Filme: “A Lenda dos Guardiões”

Feriadão, resolvemos fazer uma sessão de filmes e um deles foi “A Lenda dos Guardiões” que pegamos para assistir com nossa filha de 5 anos.

O personagem principal é Soren, uma coruja que adora as estórias que seu pai conta sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um grupo de guerreiros que lutaram para proteger as corujas “do bem” das corujas “do mal”.

Enquanto, o irmão de Soren acha tudo uma bobagem; ele acredita em seus heróis e sonha em se tornar um verdadeiro Guardião.

O que era um conto se mostra real. Soren consegue montar um verdadeiro time e busca salvar as corujas. Não vou contar o que acontece para não acabar com a surpresa!

Em uma das partes, a mãe de Soren pergunta ao pai se ele não se preocupa pelo filho ser tão sonhador e ele responde que se preocupa com todos os filhos da mesma forma. E pela minha percepção, sua preocupação verdadeira está sobre aquele que não sonha.

Como mãe, percebo a importância de estimular os sonhos em nossos filhos, isso fará com que eles construam sua visão de futuro, possam ser estimulados a ter autoconfiança e esperança. Serão adultos mais determinados. Muitos pais dizem que precisam trazer às crianças à realidade, pois querem evitar seu sofrimento.

Por que tentar transformar nossas crianças em adultos racionais que não devem acreditar em Coelho da Páscoa e Papai Noel? O que isso trará para eles? Dizer que eles devem entender que a vida é dura? Para quê? Eles aprenderão isso, no seu tempo e do seu modo.

Quantas vezes nossos pais falavam para não corrermos que nos machucaríamos e não dávamos ouvidos e quando realmente acontecia, chorávamos e só aí aprendíamos.

Vejo tantos pais repreendendo crianças quando dizem que querem ser caminhoneiros, artistas de circo, motoboys. Deixem que eles sonhem… eles terão tanto tempo para mudar ou não… para que sofrermos por algo que nem sabemos como será?

Conheço tantos adultos que nunca sonharam e hoje são infelizes, pois nunca desenvolveram essa capacidade e hoje, fica muito mais difícil soltar a imaginação em busca de seus sonhos, não se permitem, acham ridículo, se fecham às possibilidades de escolha. E muitos escondem uma grande insegurança.

Nos sonhos, nada é proibido, tudo vai dar certo e por termos essa crença (principalmente para aqueles que foram crianças sonhadoras), tiveram iniciativa, não tiveram medo de buscar realizar o sonho.

É claro que muitos se machucaram, outros se decepcionaram, mas não deixaram de acreditar na possibilidade e isso é o mais importante!

Ao contrário daqueles que não sonharam, foram vivendo a vida que os outros impuseram, vivendo o medo dos outros, foram “escondidos” ou “protegidos” para não se machucar ou se decepcionar. E hoje, como adultos continuam fugindo da vida, mas no fundo, possuem cicatrizes maiores do que os sonhadores, pois é uma cicatriz na alma e não no corpo!

Não estou dizendo para largarmos nossos filhos, mas deixarmos que eles sonhem, criem, inventem estórias, tenham amigos imaginários, finjam que são outras pessoas, além de incentivar a encontrarem seus caminhos, você ajudará seus filhos a serem melhores pessoas.

Vou contar um fato que aconteceu com minha filha de 5 anos.

Ela disse que queria ser médica, florista e bombeira. Em nenhum momento, meu marido e eu dissemos algo contra, apenas a questionamos o porquê dessas escolhas e ela disse que gostaria de ajudar as pessoas e cuidar de flores é muito bom!

E por muito tempo, ela continuou dizendo a mesma coisa e sempre conversávamos sobre isso, mas nunca disse que não daria para fazer tudo ou era um absurdo.

Até que um dia, ela me disse que esteve pensando e que ela só ia ser médica porque era muita coisa para se fazer ao mesmo tempo. Pronto! Ela chegou a uma conclusão sozinha e com apenas 5 anos.

Isso me dá a certeza de que estou no caminho certo e curtirei com ela todos os seus sonhos!

