Não leve seu sócio para a cama e nem seu marido para a empresa

Em 1992, comecei a namorar meu marido. Em 1997, ficamos sócios em nossa primeira empresa. Em 2003, nos casamos. Em 2011, continuamos casados, sócios e com uma filha de 5 anos.

Posso afirmar que meu marido (maravilhoso) é o melhor sócio que eu poderia ter. Somos muito diferentes em muitas coisas, porém conseguimos trabalhar nossas diferenças e alinhar nossas semelhanças em prol de nossos objetivos de vida.

Muitas pessoas me perguntam: “Como vocês conseguem? Qual o segredo?”

Não existe segredo, o que realmente existe é o RESPEITO e a CUMPLICIDADE.

Respeito pelos desejos do outro, da forma de ser, de suas crenças.

Cumplicidade em relação às nossas metas compartilhadas, a vontade de chegar ao mesmo lugar e juntos.

Em alguns momentos, discordamos na forma de ver a situação, mas isso não nos impede de chegar a um consenso (que nem sempre é fácil, mas é possível).

Acredito que depois de tanto tempo posso dar algumas dicas para quem deseja se tornar sócio de seu marido ou esposa:

1. Se vocês não souberem separar assuntos pessoais dos profissionais, não façam essa sociedade.

2. Definam claramente os papéis de cada um na empresa.

3. Nunca discutam na frente dos funcionários.

4. Estabeleçam as metas pessoais, as metas do casal/ família e as metas da empresa.

5. É importante, cada um ter suas metas pessoais e/ou atividades para que cada um mantenha sua individualidade e seu tempo.

6. As metas precisam ser acompanhadas de um planejamento para que vocês tenham algo para seguir.

7. Respeitem os desejos do outro, sua forma de ser.

8. Conversem sempre, o diálogo e a transparência são as melhores coisas.

9. Assuntos profissionais devem ser tratados na empresa, assuntos particulares deixem para tratar apenas em casa. É claro que os assuntos acabam se misturando muitas vezes, mas aqueles que são polêmicos tratem apenas no local adequado.

Enfim, se você quiser continuar casada(o) e com seu marido/ esposa como sócia(o), lembre-se sempre: “Não leve seu sócio(a) para a cama e nem seu marido/esposa para a empresa”.

Boa sorte!

 

 

 

Venha fazer parte da Sociedade Secreta dos Sócios Sacanas

Há exatamente 10 anos, desde que entrei no mundo empreendedor, venho procurando os sócios que “sacanearam” seus sócios porque em todos os locais que estive, principalmente, ministrando treinamentos, encontrei apenas os sócios “vítimas”. 

Essas “pobres vítimas” dizem que tiveram sócios que as roubaram, puxaram seu tapete, traíram sua confiança, não trabalharam da forma como deveria ser e várias outras acusações. 

Sempre ouvi esse lado e nunca teve alguém para defender a posição do sócio “sacana”, afinal nunca encontrei um, por isso, passei a acreditar que esses sócios se reúnem em uma sociedade secreta para armarem suas estratégias nefastas contra outros “coitadinhos”. 

Será que existe realmente essa posição unilateral, “bonzinho” versus “mauzinho”?  

Pela minha experiência, posso afirmar que realmente existem pessoas que utilizam da boa vontade do outro e agem de forma pouco ética, porém gostaria de posicionar que tudo o que acontece em nossa vida, tem uma parcela de responsabilidade nossa. 

Como normalmente se formam as sociedades? Quais os critérios utilizados? 

A maioria por uma relação familiar ou de amizade, pois como dizem alguns: “já que conheço “bem” a outra pessoa, fica mais de confiar”. Será? 

Ou então, as pessoas dizem que seu sócio pensa muito igual, “almas gêmeas” e fica tudo mais fácil. Vamos explorar melhor esses pontos? 

