Vai de 07 ondinhas de novo?

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Gosto muito desta frase: “Não chame de destino as consequências de suas próprias escolhas”. Muitos acreditam que só pular 07 ondinhas fará com que seu ano novo fique melhor ou usar uma peça de roupa de uma determinada cor lhe trará o seu desejo.

Vale o que o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella diz sobre o verbo Esperançar de Paulo Freire:

Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.”

Levando para o lado das finanças quando falamos que no TeuControle “é você, no controle de suas finanças”, é como dizer que não devemos deixar ao acaso, por exemplo “deixa a coisa rolar” que depois eu vejo como faço – é ser medíocre, é fazer do ano novo cópia do ano velho.

Aproveite o ano novo e se revitalize, trace um caminho, não se deixe levar pela onda do “depois eu vejo”, não seja “mais do mesmo”.

Nas finanças busque o equilíbrio, busque a prosperidade, coloque pequenas tarefas para caminhar em direção à independência financeira, crie Metas – mexa-se, não espere, tome atitudes concretas e decisivas, não seja um Pôncio Pilatos em sua vida, lavando as mãos e culpando o destino, são suas escolhas hoje que definirão seu futuro.

 Em vez de 7 ondinhas que tal trocar por 7 ações, vamos lá:

objetivo

  1. Tenha objetivo – coloque no singular, não pense em vários, pense em um objetivo, escreva, deixe-o bem específico, isso te dará foco. Coloque prazo para atingir, no mínimo 3 meses, e faça pequenas ações durante a semana, 2 ou 3 ações. Esse é um dos grandes segredos do sucesso, canalizar toda a sua atenção e energia para concretizá-lo;

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  1. Crie um hábito produtivo – baseado no seu objetivo, identifique, pesquise um hábito que pode ajudá-lo a conquistar esse objetivo único. Dedique-se durante 3 meses a esse hábito e registre seu progresso, crie situações que favoreçam a aplicação deste hábito;

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  1. Executar – hora de arregaçar as mangas e fazer, aqui começa onde todos param, não há uma sequência, não desanime, busque o foco no resultado, estabeleça ganhos diários, semanais ou mensais, para motivá-lo. São as atividades que irão nortear o seu caminho;

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  1. Seja simples – Simplicidade na vida é tudo e é o mais difícil! Na ânsia de ter resultados rápidos nossa mente fica caótica, bate desespero – por isso pare e respire! Se preciso for, conte até 10 antes de começar. Quando estamos menos eficazes, nos tornamos menos felizes e perdemos o rumo. Busque simplificar seu objetivo, comece priorizando as atividades, seja diária, semanal ou mensal. Quando entendemos a dificuldade e a simplificamos, nos sentimos fortes, os resultados aparecem e nos sentimos motivados. Então quando sentir o desespero ou o caos, pare, respire, conte até dez, e volte ao foco;

sejapositivo

  1. Seja positivo – quando falo de positividade, não é só pensar positivo, mas agir positivamente. Descubra o que te faz feliz, identifique ambientes e pessoas que lhe proporcionam felicidade e depois, faça tudo que estiver ao seu alcance para manter essa felicidade.

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  1. Tenho um tempo para você – Parece brincadeira, mas nos boicotamos muitas vezes para atender a outras pessoas, não que não seja importante, mas temos que ter um tempo só nosso, para oxigenar a alma, revitalizar as ideias – isso é um momento fundamental, agende um tempo para você, se não tem, arranje! Isso é essencial, não abra mão;

concentracao

  1. Concentração – meia hora antes de dormir, pense como foi seu dia, faça uma avaliação, planeje o dia seguinte, entenda e elimine as urgências, não deixe para depois, faça! Comece o dia concentrando-se no que planejou, isso pode ser um dos seus hábitos (item 2 desta lista). Termine a primeira tarefa, dê uma pausa de 1 minuto, alongue-se, respire e parta para a segunda tarefa. Trabalhando desta forma repetidamente, garanto que os problemas irão diminuir e os resultados irão aparecer. Para quem quer FAZER, nada é IMPOSSÍVEL.

Claro, que essas 7 ações dão “trabalho” e claro que pular 7 ondinhas é bem mais fácil. Se você é daqueles que gostam de “deixar a vida te levar” continue a pular as 7 ondinhas, mas se você é daqueles que querem evoluir e sair do caos, fica a dica do TeuControle.

Lembre-se “enquanto uns choram, outros vendem lenços”.

