Filme: “Doze homens e uma sentença”

 Alguns vão pensar que escrevi o nome do filme errado, acreditando ser “12 homens e um segredo”, mas não é. Este é um filme “um pouco antigo”, de 1957 com Henry Fonda bem novinho e por incrível que pareça ele se passa 97% do tempo em uma pequena sala. O que poderia parecer monótono, se torna uma incrível e dinâmica cena.

Doze homens participam de um juri para culpar ou inocentar um rapaz pela morte de seu pai, porém a justiça americana deixa bem claro: se você não tiver certeza da culpa do réu, deve inocentá-lo. Os onze jurados querem terminar logo com a situação e declaram culpado o réu, porém o jurado número 8, não tem certeza e começa a questionar cada um dos outros onze. Até porque acredita que uma decisão não pode ser tomada tão rapidamente, afinal é a vida de um ser humano.

Podemos ver claramente neste filme, como as pessoas são levadas a tomar decisões levando em conta apenas seu interesse (um dos jurados quer ir logo embora, pois tem um jogo para assistir) e a grande maioria utiliza acontecimentos em sua vida, preconceitos, crenças e valores (vários jurados utilizaram critérios como a raça, situação financeira, relacionamento com filho) para julgar o réu.

O jurado número 8 (Henry Fonda) em nenhum momento defende a inocência do rapaz, mas provoca os outros jurados a pensarem e apesar do filme ser antigo, ele é muito atual, pois nos faz refletir em quantas decisões tomamos guiados pela emoção e simplesmente fazemos julgamentos presos em nosso passado.

No mundo empresarial, quantas vezes julgamos um cliente, um fornecedor ou um funcionário por ele se parecer com um outro com o qual tivemos problemas, ao invés de analisarmos individualmente. Por exemplo, um fornecedor foi desleal e passa-se a acreditar que todos serão; um cliente não pagou e passa-se a acreditar que todos serão devedores; um funcionário deu um desfalque e passa-se a acreditar que todos são desonestos.

Se continuar a pensar dessa forma, nunca construirá relações que levem a empresa ao crescimento, pois apenas ficará se munindo de armas para lutar contra o mundo.

Julgamentos, preconceitos e paradigmas são muito prejudiciais aos empreendedores, pois podem perder inúmeras oportunidades de negócios.

Como empreendedores, devemos seguir o exemplo do jurado número 8 e começar a questionar mais, pensar mais e buscar novas formas de ver o mundo. Provavelmente, você se surpreenderá. Assista ao filme e envie seus comentários.

Filme: “Ratatouille”

RatatouilleRemy é um rato diferente dos outros, não gosta de roubar comida, não gosta de restos do lixo, adora cozinhar, juntar alimentos diferentes para obter sabores diferentes.

Seu ídolo é o chef Gusteau cujo lema é “qualquer um pode cozinhar” e ao assistir a um programa de TV, descobre que ele morreu. Por coincidência, depois de muitas aventuras e perdido de sua família acaba parando em seu restaurante.

Lá conhece Lingüini, um rapaz que trabalha na limpeza do restaurante e um incidente acaba os unindo, pois todos acreditam que Lingüini sabe cozinhar e na realidade é Remy quem o ajuda.

Depois de um tempo, Remy reencontra sua família que quer demovê-lo da idéia de continuar a cozinhar, pois seu pai acredita que um rato deve continuar a viver como todo rato e não pode querer algo diferente.

Remy não segue a orientação de seu pai de voltar para sua comunidade, dizendo que se você só olha para trás não conseguirá ver o que vem pela frente e ele vai alcançar seu sonho, de se tornar um chef.

A parceria de sucesso entre Remy e Lingüini continua apesar de vários problemas que enfrentam durante todo o filme.

Em todos os momentos difíceis para Remy, aparece a imagem de Gusteau que é sua consciência que o orienta e o questiona sobre seus comportamentos e atitudes.

Agora, vamos comparar alguns aspectos desse desenho com a vida empreendedora.

A figura do rato que aparece no filme representa as várias categorias ou classes que muitas vezes são discriminadas pelas outras pessoas ou até por elas próprias.