Deixe seus filhos voarem (viverem) como as corujinhas do filme!

Coisas simples que fazem a vida valer a pena

Fiquei um bom tempo sem blogar e apesar de ser um blog sobre negócios, gostaria de pedir licença para explicar a minha ausência e também mostrar para as pessoas que empreendedores são pessoas mais do que normais e que possuem família, emoção e coração.

Gostaria de dividir com vocês algumas reflexões por que passei durante esse tempo.

Por que será que precisamos passar por algumas dores para que possamos reavaliar nossa vida, nossos valores e as pessoas que são realmente importantes para nós?

Em um prazo de um mês, passei por algumas situações que me fizeram repensar várias coisas sobre meu comportamento e o que realmente desejo para meu futuro.

No dia 29 de setembro de 2009 às 15 horas, iria encontrar meu grupo de trabalho na ESPM e fui assaltada por um motoqueiro que levou minha bolsa com celular, netbook, documentos e dinheiro. E o pior, ao ser puxada pela bolsa, cai e quebrei o punho.

Por causa do braço engessado, tive que alterar minha rotina e minha forma de ser. Sempre fui uma pessoa super ativa, impaciente, independente; porém com esta semi-imobilidade tive que depender de outras pessoas para realizar algumas atividades, aprender a esperá-las, ter paciência com o ritmo diferente de cada uma delas.

Além disso, foi um momento de reflexão ao passar por essa violência. Em um momento, você está planejando o futuro, estudando para se aperfeiçoar, desenvolvendo ações para a empresa e em um milésimo de segundo, você pode nem mais ter nenhuma possibilidade.

Porém, o que me fez parar para uma verdadeira reavaliação e transformação interior foi a internação de minha filha de 3 anos no dia 26 de outubro (completará 4 anos no dia 23 de novembro).

Na semana anterior, estive ausente de casa, ministrando o Seminário Empretec e finalizando um trabalho a ser apresentado na ESPM, sendo assim, minha filha passou a semana sob os cuidados de minha mãe.

Durante a semana, minha mãe disse que ela estava um pouco rouca e tossindo e no meio da semana, foi à pediatra, pois estava febril. Foi medicada e ficou sem ir à escola.

No domingo, terminei o seminário e a levei para casa. Não estava febril, brincamos um pouco, mas não conseguiu dormir devido à uma tosse intensa.

Meu marido e eu a levamos para o hospital que estava vazio e para nossa surpresa, ela apresentava um quadro de broncopneumonia.

Tive medo de perguntar ao médico se poderia ser a gripe suína, enquanto aguardávamos a internação, pedi para meu marido fazer a pergunta.

Ele fez e me disse que era uma suspeita e que a Secretaria de Saúde já tinha sido notificada (no dia 6 de novembro, recebemos o resultado – Negativo). Fiquei paralisada com minha filha nos braços e sabendo que nada podia fazer, foi um momento de tanta impotência, fiquei pensando porque não a tinha levado antes ao hospital, me culpei internamente pela sua doença, me questionei o quanto sou uma boa mãe.

Rezei muito e prometi para minha bebê que a protegeria e sairíamos em breve do hospital para juntas irmos para nossa casa.

Ao ficar tanto tempo no hospital, ao lado dela, tive muito tempo para pensar no que tenho feito e que lições posso tirar dessa dor.

Meu marido e eu trabalhamos muito e como muitas pessoas, afirmamos que fazemos isso pelo futuro de nossa filha e proporcionar uma melhor qualidade de vida para nossa família.

Queremos dar a ela uma educação formal consistente, uma boa casa, lazer e alguns pequenos “luxos” para todos nós.

Quantas vezes, minha filha vem à noite e diz: “você vai brincar comigo?” e respondemos: “deixa só eu enviar este e-mail”, “depois que eu terminar isso”, “vai brincar que já vou” e quantas vezes não cumprimos a promessa ou damos uma tapeada e a fazemos dormir para continuar nosso trabalho.

Quantas promessas de passeios feitas e por um motivo ou outro, não cumprimos.

Quantas vezes perdemos a paciência por travessuras realizadas e por não parar de falar.