É você, não só no controle de suas finanças e sim é você, no controle da sua vida. Faça 2017 diferente, pense?

“ Estou vivendo a vida que sempre sonhei? Como gostaria de viver? O que ainda falta fazer? Como irei fazê-lo? E quando irei fazer? ”

E até o próximo post.

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Qual a sua base motivacional?

Segundo o psicólogo David Mclelland, as pessoas são guiadas em sua vida por três necessidades ou motivos. Essa teoria ele chamou de Teoria da Motivação pelo Êxito e/ou Medo.

As necessidades detectadas foram: Realização, Afiliação e Poder.

Todas as pessoas possuem traços de todas elas, porém sempre uma é a mais preponderante.

As pessoas que são motivadas pela Realização são aquelas que buscam construir algo desafiante e que seja importante para si, que traga uma completa realização, independente do que as outras pessoas possam achar. Normalmente, pessoas dessa base motivacional são as empreendedoras. Sempre buscam inovar, olham para o futuro, têm iniciativa e após uma nova conquista, estão em busca de outra. Não se deixam abalar pelos fracassos, são eternos aprendizes.

Seu grande medo, é a possibilidade de não construir algo de que se orgulhe; de acordar todos os dias sem ter um desafio que o faça ir atrás de novos conhecimentos, de cair em uma vida de rotina. Por isso, sua alta energia, muitas vezes torna seus relacionamentos difíceis, pois nem todas as pessoas conseguem acompanhar seu ritmo e não compreendem essa busca incessante pela construção.

As pessoas que são motivadas pela Afiliação são aquelas que precisam ser aceitas em grupos, na sociedade em que vivem. Precisam ser acolhidas, de se relacionarem afetuosamente com as outras pessoas. Tendem a seguir as regras que o grupo impõe para continuar a fazer parte dele.

Seu medo reside no fato de ficar sozinho se não fizer o que o grupo deseja. Por isso, muitas pessoas acabam vivendo uma vida dos outros e não a sua para se sentirem queridas e incluídas no meio. Precisam frequentar os locais que o grupo vai, comprar nas lojas que o grupo indica, ter os objetos que o grupo possui e isso gera um custo que alguns não têm condições de arcar.

Outras pessoas são motivadas pelo Poder e podemos dividi-las em dois subgrupos: as que são motivadas pela Persuasão e outras pela Autoestima.

As que são motivadas pela Persuasão são aquelas que precisam convencer as outras pessoas a fazer o que desejam. Adoram exercer sua influência para atingir seus objetivos, pois sabem que podem conseguir mais recursos utilizando outras pessoas.

Que fique bem claro que essas pessoas “utilizam” pessoas, isto é, as tornam úteis. Pessoas que “usam” pessoas podem até ter um sucesso no início, porém, ao longo do tempo, perderão sua credibilidade e consequentemente, seu poder.

Um grande exemplo, segundo estudiosos, é Madre Teresa de Calcutá. Ela tinha um objetivo muito claro que era ajudar os mais necessitados, sendo assim, construiu uma rede de relacionamentos com as pessoas mais influentes do mundo para conseguir recursos para sua causa.

Essa personagem quebra o paradigma do Poder que normalmente, é relacionado a políticos, governantes e também a algo obscuro, de corrupção e trapaças. Madre Teresa mostrou que podia utilizar o Poder para causas nobres.

As pessoas que são motivadas pela Autoestima são aquelas que precisam mostrar para os outros: o que são, onde chegaram, o que estão fazendo. Precisam se sentir importantes, desejam estar na capa de revistas, em jornais, enfim, querem estar em evidência.

O grande medo dessas pessoas é serem esquecidas, o que trará um grande sofrimento.

Ao trabalhar com pessoas ao longo de mais de 20 anos, percebo que essas bases podem ser o remédio para algumas e o veneno para outras. Seria bom se tivéssemos em equilíbrio essas bases, mas a realidade nos mostra que não é assim.

E você? Qual sua principal motivação? Quais seu medos? E principalmente, quais os resultados que está obtendo para sua vida?

Cansaço X Stress

Li uma entrevista do filósofo e educador Mario Sergio Cortella de quem sou uma grande admiradora por seus brilhantes pensamentos e mais uma vez ele me surpreendeu descrevendo a diferença entre o cansaço e o stress.

Segundo Cortella, “o cansaço resulta de um trabalho intenso, mas com sentido; o stress, de um trabalho cuja razão não se compreende. O cansaço vai embora com uma noite de sono; o stress fica.”

