complexos.

Por causa de uma briga, Will vai para a cadeia, mas um professor que descobre seu talento resolve ajudá-lo, mas Will terá que cumprir duas tarefas: estudar matemática e frequentar um terapeuta. Ele concorda em estudar, mas utilizando sua inteligência, manipula e sabota vários terapeutas que desistem de trabalhar com ele.

Até que seu professor contata um ex-colega de universidade que concorda em conhecer Will.

Começa aí uma série de encontros onde em vários momentos confunde-se a figura do terapeuta/ cliente. Suas discussões e leituras pessoais faz com que eles se vejam como em um espelho. Apesar de suas diferenças, percebem que as semelhanças são maiores.

Will tem seus medos, principalmente, do abandono. Sean se sente abandonado pela morte de sua esposa. Em um momento, Will começa a discorrer sobre alguns assuntos e Sean pergunta: “O que você quer?”.

Will continua a discursar e Sean diz a ele que é um rapaz inteligente que pode falar sobre vários assuntos, mas não consegue responder a uma pergunta tão simples. Sean, na realidade, também se vê nesse caos.

Após esta sessão, ambos refletem e tomam suas decisões a fim de deixarem o passado para trás, rumo a um futuro que desejam (re)construir.

A pergunta “O que você quer?” parece ser a mais simples que existe, mas lidando com pessoas nesses onze anos de trabalho em treinamento, vejo que grande parte dá uma resposta automática, pensando no que os outros gostariam de ouvir.

No momento em que respondemos claramente esta pergunta, conseguimos fazer nosso planejamento e executar as ações necessárias para alcançar nossos desejos. Porém, se não conseguimos respondê-la com clareza, andamos em círculos, culpando pessoas e situações, sentindo frustrações, causando uma desmotivação.

Quantas pessoas também possuem um “Gênio Indomável”? São talentosas, mas o medo e a falta de autoconfiança faz com que não consigam se relacionar com outras pessoas, não se mobilizem para seus projetos, enfim, conseguem se auto sabotar. As pessoas gostam de se sentir vítimas para serem confortadas, afinal, vencedores, muitas vezes, são desprezados.

Que tal tirar o dia para pensar e estabelecer:  O que REALMENTE você quer?

A diferença entre querer e fazer

Estive neste último mês fazendo várias palestras para o Sebrae-SP para apresentar o Desafio Sebrae para universitários. Gosto muito de interagir com as pessoas para que possa conhecê-las melhor e modelar a palestra conforme o público.

Sempre faço a seguinte pergunta: “Quem gostaria de abrir sua própria empresa?”. Muitos levantam as mãos. Em seguida, faço outra pergunta: “Quem desses que disseram que gostariam de abrir sua própria empresa, vai realmente abrir essa empresa?”. Poucos se atrevem a levantar as mãos e ouço risinhos constrangidos em meio à surpresa geral.

E é isso a vida empreendedora, muitos sonhadores, poucos corajosos. Muitos preferem ficar em seus devaneios do tipo: “Ah! Um dia vou ter meu próprio negócio!”. Poucos, decidem enfrentar obstáculos, serem chamados de loucos para concretizarem seus sonhos em realidade.

Muitos preferem encontrar inúmeras desculpas com medo de enfrentarem a realidade, culpando economia, governo, falta de dinheiro e tempo, outras pessoas; passam a vida toda QUERENDO fazer algo, mas não sabem o quê. Passam a vida, remando no barco de outras pessoas para chegarem a um destino de não escolheram e com certeza, passarão a vida toda reclamando das oportunidades que não apareceram, das coisas ruins que aconteceram.

Poucos encontrarão uma forma para alcançar o que desejam, mesmo sem dinheiro, com uma economia instável, com um governo que não auxilia os empreendedores. Encontrarão oportunidades, pois estarão atentos, afinal são decididos, corajosos, sabem onde almejam chegar, FAZEM sua vida ter sentido, mesmo errando, transformarão todos os percalços em aprendizados para a construção de sua vida. Serão os condutores de sua vida e se permitirão construir seu próprio destino.

Enfim, amigos empreendedores, a vida não é fácil para aqueles que decidem seguir o caminho que escolhemos, pois muitos nos consideram loucos, irresponsáveis; teremos altos e baixos, conheceremos nossos verdadeiros amigos e inimigos; podemos errar e acertar. Porém, garanto uma coisa, o prazer dessa jornada empreendedora é só nossa!

Queridos amigos…

Zona Sul abril 2008

No domingo (06/04/2008), encerrei mais um seminário Empretec e mais uma vez pude constatar a força mobilizadora desse workshop para empreendedores, considerado um dos melhores do mundo.