Quantas vezes não damos atenção às suas descobertas.

Quantas vezes não ouvimos suas histórias.

Quantas vezes brigamos e chamamos sua atenção por motivos tão tolos.

Quantas vezes ela me pediu para contar histórias e eu disse para dormir, pois eu estava cansada.

E tudo isso, só dei conta ao perceber a chance de perder o maior dos meus motivos para viver: minha filha.

E aí, me perguntei: “por que tenho que trabalhar tanto se a vida me proporciona coisas tão simples e que me fazem feliz?”

Fiquei pensando nos bens materiais, por que será que eu quero um carro bacanão e uma casa fabulosa? Será que realmente para minha família ou para mostrar aos outros que somos pessoas bem-sucedidas? Será que tenho trabalhado para os outros? Até porque minha filha acha tudo o que nós temos lindo.

Ao olhar para minha filha deitada na cama com um monte de fios e tubos de soro, de oxigênio, de medicamento, de pulsação; fiquei pedindo a Deus por um sorriso, uma travessura, uma mal criação.

Foram dias de tensão, de sofrimento e cada avanço foi como um renascimento, pequenas vitórias dentro de uma grande batalha.

Nunca fiquei tão feliz em ouvir: “oi, mamãe”, ver seu sorriso com seus dentes tão branquinhos, ouvir sua gargalhada, sentir seu carinho com a mãozinha toda furadinha pelas agulhas, contar uma história que ela queria ouvir, assistir ao mesmo DVD 10 mil vezes.

Nossa relação se tornou muito mais intensa e de confiança, quando as enfermeiras veem para aplicar algum medicamento e ela não quer, ela me olha e mesmo no silêncio é como se ela dissesse: “confio em você, você vai me proteger e não deixará que nada me aconteça”.

Ela sempre me diz que sou “a melhor amiga de todas” e quero que isso seja uma verdade eterna, por isso espero que todo esse momento difícil seja para que eu aprenda que de nada adianta trabalhar tanto para não ter com quem repartir.

Durante o dia quando fico com ela (meu marido passa a noite), ela só quer brincar comigo, mesmo minha cunhada e sogra estando lá. Mesmo sem dizer, é como se ela pensasse: “que bom que fiquei doente porque só assim tenho a mamãe só para mim!”.

Hoje, dia 9 de novembro, Samara teve alta e veio para casa, me ligou do hospital e disse: “Tô indo para casa”. Meu coração se encheu de alegria e a esperei tão ansiosa como no dia de seu nascimento.

Foi um dos dias mais felizes da minha vida!

Tenho certeza de que este acontecimento me tornou uma mãe e uma pessoa melhor, pois comecei a prestar atenção em detalhes que nunca havia observado e aprendi a valorizar cada instante da minha vida.

 

 

Filme: “Sonhando Alto”

É um filme que fala da importância do sonho e como isso pode ser um mobilizador para as outras pessoas que compartilham dele.

Charlie é um ex-astronauta que sempre teve o sonho de ir para o espaço, porém antes de alcançá-lo teve que sair da Nasa para cuidar da fazenda de seu pai que se suicidará.

Mas, apesar das dívidas hipotecárias da fazenda subirem, Charlie continua construindo um foguete no celeiro e tem a certeza de que dessa forma poderá ir ao espaço.

Seu sonho faz com que sua esposa, suas 2 filhas, seu filho e seu sogro cada vez mais se unam, buscando cada um da sua forma, atingir o resultado esperado.

Um dia, Charlie é informado de que seus bens serão executados. Nervoso, atira um tijolo no banco e a polícia o encaminha para a enfermeira da cidade que deve fazer uma avaliação psicológica. Na sala de espera, ao seu lado, tem um garoto e Charlie pergunta a ele o que ele vai ser e ele responde que não sabe.

Nesse momento, Charlie diz que é melhor ele saber o que vai ser, antes que alguém saiba por ele.

Charlie decide que deverá lançar rapidamente o foguete e reúne sua equipe: seus filhos. Entra na sala de aula de Shepard (seu filho) e diz para a professora que ele precisa sair. A professora diz que ele está no meio de uma aula de história. Charlie responde que ela lê a história, ele vai mostrar ao filho como fazê-la.