Fiquei pensando sobre isso e passados inúmeros treinamentos que ministrei para empreendedores e colaboradores de empresas de todos os tamanhos, compreendi melhor a reclamação de stress que ronda todas essas pessoas.

O stress é a doença da vida moderna e muitos ainda acham “chique” dizer: “estou estressado!”. Mas, isso é muito mais profundo do que imaginamos.

O stress é a consequencia de realizar um trabalho sem sentido, os dirigentes das empresas repassam ordens aos funcionários dizendo: “precisamos de resultados”. E que resultados são esses? Não são claros e transparentes. E o que acontece? Cada um sai correndo para um lado e não se chega a um ponto comum, deixando todos extremamente angustiados e descontentes.

Em um treinamento que ministrei recentemente para 50 gerentes de uma grande empresa, pedi para que eles escrevessem a meta da empresa, a meta do departamento e sua meta pessoal ou profissional para o próximo ano. E qual foi a surpresa?

Em relação à meta da empresa, houve divergências enormes, tanto em números quanto em o que realmente a empresa desejava: se era venda, redução de custo, produtividade e várias outras coisas que saíram.

Em relação à meta do departamento, vários gerentes disseram que não sabiam e em relação à meta pessoal, 90% disse que não conseguia pensar nisso, pois trabalhavam muito e não paravam para pensar no futuro.

E 100% dos participantes, ao serem questionados se estavam estressados, afirmaram que sim!

Nas conversas paralelas, muitos me relataram que financeiramente eram bem recompensados, mas ficavam perdidos, pois a cada momento a empresa dava uma nova diretriz e não entendiam o sentido de toda essa loucura.

Nesse momento, começamos a perceber porque a empresas estão perdendo seus talentos, pois quando alguns deles não veem sentido no que fazem, vão em busca do que realmente os motive para ação.

Vamos aproveitar o fim de ano e o início de mais um para estabelecer suas metas pessoais, profissionais ou empresariais; elaborar um planejamento e enfim, trabalhar bastante, porém com sentido e satisfação.

Assim, no final do dia, poderemos dizer: “Ufa! Estou esgotado, mas valeu a pena. Mereço uma boa noite de sono, pois amanhã tem mais!”

Que 2010 seja um ano de cansaço (rs…), mas não de stress!

Filme: “Tá dando onda”

Tá dando ondaHoje, trago, na realidade, um desenho que assisti neste fim de semana por causa da minha filha de 2 anos. Fomos à locadora e ela é alucinada por pinguins, quando viu a capa do DVD ficou maluca e resolvi trazer.

Eu, particularmente, adoro desenhos, mas como tinha muitas coisas para resolver, decidi não assistir, porém como estava no computador e a TV nas minhas costas, acabei ouvindo alguns diálogos que me interessam e… muito!

A estória é de um pinguim chamado Cadu que queria ser um surfista muito famoso como seu ídolo que se chamava Big Z, principalmente porque quando era criança, Big Z foi até onde morava, lhe deu uma corrente e disse para ele correr atrás do que desejava, pois era isso que um vencedor fazia.

Cadu depois de muita luta conseguiu ser levado por um caça-talentos, um pássaro aparentemente durão, porém todo emotivo, chamado Mike; para o campeonato de surf.

Na viagem, Cadu faz amizade com João Frangão que curte a vida como poucos.

Cadu encontra Big Z que todos consideravam como morto e verifica que seu ídolo não seguiu o que um dia lhe disse: “corra atrás do que deseja” e isso o frustra muito.

Porém, Cadu resolve buscar seus sonhos, precisa competir com o desleal Tanker e acaba descobrindo que ser vencedor é muito mais que ganhar uma competição.

Em uma parte do filme, alguns integrantes do filme são entrevistados e questionados o que é ser um vencedor? Mike diz que é alguém que estabelece uma meta e vai à luta, não faz isso nem pela grana e nem pela glória, mas faz pela alegria, pela emoção.

Lani, uma pinguim salva-vidas diz que é o surfista que curte mais quando tá no mar.

Os pinguins bebês dizem que é alguém que não os derruba quando estão pegando onda e Tanker (o pinguim do mal) diz que é ter perdedores, pois sem eles não existe um vencedor.

O que eles disseram, apesar de se referirem ao campeonato de surf, tem tudo a ver com o mundo empresarial, pois como já tratei em vários momentos em meu blog,  o empreendedor precisa ter uma meta estabelecida para saber onde deseja chegar.