Primeiro, você já viu ou ouviu casos de filho que roubou o pai, amigo que passou a perna no amigo, irmãos que acabaram com o negócio da família, o primo não fez o que deveria ser feito? Pois é, as histórias são muitas (e pior, verdadeiras), por isso o critério de amizade ou relação familiar não pode ser levado tão em conta em relação à sociedade, afinal existem vários interesses individuais que muitos se esquecem do coletivo. 

Segundo, em relação a pensar igual, isso é terrível, pois às vezes um sócio tem uma idéia terrível e o outro por ser tão “igual” acata e não há discussões, talvez levando ao fracasso.

A diversidade em uma sociedade ou em um grupo é excelente, pois são geradas mais idéias, as reflexões são mais constantes, a ansiedade é contida e as decisões podem ser muito mais corretas. 

Os “sócios vítimas” que encontro por aí, têm sua parcela de responsabilidade na sociedade em que houve problemas, pois: 

  1. Se foram roubados, é porque em algum momento se descuidaram da análise de relatórios e monitorar a empresa como um todo
  2. Se o sócio é displicente, não cumpre os horários, falta às reuniões e ao trabalho, não faz o que deveria fazer, provavelmente, as funções e atividades não estavam claras

 Afinal, fica a pergunta: quem escolheu ou aceitou ser sócio desse “mala”? VOCÊ!!!! 

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado!!! Se você já desfez a sociedade… bola “pra” frente, se você ainda está com ele, azar é seu? Vai esperar o que para se livrar dele? Então, como deve ser feita a escolha de um sócio? 

  1. Pense nos seus pontos fortes e fracos
  2. Liste pessoas que possam ser fortes onde você é fraco
  3. Faça uma entrevista de seleção com essas pessoas para verificar se elas realmente te complementarão
  4. Divida as funções, descreva as atividades para deixar claro que cada um cumprirá seu papel
  5. Coloque tudo por escrito e assinado por todos, assim ninguém poderá dizer que não sabia
  6. Apesar de cada um ter sua função, todos precisam saber o que o outro e você estão fazendo

 Não tenha medo de ter sócios, tenha medo da forma que você faz suas escolhas. Por isso, da próxima vez, faça da forma correta, utilize a razão e não a emoção.  

Não espere que alguém jogue sua vaca no precipício… atire-a antes!

VacaEsta parábola é uma das minhas preferidas, pois faz com que pensemos sobre mudança, segurança, risco, potencial… tudo o que faz parte do mundo empreendedor. Já fiquei esperando que as pessoas atirassem minhas vacas no precipício e a frustração do início deu lugar a novas oportunidades. Hoje, não espero que venha alguém para fazer isso por mim, mesmo com um certo medo, já atirei muitas vaquinhas e garanto que foram as melhores coisas que fiz e até penso: “Porque não atirei antes?”

Leia a parábola e assim, você entenderá melhor o que quero dizer.

“Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou ensinar. Quando cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou: – O senhor tem razão. Veja este lugar… Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis.

– Eu disse aprender e ensinar – retrucou o mestre. Constatar o que acontece não basta; é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas.

Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal, três filhos, todos com as roupas sujas e rasgadas.

– O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas – observou o mestre ao pai de família. Como sobrevivem aqui?

E o homem, calmamente, respondeu.

– Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto nós vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo.

O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao discípulo:

– Pegue a vaquinha daquele homem, leve-a ao precipício e jogue-a lá embaixo.

– Mas ela é a única forma de sustento da família! – espantou-se o discípulo.

O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedira o mestre, e a vaca morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.

Muitos anos depois, já um empresário bem-sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente.

Ao chegar lá, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.

– Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos?

– Continuam donos do sítio.

Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.

– Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu – disse o senhor. Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa dos meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas.

Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!”

Atirar a vaca pode ser mudar de ramo de negócio, buscar novas oportunidades, mudar de emprego, fechar um negócio, sair da sociedade que há muito você deseja, enfim, mude… faça algo diferente para descobrir suas reais potencialidades.

Mesmo que sua vaca seja bonitinha… talvez esteja na hora de atirá-la!