O governo americano começa a monitorar Charlie e a imprensa a assediá-lo. A maioria das pessoas o acham um louco, porém não desiste, pois tem a certeza de que se não fizer aquilo que acredita, não terá passado nada para seus filhos.

O sogro de Charlie diz que o admira, pois ele nunca conseguiu reunir sua família em torno da mesa e Charlie conseguiu a façanha de reunir a família em torno de seu sonho.

Após alguns dias, seu sogro falece e conversando com um amigo sobre a vida, ele diz que somos nós que definimos nosso espaço.

Charlie percebe que é muito parecido com seu pai cujo sonho era a fazenda e por causa de dívidas se suicidou, pois não poderia viver sem seu sonho caso a fazenda fosse tomada dele. Charlie diz então que quando crianças queremos ser iguais aos nossos pais, quando adolescentes não queremos ser nada parecidos, mas quando envelhecemos nos tornamos iguais a eles.

Charlie decide lançar o foguete, mas não consegue, sofrendo um grave acidente e ao retornar à sua casa, toma a decisão de abortar seu sonho. Porém sua esposa não permite, pois percebe que os filhos admiram o pai sonhador e que a vida de todos não é e não será a mesma se não houver um sonho que os movimentem.

Assim, a equipe de Charlie volta ao trabalho rumo à realização de seu sonho.

Todo o filme faz com que nos questionemos sobre o que realmente queremos para nossa vida. Quantos pessoas que não sabem o que desejam, seguem pessoas que sabem, que dessa forma, serão as condutoras de suas vidas. Quantas pessoas que estão nessa mesma situação e não são mais garotos. Muitos empresários que conheço também não sabem o que desejam e nesse momento, abrem portas para que os clientes, os fornecedores, os funcionários e sua família conduzam sua vida e isso traz uma enorme angústia e frustração.

Também nos faz pensar em quanto estamos construindo nossa história ou será que somos meros espectadores que passarão pela história sem sermos conhecidos e valorizados? Ser um espectador é ver os fatos acontecerem e não ser parte disso. Ser um participante ativo é construir seu caminho e ajudar a construir o caminho das outras pessoas.

Devemos perceber que como empreendedores, somos pessoas que conduzem outras, e não podemos desistir de buscar nossos sonhos, pois como Charlie, temos uma família, funcionários, parceiros, clientes que vivem, muitas vezes, em torno do que acreditamos ser possível buscar para vivermos mais intensamente nossos dias.

Texto: “Trabalho e Vida”

Encontrei este texto no meu arquivo, infelizmente, não tem o autor, mas nos faz refletir sobre mudanças e opções de vida.