É uma pessoa persistente, pois nem sempre as coisas são fáceis, busca a realização acima de tudo que lhe dá prazer e satisfação. Normalmente, curte cada etapa cumprida e cada meta alcançada.

Ao contrário do que Tanker diz, não precisa tornar as pessoas perdedoras, sua competição é interna, quer mostrar para si mesmo que pode alcançar o que deseja e não precisa derrubar seus concorrentes e nem humilhar seus fornecedores.

Enfim, vencer é buscar uma constante melhoria dos processos e pessoas, realização, prazer e resultados.

Assista ao filme, acho que você vai gostar!!!

Visão de futuro

Recebi este artigo da HSM e gostaria de compartilhar com vocês, pois é muito interessante e trata de um assunto fundamental na vida de um empreendedor, a sua visão de futuro. O título do artigo é “Visão futura, um caminho para o sucesso” e foi escrito por Lourival Mariano que  é diretor da Petink, empresa especializada em impressões de grandes formatos.

Antes de abrir meu próprio negócio, conversei com muitas pessoas que já tinham seguido esse caminho e percebi que existem dois tipos de empreendedores: os que gerenciam a empresa de acordo com as necessidades que surgem ao longo do tempo e aqueles que planejam as ações que vão tomar. Na maioria dos casos, os que traçavam planos e objetivos precisos conseguiam obter mais sucesso. Por isso, resolvi aprender mais sobre como planejar e quando me aprofundei nos estudos descobri que existia uma prática chamada “visão futura”, que permitia produzir mais do que um “mapa” a ser seguido, mas concretizar nossos objetivos na esfera do pensamento, para depois tornar isso realidade.

Esse tipo de planejamento não está ligado somente ao ato de estabelecermos objetivos a serem alcançados, mas, sim, a uma reflexão maior, que nos permite realmente enxergar aquilo que vamos passar no futuro. Pode parecer estranho no começo, como já ouvi de alguns colegas “isso está mais para conversa de gurus do que para estratégias de gerenciamento de empresas”, mas de fato funciona.

Um bom exercício para desenvolver essa habilidade, além de treinar e ampliar a capacidade mental de visualizar o que se quer obter, é o de criar o hábito de colocar nossos sonhos no papel. Escrever tudo o que queremos. E o mais importante: como pretendemos conseguir isso. No início, podemos nos fixar em um ponto não muito distante, cerca de um ou dois anos à frente. Quanto mais detalhado for a descrição feita no papel, maior é a possibilidade de tudo acontecer na “vida real”. Nessa fase de adaptação à visão futura, é importante se comprometer em analisar como você está se saindo em relação àquilo que escreveu, para que possa corrigir suas ações e chegar ao sucesso.

Na empresa de comunicação visual que dirijo há dezoito anos, costumo deixar tudo anotado para os próximos cinco anos. Com a ajuda do sócio, desenvolvi uma ferramenta que permitiu sistematizar as tarefas que temos que cumprir para tornar nosso sonho de crescer em algo concreto. Hoje, vivemos a realização de uma dessas “visões”, com a ampliação do nosso parque produtivo, que permitirá aumentar nossa produção em quantidade e diversidade e, ainda, explorar novos mercados.

O mais interessante é que quando vemos as coisas acontecerem conforme desejamos, a sensação de realização é ainda maior do que se tudo tivesse acontecido ao acaso, na base da improvisação. Tenho um amigo que costuma dizer uma frase muito interessante sobre isso: “os amadores improvisam e os profissionais planejam”. Acredito que visualizar o futuro é uma ótima maneira de fazer o presente ser como desejamos.

Para quem pretende começar a praticar a visão futura, posso dar dicas rápidas:

  • sonhe com tudo aquilo que deseja para sua empresa. Imaginar objetivos que podem ser alcançados é um ótimo começo.
  • escreva tudo o que sonhou e dê maiores detalhes. Por exemplo, se imaginou um galpão maior para sua empresa, busque descreve-lo como se ele já existisse. Escreva o lugar onde gostaria de construí-lo, seu tamanho, detalhes de sua sala e o que você irá fazer para conseguir isso.
  • estude o mercado de sua atuação e busque as melhores maneiras de concretizar seus desejos. É nessa hora que é preciso avaliar se o seu sonho cabe no seu bolso e quanto tempo levará para se concretizar. É o momento em que se cruzam informações, inclusive, financeiras.
  • operacionalize o que havia escrito com base nas informações levantadas pelo estudo de mercado. Essa é a parte de por a “mão na massa”, por isso é muito importante ter foco e fazer tudo da melhor maneira possível e evitando ao máximo os improvisos, procure seguir o roteiro que criou na etapa anterior.
  • analise os resultados após ter iniciado a operacionalização do seu projeto. Veja se está se aproximando ou se afastando daquilo que havia traçado na fase de escrever. Saber como você está se saindo é tão importante como saber aonde quer chegar.
  • volte a traçar suas ações a partir das informações que colher com a análise de seus resultados. Quanto mais conseguir se alinhar aos objetivos iniciais, menor será a mudança de planos. Mas é preciso reconhecer os erros ao longo do caminho, o que pode trazer correções que garantirão o sucesso do projeto.