Conheço muitas pessoas que acreditam que não podem e não têm o direito de sonhar em ter sua própria empresa, pois não se acham à altura disso. Por exemplo, por ser pobre, por ser mulher, por ser mais velho, por ser muito jovem, por ser deficiente não podem ser nada. É como o pai de Remy que acredita que se é um rato, será um rato pela vida inteira, afinal nunca teve um lugar digno no mundo.

Quando Remy diz que se olhar apenas para trás não verá o que vem pela frente, ele quer dizer que quantos de nós ficamos presos no passado, no que não foi conseguido, nas frustrações e dessa forma, não consegue visualizar o futuro, sonhar.

E como já disse em vários posts, o sonho é o mobilizador que faz com que as pessoas busquem um sentido para sua vida, mesmo com inúmeros obstáculos.

Em vários treinamentos que ministro, principalmente, aqueles em que trabalho o autoconhecimento e feedback, percebo que todas as pessoas possuem um “grilo falante” como o Gusteau, porém poucos acreditam nele e sempre vêm em busca de alguém de “carne e osso” que confirme tudo o que sabem. Por isso, sempre digo que as respostas todos têm, só falta fazer para si mesmo as perguntas.

Quando Gusteau diz que “todos podem cozinhar”, podemos transpor para nossa realidade e afirmar que as pessoas podem fazer tudo o que desejarem desde que se predisponham a isso por meio de capacitação, treinamento, relacionamento ou qualquer outro meio para atingirem seus objetivos.

Por meio da parceria de Remy e Lingüini podemos analisar que muitas vezes sozinhos não poderemos atingir nossos objetivos, porém quando encontramos pessoas que nos complementam podemos ter melhores resultados.

Esse desenho nos faz pensar sobre paradigmas, preconceitos, obstáculos e acima de tudo, no poder que temos em realizar tudo o que desejamos.

Filme: “De porta em porta”

De porta em portaMais uma história real de um homem com paralisia cerebral que apesar de todos os problemas e preconceitos recebeu o prêmio de melhor vendedor dos Estados Unidos.

Bill Porter, incentivado por sua mãe que sempre o tratou como qualquer outra pessoa, foi em busca de um emprego, ser vendedor. Inicialmente, foi recusado, mas não desistiu e ganhou uma área que ninguém queria atuar pela dificuldade em realizar vendas.

E lá foi Bill, batendo de porta em porta, recebendo “nãos”, sendo discriminado por uns, até que consegue fazer sua primeira venda.

Foi a primeira de inúmeras e qual a receita de Bill? Entender as necessidades dos clientes, ouvir legitimamente, quebrar todo e qualquer tipo de preconceito, tornando-se com o passar do tempo, o “amigo” vendedor que dava conselhos, era o ombro amigo que aparecia nos momentos de tristeza e angústia.

Apesar da deficiência, Bill não se sentia diferente e não gostava que o tratassem como um deficiente, ele era uma pessoa que podia trabalhar e se desenvolver, mesmo com a perda da mãe não se deixou abater.

Os anos passam e com a vinda da tecnologia, o sistema de vendas muda e Bill não consegue se adaptar, pois acredita que a venda é uma arte, que deve ser feita olho no olho. Sendo assim, Bill resolve deixar a empresa. Mas, por pouco tempo…

É uma grande história de superação e persistência que nos faz refletir que muitas vezes temos todos os recursos necessários e nos deixamos abater por pequenas coisas, mas além disso trata de um assunto relevante para qualquer empresa, como tratar nossos clientes e transformá-los em nosso fãs.

Primeiro, temos que ouvir os clientes para conhecê-los melhor, pois muitas vezes eles não nos dizem claramente sobre suas necessidades, mas se prestarmos atenção no que dizem, podemos buscar novas oportunidades de negócios, afinal ofereceremos produtos e serviços mais adequados.

Segundo, não devemos nos preocupar em apenas fazer uma única venda, mas em manter essa relação comercial ao longo do tempo. E como fazer isso? Ligue para o cliente apenas para bater um papo. Passe apenas para dar um “olá”, mesmo sabendo que ele não comprará nada. Deixe a porta sempre aberta. Não seja aquele vendedor que quando seu cliente compra, fica com um grande sorriso e se ele não compra nada, fica emburrado. Quem é que gosta de um ser desse jeito?

Transformar clientes em fãs, é fazer com que eles te indiquem a outras pessoas, é fazer com que você faça parte do seu dia-a-dia, é te transformar em referência para outras pessoas.