O que você prefere: ser um sucesso em algo que odeia ou um fracasso em algo que ama?
Essa tem sido uma pergunta cada vez mais freqüente no ambiente de trabalho.
Muita gente está em cargos e funções que, se pudesse realmente escolher, não estaria.
Mas como precisam de dinheiro e da segurança, ficam lá.
Pergunta: que tipo de resultado será que teremos numa empresa onde a maioria das pessoas não ama realmente o que faz?
Todo mundo concorda que as empresas vencedoras precisam de pessoas que vistam a camisa e estejam realizadas no trabalho.
Este não é um novo conceito.
Mas é uma das regras mais desrespeitadas do mundo corporativo.
Existem milhares de pessoas inteligentes, com habilidades e talentos completamente desperdiçados pela falta de motivação.
Andam com o freio de mão puxado, inseguras de sua posição no mundo, sem contribuir nem produzir nem 25% do que seriam capazes.
Acho que as pessoas já começam na carreira muitas vezes de forma errada.
As empresas estão acostumadas a pensar em termos de oportunidades.
Na nossa vida pessoal, temos que começar a pensar diferente: “O que quero fazer da
minha vida?”.
Citando Eduardo Galeano, somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
Vejo muita gente falando de planejamento de carreira.
Pessoalmente, acho isso uma tremenda bobagem, pois resulta numa vida quadradinha, cartesiana.
Acho que foi Helen Keller quem disse “Evitar o perigo não é mais seguro do que viver exposto a ele. A vida é uma grande aventura, ou então não é nada”.
Essas pessoas podem até conseguir o sucesso financeiro e social, mas é tudo fachada.
Por dentro estão destruídas, consumidas internamente por um sentimento que insiste em fustigá-las sem trégua.
É a dúvida mais atroz que existe: se teoricamente tenho tudo para ser feliz, porque não sou?
Felizmente existe uma saída.
Ao invés de se concentrar no que virá depois, concentre-se no que é mais importante. Como disse certa vez um sábio, preocupe-se mais com o seu caráter do que com sua reputação, porque sua reputação é o que os outros pensam de você, e o seu caráter é quem você realmente é.
Na verdade, o trabalho certo para você deveria ser mais parecido com a vida de verdade: às vezes divertido, às vezes agitado, muitas vezes frustrante.
Você sabe que encontrou algo que realmente ama quando as contrariedades parecem superficiais e fáceis de contornar.
São pequenos obstáculos, que você usa como degraus para o sucesso.
Ainda temos o conceito errado de que todo trabalho deve ser desafiador, divertido, revigorante.
Todos os dias!
Como se isso fosse realmente possível.
Mesmo estrelas de rock ficam cansadas de apresentar-se todas as noites para milhares de pessoas.
As pessoas que realmente amam seu trabalho raramente falam de como ele é emocionante ou desafiador.
Usam termos mais profundos: significado, sensação de bem-estar, realização.
Para as pessoas que amam o que fazem, trabalho e vida pessoal estão irremediavelmente juntos, não existe uma coisa sem a outra.
É tudo uma vida apenas.
Como disse Goethe: “A pessoa que nasceu com um talento que estava destinado a usar encontra sua maior felicidade ao usá-lo”.
Estamos todos escrevendo todos os dias a história da nossa própria vida.
Não é uma história de conquistas, mas sim de descobertas.
Através de erros e acertos descobrimos qual a verdadeira contribuição que podemos dar ao mundo.
Assim, descobrimos que o que no começo parece um grande salto audacioso é apenas um pequeno passo em relação ao futuro.
Então da próxima vez que for aceitar um desafio, não pergunte “O que vou fazer?” mas sim “Em que tipo de pessoa vou me transformar?”.
Porque só existe uma opção: ou você ama o que faz, ou não ama.

Filme: “Poder além da vida”

Poder Além da VidaDan Millman é um jovem ginasta, cuja especialidade são as argolas. Ousado, arrogante, popular entre as garotas, rico, enfim, acredita que pode fazer tudo o que quiser em sua vida.

Porém, algo o angustia, fazendo perder noites e noites de sono até que encontra um homem misterioso que trabalha em um posto de gasolina a quem começa a chamar de Sócrates, pois pela forma como fala, parece um filósofo.

Dan apesar de se sentir atraído pelos ensinamentos de Sócrates, não quer seguir o que lhe é solicitado até que sofre um grave acidente que muda sua vida e até pode mudar a forma como você enxerga seu dia a dia.

Será que para mudarmos nossa vida, precisamos que algo muito sério aconteça?

Esse filme faz com que possamos refletir sobre isso, enquanto está tudo bem, Dan continua a desafiar o mundo, a fazer coisas sem pensar, arrisca-se pelo simples prazer da adrenalina.

Quantos empresários fazem a mesma coisa em suas empresas? Até que acontece uma quebra ou resultados muito ruins que os fazem parar para pensar e buscarem uma mudança.

No filme, Sócrates diz para Dan que “temos muito a aprender e muito para esquecer” e o que isso tem a ver com nosso mundo empresarial?

Muitos empresários ao invés de buscarem saídas para seus problemas, ficam cada vez mais imersos neles. Nesse momento, o passado só serve para verificarmos o que podemos aprender, mas o sofrimento por ele, nada adiantará. Devemos buscar sim, o aprendizado, pois ele é eterno, ele é o futuro que nunca acabará; enquanto o passado é finito, já acabou e não retornará. Por isso, sair dos problemas é buscar novas oportunidades, soluções para seu desenvolvimento.