Filme: “A pequena Miss Sunshine”

A pequena Miss Sunshine Uma comédia que faz rir e ao mesmo tempo refletir sobre vários aspectos de nossa vida. Uma família muito estranha formada pelo pai que tenta vender um programa motivacional; uma mãe que busca trazer a normalidade para a família; seu irmão gay que acaba de sair de uma clínica, pois tentou suicídio; um filho que deseja se tornar aviador e por isso resolve fazer um voto de silêncio; um avô que usa drogas e adora revistas pornôs e uma garotinha de 7 anos que quer ser miss, porém é totalmente fora dos padrões de beleza vigentes, pois é gordinha.

Essa família, apesar de muitas divergências, resolvem seguir para a Califórnia para que Olive (a garotinha) possa participar do concurso de beleza Miss Sunshine e nessa viagem tudo de errado acontece até o final surpreendente que acaba unindo essa família maluca.

Algumas coisas podemos analisar neste filme:

1. O pai que quer tornar seu programa motivacional um sucesso e busca utilizar isso em sua própria família, porém não tem resultado.

Aqui, vejo uma crítica que o produtor faz em relação à divulgação de tantos programas motivacionais que existem no mundo e que não trazem um resultado efetivo. Quantos de vocês já assistiram à uma palestra motivacional? Quanto tempo durou a motivação? Enfim, muito pouco tempo… porém me deparo cada vez mais com empresários participando de qualquer palestra que diz trazer o segredo do sucesso, pagam preços absurdos, mas e os resultados?

2. Olive que deseja participar de um concurso de beleza como é o sonho de tantas meninas e se tornam escravas de um padrão que não são para todas.

O produtor mostra os bastidores do concurso, com mães que moldam suas filhas como se fossem obras primas. Meninas de 7 anos que parecem mulheres em miniatura, deixando totalmente sua infância para trás. A indústria do ego que cresce a cada dia e que não aceita aqueles que são diferentes. Para alguns empreendedores, uma área que cresce a cada dia, pois as crianças tornaram-se mais consumistas e exigentes, amadurecem mais cedo, um grande mercado a ser explorado.

3. A busca da realização do sonho de Dwayne, o filho que deseja ser aviador e de Olive em ser miss.

A mãe, sempre uma grande incentivadora dos filhos, compartilhando e buscando formas de ajudá-los, mesmo com várias dificuldades. O sonho é um dos elementos fundamentais na vida dos empreendedores e por isso, é algo que devemos incentivar em nossos filhos para que eles possam desenvolver as características essenciais para alcançarem o que desejam.

 4. O tio deprimido que vê que tudo o que passou, que a princípio seria de fracasso, foi um momento de muito aprendizado e que se não passasse por isso, a vida talvez não teria sentido.

O empreendedor sempre enxerga os fracassos como momentos de aprendizado para que possa se desenvolver e errar menos.

 5. O avô que quer viver intensamente cada minuto e fala tudo o que tem vontade, mostra que temos que valorizar cada etapa de nossa vida.

Talvez, muitos gostariam de ser o avô, pois ele faz tudo o que temos vontade de fazer e não fazemos, pois temos medo de sermos mal vistos pela sociedade, de sermos ridicularizados. Mas e daí? A felicidade talvez esteja muito mais próxima e ficamos dificultando nossa vida para finalmente, encontrá-la.

6. Em um momento do filme, Olive fala para o avô que tem medo de perder o concurso e até pensa em desistir, pois o pai pode deixar de amá-la, pois ele sempre diz que não gosta de perdedores e o avô diz uma frase que faz com que ela se anime e durma tranqüila. E essa frase que deixarei para encerrar este post:

“O verdadeiro fracassado não é alguém que não vence. O verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de não vencer que não chega a tentar.”