Foram dias intensos, onde pessoas se descobriram como seres humanos e como empreendedores, descobriram (ou redescobriram) seu poder de superar medos, encontraram (ou reencontraram) seus sonhos, enfim, viveram (ou reviveram) momentos de superação.

E posso garantir, que mesmo na função de facilitadora, após tantos anos, também aproveito para sempre reavivar os comportamentos empreendedores e aprender com essas pessoas maravilhosas que passam por nossa vida.

Normalmente, os participantes dizem que ganharam muito no seminário, porém o que poucos sabem é quantos presentes nos deixam ao partirem para uma nova jornada e apesar da distância estaremos sempre ligados pela experiência sempre única pela qual passamos durante esses dias.

Obrigada meus novos amigos:

  • Picci, George e Thiago – por suas colocações pontuais e objetivas
  • Lelê – por sua vivacidade e alegria
  • Amaral – por sua tenacidade
  • André e Renato – por seus questionamentos que faz com que nossos neurônios sejam sempre ativados
  • Carlão e Salustino – por sua alegria, trazendo bom humor para todos
  • Celma, Eliane e Teó – por sua meiguice, alegria e carinho
  • Duda – por sua juventude
  • Ezequiel – por sua força de trabalho
  • Flávio e Tati – por suas descobertas de suas potencialidades
  • Guita e Regina – por sua energia contagiante
  • Jorge e Nelson – por sua simplicidade
  • Jú B. e Taís – por sua força impressionante que move a todos
  • Jú – por enfrentar seus próprios desafios
  • Túlio – por seu carinho e preocupação com o desenvolvimento sustentável das pessoas
  • Maurício – por ser um “grande” cara
  • Max – por estar aberto a novos desafios
  • Vera – por sua humildade e disposição

Espero que vocês nunca percam essas qualidades que faz com que vocês sejam únicos na vida das pessoas que os cercam.

Continuem contagiando a todos , contribuindo para um mundo melhor!

Grande beijo!!!

A importância do autoconhecimento no mundo dos negócios

Será que somos o que pensamos que somos ou aquilo que as pessoas acham que somos ou não sabemos realmente quem somos?

Posso afirmar, depois de ministrar tantos treinamentos de desenvolvimento pessoal que, normalmente as pessoas acreditam que se conhecem muito bem, porém após alguns testes e dinâmicas, elas se deparam com uma outra realidade, pois observam que a imagem que têm de si próprias e aquela que as pessoas têm sobre elas, muitas vezes, são totalmente contraditórias.

E por que essa discrepância?

A vida é uma grande peça de teatro e todos nós somos seus atores onde nos caracterizamos de alguns personagens para esconder coisas que não gostamos e não queremos que os outros descubram, pois irá mostrar nosso lado mais fraco, porém esquecemos que por atuarmos dessa forma não nos permitimos descobrir e revelar nossos maiores talentos e forças, fazendo com que muitas oportunidades sejam perdidas ao longo de nossa vida e conseqüentemente não permitimos que as pessoas nos conheçam verdadeiramente.

Uma pesquisa realizada entre 2006 e 2007 por dois professores da Dom Cabral com 50 presidentes de grandes empresas constatou que o autoconhecimento não é considerado um item relevante no desenvolvimento pessoal e profissional e isto se torna um grande problema apesar de muitos não terem a mínima noção do quanto influencia seu presente e futuro.

Encontro em meus treinamentos e consultorias, empreendedores e executivos insatisfeitos com sua vida, mesmo atingindo uma situação financeira excelente. Quando questionados o por quê dessa situação muitos respondem “não sei”. Isso significa que essas pessoas não se conhecem, pois nunca se perguntaram: “o que eu gosto de fazer, o que não gosto, quais são minhas qualidades e defeitos, quais meus talentos, o que eu QUERO REALMENTE”.

E por que as pessoas não fazem essas perguntas para si? Pois têm medo da realidade, de enfrentar as pessoas, enfim, da MUDANÇA que precisa fazer para ter resultados diferentes, afinal é mais cômodo ficar na mesma situação do que lidar com novas circunstâncias.

Esse medo faz com que os projetos pessoais sejam adiados, que outras pessoas sejam mais valorizadas do que a si próprio, até que um dia, passado tanto tempo, não exista mais energia e talvez, tempo, para ser EU MESMO.

Vamos lá! Crie coragem! Deixe seus personagens de lado e comece seu processo de autoconhecimento com a primeira pergunta: “Quem sou eu?”. A resposta não está no seu presente, mas no seu passado, se lembre da criança sonhadora que ainda está dentro de você e peça para que ela responda.

Você encontrará seu verdadeiro EU em um resgate de seus valores, princípios e sonhos. Após essa fase, você estará pronto para estabelecer suas metas e descobrir o que realmente te trará realização.