Sócrates também diz que “conhecimento é saber fazer e sabedoria é fazer, agir”.

Em todos os treinamentos, nas expectativas, as pessoas, normalmente, dizem que vieram buscar conhecimento, porém quando começo a aprofundar suas expectativas, o que elas querem na realidade é aprender a fazer, isto é, chegar à sabedoria.

Os empresários sempre dizem que querem conhecer sobre financeiro, marketing, gestão, pessoas, mas na realidade, eles já conhecem tudo sobre esses aspectos por meio de livros, cursos etc. O grande problema é como colocar em prática o processo de execução nas empresas e a grande dica é: experimente, coloque a mão na massa, pratique, erre, conserte, refaça e nesse momento alcançará o que tanto deseja.

Quer um exemplo simples para isto? Qualquer pessoa “sabe” fazer um bolo, é só pegar uma receita e está tudo lá anotado, porém o verdadeiro aprendizado só se dará ao “fazer” o bolo, pois só nesse momento é que você verá como é quebrar os ovos, sentir a textura da farinha misturada ao leite, como é mexer a massa para não deixar nenhum “pelotinho” de farinha, como é acender um forno, untar uma assadeira e saber quando está pronto.

Enfim, há uma grande diferença entre saber fazer e fazer.

Em uma cena do filme, Sócrates convida Dan para conhecer um lugar maravilhoso e depois de horas de caminhada chegam ao topo de uma montanha que na visão de Dan não tem nada de maravilhoso e incomum e ele começa a reclamar. Sócrates diz para ele relembrar a caminhada, o quanto ele estava motivado em chegar, como falava com empolgação mesmo com o cansaço e as dificuldades. Nesse momento, Sócrates faz uma analogia com a vida, dizendo que “a felicidade é a jornada e não o destino”.

Quando pergunto qual o maior sonho das pessoas, normalmente, elas me dizem “SER FELIZ”, como se fosse um ponto de chegada e quando faço uma outra pergunta se isto quer dizer que elas não são felizes, ficam caladas e pensativas e respondem: “é claro que não… sou feliz!”.

A felicidade, enfim, não é um ponto final, mas uma eterna viagem, as pequenas e grandes coisas que acontecem em sua vida, as surpresas, as conquistas (não importa o tamanho), os erros, as derrotas, a superação, as pessoas que você encontra em seu caminho.

Por último, Sócrates diz que existem 3 regras básicas que devemos seguir:

1. Paradoxo – a vida é um mistério

2. Humor – aprender a rir de si mesmo

3. Mudança – tudo na vida muda

E aí, que tal descobrir todo os dias o mistério da vida, rir de seus tombos, de suas piadas, de seu jeito e mudar para ter resultados melhores em sua vida?

Texto: “A Vida”

Encontrei nos meus arquivos este texto fabuloso de Henfil e gostaria de compartilhar com vocês, pois a vida empreendedora é cheia de obstáculos, mas são eles que fazem nossa vida ter mais sentido.

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

Até que você volte para a faculdade

Até que você perca 5 quilos

Até que você ganhe 5 quilos

Até que você tenha tido filhos

Até que seus filhos tenham saído de casa;

Até que você se case;

Até que você se divorcie;

Até sexta à noite;

Até segunda de manhã;

Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

Até o próximo verão, outono, inverno;

Até que você se aposente

Até que a sua música toque;

Até que você termine seu drink

Até que você esteja sóbrio de novo;

Até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que… AGORA MESMO…!

Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.

 

 

 

Sucesso

Recebi o texto abaixo que segundo a fonte que me enviou disse que foi escrito por Nizan Guanaes para formandos da Faap. Achei fantástico e tem tudo a ver com nossa vida empreendedora, muitas vezes incompreendida por tantas pessoas e até mesmo por nós mesmos.

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no,Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo”. E ela responde: “Eu também não, meu filho”.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como Homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: “seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão.O fracasso, ao tédio.O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute.  Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.

Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.

Trabalho não mata.. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.  

Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.